29 agosto, 2007

Saiam canalhas!

Foi no dia 22 de agosto. Foi na faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo, uma das mais sérias escolas jurídicas do Brasil, que uma invasão se consumou. Foi ali, enfim, que a democracia venceu o totalitarismo. A tropa de choque de São Paulo, dentro da legalidade, usou o direito constitucional do uso da força e desocupou o prédio da faculdade que havia sido invadido por manifestantes ligados ao MST, a Educafro e a outros movimentos esquerdofrênicos.

Esse grupo fascista divulgou pela internet um vídeo que tenta provar a truculência da tropa de choque na desocupação do prédio da faculdade. Assistam, e vejam, vocês mesmos, se houve a tal truculência. Quantos dos manifestantes foram feridos na desocupação? Quantos chegaram em casa com algum hematoma? E olhem que a constituição confere aos PMs, em casos dessa natureza, o LEGÍTIMO uso da força. E o que se vê no vídeo? Uma polícia educada, sem violência, retirando, dentro da lei, os filhinhos de papai, esses pequenos-burgueses, brincando de revolucionários de ocasião. Esses corajosos, que diante da PM, exibiram um bebê de colo, isso mesmo, um deles, ergue uma recém-nascido tentando demover a PM da ação de desocupação. Esta atitude é só uma, das inúmeras provas, de que essa gente é, antes de tudo, canalha!

As imagens são feitas pelos "vencidos", e ouve-se, com certo enfado, uma gasguita militante, com um discurso vagabundo, tentando negociar com a PM. Não se negocia com que está na ilegalidade. E nesse caso, os criminosos, eram os invasores! Quase no fim do vídeo, há uma palavra de ordem estúpida. Repetem: "você, fardado, também é um explorado".

Combater a esquerda real, é um imperativo ético! Como certos líderes messiânicos, eles prometem um futuro promissor. Repetem, como mantra, que implantado o socialismo, quem sabe o petista, as pessoas serão felizes e viverão em um mundo melhor. O que eles não contam, embora não escondam, basta ter olhos para ver e ouvidos para ouvir, é o resultado prático desse sonho utópico: violência, cerceamento da liberdade e privilégios para uma casta de burocráticos do partido. Muitos jovens são seduzidos por essa esparrela, por essa fanfarronice de que o mundo, no socialismo, será muito melhor. Desafio a qualquer um, provar que, nos lugares onde ele foi testado, as pessoas viveram esses paraíso idílico.

Sou uma voz minoritária. A maioria dos meus alunos, meu universo de influência, tendem, seja pela imaturidade, seja pelo discurso fácil da esquerdopatia, a acreditar nesses "amanhãs que cantam". Mas combato, o bom combate; e, um só que me escute, será uma vacina contra esse mal que é o pensamento de esquerda.

27 agosto, 2007

O Enem. A estupidez como mérito!

Ontem à noite, eu tive acesso, pelo G1, às questões comentadas do Enem. Confesso que me dediquei apenas aos itens de história, alguma coisa de gramática e Redação. Fiquei estupefato com o que li. Os textos que contextualizavam as questões de história foram deprimentes, isso para ser bonzinho. E o tema da redação foi uma piada, de péssimo gosto.

Hávia um texto lá de um tal de Kambegele Munanga, professor da USP e com graduação em antropologia no Congo. O texto falava de identidade negra e de quando os europeus, esses seres maus, iniciaram a exploração dos negros, essas vítimas do escravismo. O texto é estúpido! Primeiro, porque a escravidão na África é bem anterior ao século XV, época de início das Grandes Navegações; depois, muitos negros participaram do tráfico de escravos, não foi obra apenas do europeu mau. O texto fazia uma referência ao que o autor chama de identidade negra. O que é uma identidade negra? É gostar de Hip Hop? É usar um cabelo exótico? É adotar o candoblé como religião? Meus alunos negros, alguns tão bons quanto alunos brancos; e outros, tão ruins como outros brancos, precisam de uma identidade negra?

Querem tranformar o Brasil, na marra, numa nação bicolor - Ali Kamel já tratou disso em Não Somos Racistas - querem instituir um conceito que a ciência já provou inadequado, o conceito de raça.

O tema da redação foi uma pérola. Como conviver com as desigualdades sociais. Seria o mesmo que sugerir: como conviver com a certeza da morte. Ora, digam-me aí em que lugar do planeta não há desigualdade social? Em Cuba? Ah, fala sério!

Como sempre, para mim ao menos, o Reinaldo Azevedo fez uma síntese muito boa sobre a prova do Enem. Vale a pena ler!


Para quê serve o Enem? Rigorosamente para nada! Ah, muitas faculdades conveniadas ao Prouni aceitam o Enem como forma de ingresso nos cursos superiores, por isso reafirmo: o Enem não serve para nada. O G1 fez uma matéria dizendo que muitos estudantes de Brasília, a maioria de escola pública, optaram por fazer o Enem porque sonham com uma vaga pelo Prouni. Agora com as cotas, sei não, a chance de se passar na UNB, com o conhecimento que se tem para fazer o Enem, deixou de ser uma tarefa impossível!

