02 setembro, 2007

Érica "ética" Kokay.

Eis mais um exemplo, aqui mesmo no DF, de que petista é ético, mas tão ético, que não se vexa em dar dar explicações fajutas quando supreendidos com a mão na grana. Já escrevi aqui sobre a deputada Erica Kokay, esse monumento da ética no DF. Na última sexta, dia 31 de agosto, segundo o correio web, ela entregou sua defesa à corregedoria da Câmara Legislativa, e num monte de páginas, ela admite que não pode explicar a movimentação bancária, que segundo seu assessor por 4 anos, Geraldo Batista da Rocha Junior, foi usada para movimentar o caixa dois da distrital. Erica, a seu favor, declara que muitos dos citados por Rocha Junior, e também envolvidos no esquema, afirmam categoricamente, que a deputada nada sabia da movimentação. Vocês entenderam? A movimentação ilegal existiu, contudo, Erica não sabia. E quem sabia? Quem será o Delúbio de Erica "ética" Kokay?

A deputada protocolou um pedido para ter seus sigilos telefônicos quebrados. Diz nada temer, mas não conseguiu explicar a origem de um dinheiro que transitou na conta de um dos seu assessores, que agora, denuncia a deputada de ter usado dinheiro do gabinete e do sindicato dos bancários do DF para caixa dois de campanha.

Como boa petista ética que é, Erica diza nada saber do esquema e parte para o ataque: primeiro recorre ao vitimismo, que é um recurso típico dos covardes e dos petistas. Diz estar recebendo ameaças. De quem? ela não diz. Em seguida acusa, também sem provas, ou mesmo indícios, um outro crápula, que pela folha corrida não faria mal papel se estivesse no PT, o deputado pelo PMDB do DF, Pedro Passos. Segundo Erica, quem está por trás de tudo é ele. Érica tem todo o direito de acusar e de se defender, mas antes, tem que explicar de forma convincente, porque recebeu do sindicato e de seus assessores, doações de campanha irregulares. É, Erica Kokay provou que o PT é mais ético que os outros, mas daquela ética de que falava Fernando Henrique Cardoso.

Um comentário:

Blogildo disse...

É a ética dos imorais.