27 setembro, 2007

"Estatuto da Igualdade Racial, já! Cotas nas universidades públicas, já!"

Todos sabem o quanto acho aborrecida essa conversa mole de cotas para negros nas universidades públicas e essa mania estúpida dos esquerdopatas e dos "manos" e "manas" da classe média com sentimento de culpa, de se considerarem culpados pela escravidão.

O discurso de ONGs , do Movimento Negro e de outros idiotas da mesma espécie, é sempre o do vitimismo. Somos vítimas de racismo e preconceito. Somos excluídos, tratam-nos como escória. Essa elite branca, malvada, quer impedir que os negros tenham seu espaço na sociedade.

Há racismo no Brasil? É óbvio, que há! Há preconceito? Também. Mas quem disse que essas ações afirmativas, chamadas de discriminação positiva, como as cotas, resolvem o problema? Pelo contrário, podem agravá-lo. Racismo se combate é com educação e com punição para o racista, não com cotas nas universidades. Ninguém nasceu racista, aprendeu, e, normalmente, essa lição se aprende em casa. Para racistas, só há uma saída: a punição. É importante lembrar contudo, que o racismo não é uma via de mão única. Como se só existisse racismo do branco para o negro. Quando aquela ministra bocó, D Matilde, que não vale um bago de jaca mole mastigado, declarou com todas as letras que acha normal, natural até, que um negro odeie um branco, ela estava sendo racista, pior: estava incitando o racismo do negro contra o branco. Deveria ser punida, no minímo, demitida, mas o que aconteceu? Nada. Se fosse um ministro, de pele branca, falando o contrário, a história seria outra.

Um colega de trabalho, jovem, católico, cheio de ideias de justiça, defende as cotas da UNB não como uma forma de combater o racismo - ele reconhece que não resolve o problema - mas como uma maneira de equalizar a estética da universidade. Explico: para ele, as cotas servem para que o alunado da UNB apresente várias matizes de cor da pele, não seja majoritariamente branco. Suponhamos que 100 estudantes negros, muito competentes, perdessem a vaga numa universidade pública para 20 estudantes brancos, medíocres, em nome de uma democratização estética do copo discente. Seria uma absurdo! Universidade é centro de excelência, não é associação de caridade. Negros, brancos, amarelos, mestiços, conquistem seu espaço sem pedir favor a ninguém.

Hoje, um grupo que defende o que eles chamam de Estatuto da Igualdade Racial, que na lógica deles, é privilegiar os que se consideram negros ou pardos, foi até o gabinete do presidente da Câmara, o petista Arlindo Chinaglia, e fizeram sua cena, torpe, feia, adolescente mesmo, vociferando palavras de ordem insanas, pueris; e tomaram um carão do presidente Chinaglia. Tentaram contemporizar, pôr panos quentes, mas Chinaglia não recuou. (Vejam aqui).

Essa gente que não representa os negros, mas uma percelinha, assim, pequena mesma, de gente que se acha vítima, que lê a história de uma forma canhestra, e que vê no branco a razão de seus fracassos e insucessos.

Tenho muitos amigos, amigos mesmo, negros, que conseguiram o sucesso e o reconhecimento de seu valor, sem apelar para esse vitimismo idiota, esse discurso mentiroso de que os brancos impedem que os negros cheguem lá.

Um comentário:

Ricardo Rayol disse...

equalizar a estética na universidade.. que porra é essa? teu amigo é gay?

ao inves de resolver o problema na base dão esse arrego imoral.. fico imaginando a quantidade de incapazes que estão entrando pela janela e serão os futuros profissionais...