25 agosto, 2007

Eis o Socialismo Petista.

É madrugada. É exatamente 01:27 da manhã de sábado. Estêvão, depois de 5 horas de sono, decidiu acordar, e, como um bravo, resiste às investidas de Morfeu. Assistindo TV, vi, quase sem querer, na TV do bispo, que Lula foi ao Rio Grande do Sul anunciar investimentos do PAC em saneamento. Como era previsto, manifestantes de um movimento contra o governo - mais um - chamado, Luto Brasil; exibiam cartazes, faixas e narizes de palhaço para protestarem contra a comitiva do presidente. Como um bom partido fascista, o PT mobilizou seus trogloditas e nos apresentou, ao vivo e em cores, o que eles entendem por democracia. Uma senhora do movimento teve a faixa de protesto que segurava, arrancada por um militante petista. A violência do ato foi tão grande que a referida senhora foi jogada ao chão, enquanto o meliante corria triunfante, destruindo a faixa de protesto. Aposto que ao chegar ao covil de petistas gaúchos, esse facínora deve ter se refestelado e recebido aplausos dos demais canalhas!

Fiz algumas pesquisas pela rede, mas não consegui o vídeo ou uma foto. Talvez amanhã, os sites exibam a truculência. Se chegarmos no mundo sonhado pelo PT, ou como diz um certo vídeo por aí, no Socialismo Petista, ninguém poderá reclamar depois que não sabia que seria tão ruim.

PS: São exatamente 17:46 de um sábado seco em Brasília. A sempre atenta e bem informada Saramar, publicou um pequeno relato de um dos participantes do Movimento Luto Brasil, que assistiu indignado à truculência dos bandidos do PT no Rio Grande do Sul. Ainda não tenho a imagem, mas o relato é estarrecedor.

"Chegamos à FIERGS por volta das 15 h e os baderneiros já estavam no local com suas bandeiras vermelhas em punho. Nosso grupo tinha aproximadamente 15 senhoras e uns 5 homens vestidos com nossas camisetas de Luto Brasil, nossas faixas e cartazes.

Eles estavam sendo incitados por um caminhão com um som ensurdecedor de um homem gritando: “Cumpanheiros vamos lá! Vamos defender nosso presidente!".

Nós fomos para uma manifestação pequena, pacífica, como todas que fizemos até agora no Aeroporto Salgado Filho e em frente ao Palácio Piratini, mas estamos lidando com marginais pagos para nos agredir. Eles não respeitavam nem a brigada militar que estava com pouco efetivo, e nos aconselhou a ir embora, pois não podia nos proteger. Tivemos que ser escoltados pela brigada para sairmos do local.

Fomos agredidas moralmente, verbalmente com palavrões e xingamentos, com agressões físicas. Rapazes do PT vinham correndo e nos davam socos."

PS 2: A Patrícia deu uma a dica e fui pesquisar no youtube. Encontrei esse vídeo que exibe imagens da truculência dos socialista do PT no Rio Grande do Sul.

23 agosto, 2007

Ali Kamel, o bundão de Serjão.

No mês de julho, o ótimo blog do Serjão, no prêmio semanal, Bundão da Semana, elegeu Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo. O motivo da comenda foi por conta da cobertura da TV Globo no dia da tragédia com o avião da TAM. A argumentação de Serjão se baseava no fato de a TV Globo não ter interrompido a programação para dar prioridade absoluta ao acidente com o airbus da TAM. Eu, e alguns outros leitores assíduos dO blog - os post são muito bons - discordamos da análise, mas a grande maioria dos que comentaram, aproveitaram para destilar seus ressentimentos de DNA esquerdopata contra a TV Globo.

O bundão Ali Kamel acaba de lançar um livro imperdível - já havia escrito o excelente Não somos racistas - e apesar de algumas análises do jornalista, no livro Sobre o islã, ainda encontrarem alguma resistência no meu espírito ocidental, a leitura vale para nos deliciarmos com a erudição do jornalista. Para provar que às vezes um bundão tem algo a dizer, vou reproduzir um artigo de Ali Kamel em O Globo, mas copiado do blog do Reinaldo Azevedo. Às vezes vale a pena ler o que alguns bundões escrevem.

A grande imprensa

A grande imprensa está sob ataque. Não do público, que continua considerando o jornalismo que aqui se produz como algo de extrema confiabilidade, conforme atestam pesquisas de opinião recentes. Os ataques vêm de setores autoritários e antidemocráticos, que, diante do noticiário, sentem-se ameaçados. Esses setores consideram que só é notícia aquilo que, em nenhuma hipótese, atrapalha os seus planos de poder. Não importa que alguns acontecimentos lhes sejam embaraçosos; importa que ou não sejam noticiados ou sejam levados ao público de tal forma que o efeito, para eles, seja positivo ou neutro. Já disse uma vez: isso não seria jornalismo, mas propaganda.

