19 agosto, 2007

A Verdade e a mentira


A verdade é irresistível! Nada é capaz de escondê-la. Por outro lado, a mentira, que se quer verdade, exige uma, duas, três, quatro... um sem número de explicações e adendos, muitas vezes contraditórios, e contam, como sempre, ou com o cansaço de quem investiga ou com a cumplicidade dos que deveriam apurar a verdade.

A deputada pelo PT, Erica Kokay, afastou-se da presidência da comissão de ética da Câmara Legislativa do DF diante da denúncia de ter movimentado recursos do sindicato dos bancários e de seu gabinete, para fazer Caixa Dois. O denunciante Geraldo Batista da Rocha Junior trabalhou para a deputada por 4 anos, e, de repente, passou a ser desqualificado por correligionários e pela própria deputada. A atitude de pedir afastamento do conselho de ética e de abrir o sigilo bancário, é uma pantomima. As contas movimentadas estão em nome de assessores, e foi justamente, um deles, que denunciou ser usado como laranja para deputada fazer Caixa Dois na campanha.

Essa história ilustra um pouco o que já foi dito aqui. Os sindicatos são tentáculos do PT e o trabalhador sindicalizado contribui para financiar o partido, mesmo sem saber. O caso do sindicato dos bancários é uma prova disso.

Publicada no correio web a seguinte notícia

Desde sexta-feira, colegas de partido e assessores de Kokay analisam os documentos e cópias de cheques anexados à representação que tramita contra ela na Câmara Legislativa. O objetivo é desqualificar as acusações de que a deputada teria feito uso de uma conta-laranja em que ocorreram movimentações de recursos de origem ilícita para formação de um caixa 2 de campanha.

Com base nos extratos bancários anexados à representação, a defesa da deputada pretende mostrar que as movimentações eram negociadas estritamente entre Geraldo Batista e funcionários do gabinete e o tesoureiro do Sindicato dos Bancários, João Batista Machado de Carvalho. Segundo o autor das denúncias, sob orientação de Ailton Passos Jardim, ex-chefe de gabinete da deputada e coordenador da campanha da petista.

Ninguém contesta a movimentação ilegal do dinheiro. Constesta-se a participação ou não da deputada na irregularidade. Segundo seus colegas de partido e assesores, tudo esteve centralizado nas mãos do assessor Geraldo Batista, que pasmem, era funcionário do gabinte da deputada há 4 anos. Ele negociava e movimentava os valores, sei, e para quê? A deputada não sabe.

Documentos juntados na representação indicam repasses nominais ao sindicalista no valor de R$ 21 mil, datados de 2003. Procurado pelo Correio, João Batista não foi localizado. O diretor-executivo da entidade, Eduardo Araújo, afirmou que a diretoria do sindicato decidirá amanhã se entra com uma ação judicial contra Geraldo Batista em resposta às acusações. “Houve reunião na sexta-feira e estamos colhendo informações para decidir que medida tomaremos”, adianta.

O sindicato dos bancários quer processar Geraldo Batista, duvido que o façam. Os diretores deveriam era prestar contas aos filiados que viram suas contribuições, de alguma maneira, sendo desviadas para outros fins. A pessoa que poderia esclarecer o imbróglio, João Batista, tesoureiro do sindicato, sumiu. Humm... Já vi esse filme.

Além do tesoureiro do sindicato, aparecem também como beneficiários dos recursos movimentados na conta de Geraldo Batista dois servidores lotados no gabinete de Érika Kokay. Cláudio Almeida Maciel, motorista da deputada, teria recebido R$ 4mil. O nome do ex-funcionário Aliomar Carvalho de Jesus aparece em cheques nominais no valor de R$ 5,4 mil. Ambos fizeram doações à campanha dela, segundo prestação de contas da petista ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Erica Kokay sempre pautou sua atuação parlamentar pela ética e pela decência. Sempre cobrou dos colegas e das instituições públicas, moralidade; seria, portanto, natural, que fizesse o mesmo com os seus assessores. Todavia, os assessores de Erica movimentavam contas de forma ilícita e a deputada, coitada, nem sabia. O curioso é que os funcionários que receberam em suas contas, recursos do ex-assessor Geraldo Batista, fizeram doações para a campanha da deputada.

Erica Kokay tem 10 dias para a defesa. Seus colegas da corregedoria sabem o tamanho do rabo que têm, sobretudo no que tange à prática de Caixa dois, por isso, duvido que essa denúncia contra Erica Kokay, vá até o fim.



2 comentários:

PATRICIA M. disse...

Eita Costa, politico petralha cobra etica e decencia so dos outros. Eles mesmos estao imunes a tal cobranca. Essa mulherzinha ai sabe da estoria toda e mais um pouco...

Blogildo disse...

Político e petista é uma combinação explosiva. E vc disse que ela tinha até boa reputação. Não se pode mesmo substimar o PT.