23 setembro, 2007

"Ética" Kokay, impune, como os demais.

Rôney Nemer, deputado distrital pelo PMDB do DF - do mesmo partido de Joaquim Roriz, Pedro Passos, Benício Tavares e Eurídes Brito, só gente sangue bom - como corregedor da assembléia legislativa do DF, concluiu que será impossível provar que a deputada Erica Kokay, do PT do DF, tenha alguma culpa no caso da conta laranja que movimentava dinheiro de Caixa Dois. Segundo o corregedor, existem provas da irregularidade na movimentação da conta, mas não da participação da deputada no esquema. O deputado reconhece, todavia, que as pessoas envolvidas são muito próximas à distrital, e, como uma maneira de não parecer corporativista, admite que precisaria de um tempo maior para invetigar o caso; mesmo assim, seu parecer deverá ser inconclusivo sobre o envolvimento da parlamentar mais ética da assembléia do DF.

Já disse aqui, que no suposto crime de Caixa Dois, Érica "Ética" Kokay, não agiu melhor ou pior do que os seus pares, apenas fez o que a maioria ali dentro, faz: preciso dizer?

A mácula ficará, mas petista não se importa com isso. Com o tempo, eles reescrevem a história, e o que hoje é uma suspeita sobre a idoneidade de Erica, será, com um tempo, lembrada como uma piada de salão.

Quando, parlamentares que deveriam zelar pelo decoro, têm suas razões, sempre imorais, para fechar os olhos às falcatruas de colegas, assistimos estarrecidos, à absolvição de canalhas, que receberam de outros velhacos e velhacas, um atestado de honra. É fundamental para nós, saber que, em tempos de PT e de Renan, a qualidade e a moralidades dos que se fazem juízes, ao invés de atestar a inocência, reforçam a culpa.

Um comentário:

Ricardo Rayol disse...

ela deve ter pensado: "se todos roubaram, tem culpa eu?"