Evidentemente, em seus ataques eles não deixam transparecer essa verdade. Tão logo surge um evento que eles consideram desvantajoso, começam a gritar, dizendo que não é o evento que lhes faz mal, mas a cobertura da grande imprensa. Costumam seguir o seguinte padrão: mentem, atribuem à grande imprensa coisas que ela não fez e denunciam conspirações que não existem. Sempre num tom indignado, dourando a grita com defesas “apaixonadas” da liberdade de expressão e do que chamam de democratização da mídia. Um disfarce. Às vezes, publicam livros, financiados por partidos, com estudos pseudocientíficos como os que tentam demonstrar que, em 2006, os jornais penderam pesadamente a favor de Alckmin e contra Lula, no noticiário eleitoral. Tais estudos se esquecem apenas de contar que todo o noticiário sobre o mensalão e outros escândalos foi considerado prova de desequilíbrio contra Lula. Ora, se é assim, qual seria a alternativa para que o estudo apontasse equilíbrio? Não noticiar os escândalos? Mas isso sim seria perder o equilíbrio e a isenção.

É uma tautologia, mas, na atual conjuntura, vale dizer: o jornalismo só é livre e independente quando não depende de nenhuma fonte exclusiva de financiamento. Quanto mais variadas forem as fontes de recursos que sustentam um jornal, uma revista, um portal de internet ou uma emissora de rádio e televisão, mais livres e independentes serão estes veículos. O leitor pode fazer o teste. Veja os anunciantes da grande imprensa e verifique: a variedade é tanta que o veículo não depende, nem de longe, de ninguém isoladamente para sobreviver. E por isso é livre. E por isso é independente. O leitor poderá fazer outro teste. Procure algum veículo que se diga livre e independente e ao mesmo tempo se dedique costumeiramente a atacar a grande imprensa e a defender este ou qualquer governo. Veja os anunciantes. Eles serão poucos e a concentração, grande. Quase sempre, será propaganda governamental. Se o veículo for um portal de internet, verifique quem são os controladores: fundos de pensão de órgãos do governo.

Portanto, livre mesmo, só a grande imprensa. Só ela tem os meios para investir em recursos humanos e tecnológicos capazes de torná-la apta a noticiar os fatos com rapidez, correção, isenção e pluralismo, sem jamais se preocupar se o que é noticiado vai ser bom ou ruim para este ou aquele cliente, para este ou aquele governo. A grande imprensa sabe que o seu compromisso é com o público, que lhe dá a audiência que lhe traz publicidade. A grande imprensa sabe que o público exige informação de qualidade e que não pode ser enganado. O grande público é o que faz as suas escolhas cotidianas de acordo com o que é melhor para si, é o mesmo que tem discernimento para votar, para eleger seus governantes. Consumidores exigentes, grande público e cidadãos conscientes não são três entidades distintas, mas uma única realidade.

Na cobertura da tragédia da TAM, a grande imprensa se portou como devia. Como não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeças que está longe do fim. A nação viveu um descalabro aéreo nos últimos dez meses? Então é necessário testar qual o impacto dessa desordem no acidente (e, hoje, ouve-se o ministro da Defesa dizer que a prioridade não é mais o conforto ou a ausência de filas, mas a segurança, uma admissão cabal de que, antes, não era assim). A pista de Congonhas estava escorregadia (a ponto de no dia anterior ao desastre, uma aeronave deslizar até um canteiro e outra quase se espatifar no fim da pista)? Então é preciso verificar se a pista foi fundamental no desastre. Chegam informações de que a manutenção da TAM é falha? Então é preciso saber como estava o avião acidentado (e descobrir que ele voava com o reverso pinado). A análise da caixa preta ficou pronta? Então é preciso tentar revelar o seu conteúdo e mostrar que uma falha do piloto pode ter sido a causa do acidente. É a grande imprensa que noticia tudo isso, passo a passo, tendo apenas em mente informar o grande público, sem pensar no impacto negativo ou positivo que isso terá para o governo ou para a companhia aérea.

É assim aqui, é assim em todas as democracias. Quando do furacão Katrina, a imprensa americana, num continuum, testou muitas hipóteses: noticiou que aquela era uma tragédia anunciada, mostrou que houve cortes federais para obras urgentes nos diques que se romperam, denunciou a inépcia do governo no socorro imediato às vítimas. E a única coisa que o governo fez foi se defender, com dados e argumentos. O público pôde julgar quem estava com a razão. Ninguém ouviu de aliados de Bush que a mídia queria derrubá-lo, provocar o seu impeachment, desestabilizar o seu governo.

Já aqui, temos de conviver com essas bazófias. Porque aqui, ao contrário de lá, há quem queira que a informação esteja a reboque de projetos de poder.

22 agosto, 2007

A esquerda é o pior do Brasil.

A pesquisa, exposta no livro Como pensa o brasileiro, tem um dado que acho importante abordar: ela indica o que o brasileiro considera certo ou errado, mas não diz se, nas situações sugeridas pela pesquisa, o pesquisado agiria como pensa. Por exemplo: perguntando a um adolescente se ele acharia certo usar preservativo com uma namorada recente, ele certamente diria que sim. Mas se a pergunta fosse: você usa preservativo nas suas relações sexuais? A resposta talvez fosse outra. De qualquer modo, a elite instruída do Brasil, pode não fazer o que é certo, mas sabe bem o que é.

Ao contrário do que pode parecer, a pesquisa não demoniza a patuléia, não a chama de atrasada, apenas indica que as pessoas com menos escolaridade, tendem a ter um visão anacrônica do mundo, o que pode ser corrigido com educação. Elas são mais propensas ao discurso populista e não vêem a corrupção como um pecado em si, desde que suas necessidades básicas, sejam atendidas, ainda que precariamente.

Atrasada no Brasil (só no Brasil?) é a esquerda. É ela que alimenta essa visão canhestra de mundo. É ela que faz a apologia da burrice e da estupidez. É ela que difunde a idéia de que o rico é mau e o pobre é bom. Ao contrário do que se pensa, os progressistas - são todos de esquerda- são na verdade retrógrados. Os reacionários, são eles. Deixem-me apresentar uma pequena prova.

Recebo na instiuição em que dou aula, mensalmente, a revista Carta Capital na Escola. A Revista é um esculacho na análise histórica e social dos temas abordados. A edição desse mês faz uma analogia entre o racismo na África do Sul e o racismo no Brasil. O autor, um professor de história aposentado, embora admita diferenças, conclui que o nosso racismo e o racismo sul-africano que produziu o apartheid, têm a mesma origem. Só um detalhe: nem a colonização foi a mesma nem o contexto histórico da dominação européia, no Brasil e na região sul-africana, foi o mesmo.

Uma outra matéria, esta sim, deliciosa, fala sobre maneiras alternativas de se selecionar alunos para as universidades públicas, descendo o sarrafo no vestibular, tido como um modelo cruel, incompetente, e, claro, conservador. Eles adoram usar essa palavra em sentido depreciativo. As sugestões, apresentadas como genais, são de uma tolice sem tamanho. Uma delas, propõe que as universidades ofereçam mais vagas, promovendo um curso pré-acadêmico, depois, os mais bem avaliados seguiriam no curso da universidade pública, e os outros, os que não atingiram o nível desejado, seriam encaminhados para outras instituições. Fico imaginando como essas "outras instituições" seriam vistas pela sociedade. Vejam esse diálogo hipotético:

---Eu passei na federal para o pré-acadêmico, mas não fui bem nas provas, e agora estou aqui na fafifó, onde me saio super bem. Não fiquei na Primeira Divisão, mas na segunda, mando bem.

--- Pois é, rapaz, eu não. Formei-me pela federal, dei conta do curso.

É bom deixar claro que, à exceção daquelas biroscas que aceitam alunos do ProUni, muitas instituições privadas no Brasil são sérias e competentes, e alguns casos, podendo-se pagar, é preferível cursá-las a fazer uma federal qualquer, e passar 80 dias de greve a acada três semestres.

Há um trecho da matéria que me provocou aquele riso de indiganção quando constatamos um tolice inominável! Vejam esse trecho da página 57

"A classe média alta está se enforcando na própria indústria que alimenta [ a dos cursinhos pré-vestibulares], porque agora não basta um, são dois, três anos de cursinho. Isso inibe o movimento social vertical, ou seja, impede o filho competente do pedreiro de chegar a uma boa universidade, mas proporciona que o filho do médico, que muitas vezes nem quer estudar, entre". O autor dessa burrice? O professor aposentado do Deparatamento de Matemática da Universidade estadual de Londrina, José Carani.

O trecho acima é preconceituso. Segundo ele, o filho do médico, mas também poderia ser o do advogado, o do professor universitário, entra na universidade, mesmo sem querer estudar; enquanto que o filho do pedreiro, ou da faxineira, ou o do ambulante, coitado, quer entrar, mas não consegue. É o velho maniqueísmo idiota da esquerdofrenia: o pobre é bom, o rico ou o remediado, é ruim.

O trecho também é contraditório. Ora, se uma rapaz ou uma moça, de classe média, não quer estudar, porque então faz um, dois, três anos de cursinho pré-vestibular para entrar numa universidade boa? O sensato, seria passar numa faculdade qualquer e seguir vivendo. Essa gente acredita que quem gosta de estudar é o pobre, o rico gosta de curtir. Isso é cretinismo e preconceito social.

A matéria é longa, e, são tantos os absurdos, que até os meus três leitores fiéis, enfadados de mim - caso eu tratasse os absurdos da matéria por completo nesse blog - logo iriam ler blogs com assuntos muito mais atraentes, encontrados no Blogildo, na Patrícia e no Serjão. Por isso, fico por aqui, com a certeza de que, o que há de pior no Brasil, é o pensamento de esquerda.

20 agosto, 2007

A elite é o melhor do Brasil!



Fonte: revista Veja, 22 de agosto de 2007 (Clique aqui para ler a matéria)


Há alguns anos, eu negociei uma linha telefônica - isso mesmo, ganhei alguns trocados vendendo minha linha telefônica - com uma senhora que me disse que eu era muito arrumadinho e organizado para um aluno de história. Ela esperava um descabelado, barba rala, com uma bolsa à moda hippie, e quem sabe, esperava me ver usando uma camisa com a cara de Che Guevara. Começo esse post dessa forma, para confessar uma coisa: não sou mesmo um professor de história como os outros.

Calma, lá! Não me acho melhor do que ninguém. Sei que não sou dos piores, mas minha originalidade está no fato de eu não levar para sala de aula os valores esquerdofrênicos que tão bem caracterizam os chamados professores de "humanas"(história, geografia, sociologia e filosofia). Exemplo: não demonizo os Estados Unidos. Chamos os Hamas e o Hezbollah de grupos terroristas e não de grupos de resistência a Israel. Defendo as privatizações e rechaço a idéia maniqueísta, de que o pobre, a patuléia, o operário, são sempre os bonzinhos, enquanto a elite, os ricos, são sempre os bandidos da trama. Por isso, alguns colegas, acreditando me ofender, rotulam-me de neoliberal e direitista. Ofenderiam-me se me chamassem de petista ou de esquerdista.

Provocado por uma aluna de filosofia do 1° ano, a senhorita Natasha, passei a discutir em sala o conceito de Classe Média e de Elite. Há cerca de um mês, falei para eles que o conceito de elite tem duas vertentes: para um esquerdista, elite é quem tem muito dinheiro, é rico, pode comprar o que quiser. Para um liberal, elite são os melhores de uma sociedade, do ponto de vista intelectual e moral, de valores altos. Esse segundo conceito, independe de classe social, mas é claro, está mais presente, mas nunca exclusivamente, entre os que tem um certo conforto financeiro. No primeiro conceito, muitos petistas, inclusive o presidente Lula, encaixar-se-iam como elite; mas no segundo, Lula e muitos petistas, jamais seriam elite.

Uma pesquisa feita pelo Datauff da UFF (Universidade Federal Fluminense) coordenada pelo professor Alberto Carlos Almeida, resultou num livro chamado A cabeça do brasileiro, onde se verifica que o melhor do Brasil é a sua elite, não necessariamente a econômica, mas a intelectual. Se preferirem, a educada ou a mais escolarizada. Os pobres, aqueles sem acesso a educação, os mesmos que aprovam o presidente Lula, e agora se sabe porquê, são os mais coniventes com a corrupção, os que mais desprezam os valores democráticos, os mais intolerantes com as diferenças, os que mais apoiam a truculência da polícia contra os presos.

Segundo o pesquisador, os dados dão um norte para se moralizar e se modernizar o país: educar o povo. Quanto mais escolarizado, o povo tende a ser mais democrático, mais intolerante com a corrupção, mais consciente de seu papel de cidadão. Quando o senador Cristovam Buarque, a quem conheço e de quem às vezes discordo, sobretudo pelo seu pacifismo, defendia uma "revolução" pela educação, sabia o que estava dizendo. Não é à toa que a Coréia do Sul e a Irlanda, que na década de 70 apresentavam índices sociais e econômicos inferiores ao brasileiro, estão hoje, dos pontos de vista tecnológico, econômico e social, bem a frente do Brasil. O segredo: investimento sério, planejado e com cobrança de resultados, na educação.

Na campanha para presidente em 2006 o slogan do candidato Lula era: Lula de novo, com a força do povo! Há alguma semanas, o programa do PT na TV repetia o mantra: "o PT é a cara do povo". Lula e o PT são mesmo a cara do povo, do povo arcaico, pouco escolarizado, sem valores democráticos e leniente com a corrupção. Essa pesquisa comprovou que o melhor do Brasil, ao contrário do que pregam os esquerdopatas, é sua elite! Cai o mito estúpido de que as massas, a "pobrada", têm um espírito elevado, uma moral superior, valores justos. Não, não têm! Para adquiri-los, é preciso se educar, e essa tarefa é do governo. Todavia, não basta pôr a criança na escola, é preciso cobrar resultado, do professor, do diretor, de todos os envolvidos no processo.

Clique aqui e assista ao vídeo no G1, um bom resumo sobre o tema.




19 agosto, 2007

A Verdade e a mentira


A verdade é irresistível! Nada é capaz de escondê-la. Por outro lado, a mentira, que se quer verdade, exige uma, duas, três, quatro... um sem número de explicações e adendos, muitas vezes contraditórios, e contam, como sempre, ou com o cansaço de quem investiga ou com a cumplicidade dos que deveriam apurar a verdade.

A deputada pelo PT, Erica Kokay, afastou-se da presidência da comissão de ética da Câmara Legislativa do DF diante da denúncia de ter movimentado recursos do sindicato dos bancários e de seu gabinete, para fazer Caixa Dois. O denunciante Geraldo Batista da Rocha Junior trabalhou para a deputada por 4 anos, e, de repente, passou a ser desqualificado por correligionários e pela própria deputada. A atitude de pedir afastamento do conselho de ética e de abrir o sigilo bancário, é uma pantomima. As contas movimentadas estão em nome de assessores, e foi justamente, um deles, que denunciou ser usado como laranja para deputada fazer Caixa Dois na campanha.

Essa história ilustra um pouco o que já foi dito aqui. Os sindicatos são tentáculos do PT e o trabalhador sindicalizado contribui para financiar o partido, mesmo sem saber. O caso do sindicato dos bancários é uma prova disso.

Publicada no correio web a seguinte notícia

Desde sexta-feira, colegas de partido e assessores de Kokay analisam os documentos e cópias de cheques anexados à representação que tramita contra ela na Câmara Legislativa. O objetivo é desqualificar as acusações de que a deputada teria feito uso de uma conta-laranja em que ocorreram movimentações de recursos de origem ilícita para formação de um caixa 2 de campanha.

Com base nos extratos bancários anexados à representação, a defesa da deputada pretende mostrar que as movimentações eram negociadas estritamente entre Geraldo Batista e funcionários do gabinete e o tesoureiro do Sindicato dos Bancários, João Batista Machado de Carvalho. Segundo o autor das denúncias, sob orientação de Ailton Passos Jardim, ex-chefe de gabinete da deputada e coordenador da campanha da petista.

Ninguém contesta a movimentação ilegal do dinheiro. Constesta-se a participação ou não da deputada na irregularidade. Segundo seus colegas de partido e assesores, tudo esteve centralizado nas mãos do assessor Geraldo Batista, que pasmem, era funcionário do gabinte da deputada há 4 anos. Ele negociava e movimentava os valores, sei, e para quê? A deputada não sabe.

Documentos juntados na representação indicam repasses nominais ao sindicalista no valor de R$ 21 mil, datados de 2003. Procurado pelo Correio, João Batista não foi localizado. O diretor-executivo da entidade, Eduardo Araújo, afirmou que a diretoria do sindicato decidirá amanhã se entra com uma ação judicial contra Geraldo Batista em resposta às acusações. “Houve reunião na sexta-feira e estamos colhendo informações para decidir que medida tomaremos”, adianta.

O sindicato dos bancários quer processar Geraldo Batista, duvido que o façam. Os diretores deveriam era prestar contas aos filiados que viram suas contribuições, de alguma maneira, sendo desviadas para outros fins. A pessoa que poderia esclarecer o imbróglio, João Batista, tesoureiro do sindicato, sumiu. Humm... Já vi esse filme.

Além do tesoureiro do sindicato, aparecem também como beneficiários dos recursos movimentados na conta de Geraldo Batista dois servidores lotados no gabinete de Érika Kokay. Cláudio Almeida Maciel, motorista da deputada, teria recebido R$ 4mil. O nome do ex-funcionário Aliomar Carvalho de Jesus aparece em cheques nominais no valor de R$ 5,4 mil. Ambos fizeram doações à campanha dela, segundo prestação de contas da petista ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Erica Kokay sempre pautou sua atuação parlamentar pela ética e pela decência. Sempre cobrou dos colegas e das instituições públicas, moralidade; seria, portanto, natural, que fizesse o mesmo com os seus assessores. Todavia, os assessores de Erica movimentavam contas de forma ilícita e a deputada, coitada, nem sabia. O curioso é que os funcionários que receberam em suas contas, recursos do ex-assessor Geraldo Batista, fizeram doações para a campanha da deputada.

Erica Kokay tem 10 dias para a defesa. Seus colegas da corregedoria sabem o tamanho do rabo que têm, sobretudo no que tange à prática de Caixa dois, por isso, duvido que essa denúncia contra Erica Kokay, vá até o fim.



16 agosto, 2007

"Vamu ri!" Ou um pouco da politicagem federal

Alunos, professores e funcionários do Cefet em Campos dos Goytacazes, norte fluminense, fizeram, hoje, um protesto numa solenidade em que estavam presentes o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o Presidente Lula. Os manifestante ostentavam um nariz de palhaço e ensaiavam uma vaia, quando, o afetado Cabral, lembrando certos animadores de auditório, reagiu pedindo que os presentes, convidados, respondessem aos manifestantes, com vaias. Chegou a fazer até um HUUUUUU! Não há como não rir da performance de Cabral.

Lula, com aquela ironia rasteira, chamou os manifestantes de 'muito jovens" e "desprovidos de consciência política". Se os meninos tivessem aplaudindo o presidente, aí Lula certamente iria dizer que aquela juventude era politizada e conscientizada. O presidente também ironizou o fato de os manifestantes exibirem um nariz de palhaço, dizendo que palhaço é uma coisa boa, pois dá alegria as crianças. Quando os petistas exibiam nas manifestações o nariz de palhaço, também eram desprovidos de consciência política?

Como sempre, Lula nos brindou com mais uma de suas metáforas. Disse que político é como jogador de futebol que está na reserva. Ali, no banco, ele fica torcendo para o titular se machucar, para ele ter a chance de entrar em campo. Essa metáfora ilustra bem a ética e a moral do presidente. Ele continua: O político adversário, essa tal de oposição, fica torcendo para aquele que está no poder, fazer um monte de bobagens, quebrar a cara, porque só assim, terá uma chance de chegar ao poder. Ora, os políticos do PT não fizeram isso desde sempre?


Mais um pouco de política local.

A depender do ânimo e da disposição dos deputados distritais, Érica Kokay pode ficar tranquila. Ninguém quer mexer em vespeiro. Vejam mais um exemplo: a suplente do deputado Pedro Passos, é Eurídes Brito Silva, ex-secretária de educação do DF na gestão Joaquim Roriz. Só com essa credencial já é possível saber que a dita deputada não é assim tão vertical em matéria de probidade administrativa.

Eurídes Brito Silva responde na justiça por crimes bem singelos, como o de improbidade administrativa, prevaricação e corrupção passiva. Pronto. Está mais do que qualificada para assumir uma cadeira no poder legislativo do DF.

Segundo o Correio web , os deputados não vão trazer à tona os processos que Eurídes Brito responde na justiça. Segundo eles, o clima da casa ficou muito pesado com o caso Pedro Passos, e, a imagem da casa já está bastante desgastada. Entendi. Para não pesar o clima e não piorar a imagem da casa, os deputados não querem saber de investigar colegas pegos com a mão na massa. Ei, Érica, relaxa!

14 agosto, 2007

Pedro já foi. E Erica?

Pedro Passos, do PMDB do Distrito Federal, renunciou ao mandato numa manobra para preservar seus direitos políticos para 2010. Sua carta de renúncia foi entregue pelo filho, e lida no plenário da Câmara Legislativa do DF. Pesquisei, mas não consegui a íntegra da carta. Há a promessa de que amanhã ela será publicada no Diário Oficial do DF, esperemos.

A carta traz expressões melodramáticas, no melhor estilo Joaquim Roriz, padrinho e mentor de Pedro Passos, e não só em política, se é que me entendem. Se a carta for mesmo publicada amanhã, deverei voltar a ela em outro post.

Novo escândalo

Muita gente aqui em Brasília considera a deputada Erika Kokay uma sumidade em matéria de ética e seriedade. Como ela é do PT, sempre desconfiei dessa absoluta honestidade da deputada, mas é apenas preconceito meu, confesso. Não acredito em petista honesto. Todavia, hoje, um ex- assessor da deputada fez uma grave denúncia! Disse que agiu, em nome da deputada, como um laranja, para movimentar de forma ilegal, verbas da câmara legislativa e do sindicato dos bancários. O assessor Geraldo Batista da Rocha Junior confessou um crime. Com que propósito? Segundo a deputada Erica Kokay, essa denúncia faz parte do plano de Pedro Passos para desmoralizá-la, e, segundo ela, seu ex-assessor teria recebido dinheiro do agora, ex-deputado, para caluniá-la - ela é presidente do Conselho de Ética que investigava as denúncias contra Passos - A reação da oposição foi tímida, o que me intrigou. Claro que seria leviano afirmar que a deputada do PT, a despeito da corrupção que caracteriza o partido, seja, de fato, culpada; mas investigar a denúncia não custa nada. A deputada reagiu de uma maneira infeliz, para mim. Se eu fosse ela, pediria uma investigação e uma acareação com o denunciante, que trabalhava para ela há 4 anos. Vamos ver se a denúncia pega ou se cai no esquecimento.

Postei tempos atrás uma música do Raul Seixas que talvez ilustre, um pouco, a atual situação de Pedro Passos e Erica Kokay, escutem e acompanhem a letra.

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Muitas vezes Pedro você fala,
Sempre a se queixar da solidão
quem te fez com ferro fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não
Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro, as coisas não são bem assim
Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inverno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde co..me..çou
Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria e a guerra é dura
Mas, se não puder cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura
Lembro Pedro aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta
E você me chama de vagabundo
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas, tudo acaba onde co..me..çou
Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou a perdição
Há tantos caminhos, tantas portas
Mas, somente um tem coração
E eu não tenho nada a dizer
Mas, não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde co..me..çou
É que tudo acaba onde co..me..çou

PS: Em 15 de agosto, às 23:30

Ericka Kokay apresentou outra versão para a denúncia do seu ex-assessor. Segundo ela, o assessor estaria "com raiva" porque seria demitido em 2 meses. O motivo: Agrediu a ex-esposa. A deputada é presidente da comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do DF. O assessor antecipou-se e pediu demissão. Ainda segundo a deputada, ele teria feito um acerto com Pedro Passos, mas não dá detalhes desse "acerto".

Os distritais têm sido cautelosos demais com essa denúncia, que deverá ser encaminhada para a corregedoria nesta quinta-feira, por enquanto, o corporativismo tem prevalecido. Talvez cada um lá saiba o tamanho do próprio do rabo.

13 agosto, 2007

O sonho comunista sempre acaba numa prisão.

Zonas de ocupação da Alemanha após a II Guerra Mundial. Berlim, na parte oriental, também foi dividida em 4 zonas ocupação.

O Muro de Berlim aprisonava, sob o regime comunista, alemães ciosos de sua liberdade.


Alguns amigos da blogosfera escolheram o dia 13 de agosto para pedir, em posts coletivos, o fim da CPMF. Infelizmente, nossos parlamentares devem prorrogar essa famigerada contribuição. Não tenho muito talento para escrever um post com essa finalidade, por isso, no máximo, solidarizo-me com os amigos, mas confesso minhas poucas esperanças no fim da CPMF. Oxalá eu esteja errado.

O motivo desse post, portanto, é outro. Em 1961, num 13 de agosto, o governo da Alemanha oriental iniciava a construção do maior símbolo de uma época conhecida como Guerra Fria: o Muro de Berlim.

A história desse muro, assim como o imbróglio envolvendo os atletas cubanos, têm um ponto em comum: não há cidadão que goste de viver sob o regime comunista! Assim como os atletas de Cuba tentaram fugir das garras de Fidel - o que só não aconteceu porque a Polícia Federal não deixou - os berlinenses orientais, quando sentiram na pele o que era viver sob o domínio do terror que é um regime comunista, fugiram em massa para a parte de Berlim onde se ganhava dinheiro e se respirava liberdade: a parte capitalista.

Diante da fuga em massa de alemães orientais, o governo da RDA (República Democrática Alemã), assim era conhecida a Alemanha oriental, seguindo as determinações de Kruchev, líder soviético, decidiu construir um muro para impedir essa fuga. A fuga em massa representava no contexto da Guerra Fria, uma péssima propaganda para o bloco socialista liderado pela União Soviética. Nascia assim o famoso e maldito Muro de Berlim. Não há escapatória: seja na Cuba de Fidel, seja na antiga RDA, um país comunista sempre será uma prisão.

Cuba - que desde 1959 é uma ilha comunista liderada por Fidel Castro - à sua maneira, impede que cidadãos tentem, em países livres e capitalistas, uma vida melhor, com mais dinheiro e mais liberdade. Aqueles que tentam fugir da ilha e são pegos, têm como destino a execução sumária. É a democracia deles. Outros, mais sofisticados, aproveitam competições esportivas para pedirem asilo político, às vezes não dá certo, sobretudo no Brasil de Lula. Quem tem juízo e uma boa dose de coragem, quando pode, foge do comunismo.

Assistam no G1 a este vídeo que faz um resumo histórico da construção do Muro de Berlim, é muito didático e vale a pena ver.

PS: Em 9 de novembro de 1989, após a derrocada do socialismo no leste europeu, o Muro de Berlim, cujo epíteto foi o Muro da Vergonha, é derrubado e o processo para a reunificação das duas Alemanhas, iniciado.

12 agosto, 2007

Kennedy Alencar, sem saber, demonstra a covardia de Lula.

Kennedy Alencar ficou famoso - porque antes quase ninguém ouvira falar dele - quando antecipou, em dias, uma sentença judicial contra o colunista de Veja, Diogo Mainardi, antes mesmo do magistrado que julgava o caso, dar o seu veredito. Aqui mesmo, neste blog, eu já havia apontado para os poderes premonitórios de Alencar. O futuro do jornalismo é ser como Kennedy Alencar: noticiar fatos antes mesmo deles acontecerem.

Fazia tempo que eu não citava Kennedy Alencar no meu blog. Inorava-o solenemente; outras leituras me eram mais caras. Todavia, hoje, sua coluna na Folha on line, superou todos os limites da picaretagem jornalística. Kennedy pavimenta seu caminho em direção à TV Pública, para onde eu torço que ele vá. Quanto mais canalhas fazendo essa estrovenga autoritária, melhor.

Kennedy escreve um artigo cujo título já é revelador: Por que Lula demorou 73 horas a falar sobre o acidente. Fiquei curioso com os argumentos que o jornalista elencaria. Li, e fiquei estarrecido! Vamos ao texto dele:


"Falta de informação segura sobre a causa do acidente da TAM. Receio de que palavras suas pudessem ser interpretadas por familiares dos mortos como tentativa de se eximir de eventual responsabilidade ou de mostrar solidariedade apenas por cálculo político. Decisão de anunciar medidas concretas em resposta à crise aérea, que ganhava então sua feição mais dramática."
Eu, que não tenho a mesma sofisticação jornalística de Alencar, nem domino o vocabulário melodramático dele, interpretei o parágrafo acima, da seguinte maneira: Lula foi covarde! Não se exigia de Lula uma resposta para a causa do acidente. Ele não é especialista em avião (Ele o é em alguma coisa?). Medo de ser mal interpretado? Ora, um líder não pode ter esse tipo de medo. Se fosse mal interpretado, seria um risco a que os grandes líderes, quase sempre, se expõem. Lula, que moralmente é um anão, ficou ainda menor. No trecho acima fica evidente que, desde o começo, Lula fez cálculo político, mesmo temendo que sua palavras ou atitudes fossem, vejam a ironia, tidas como cálculo político. Quando decidiu anunciar "medidas concretas", depois de 10 meses de caos aéreo, Lula assumia a resposabilidade, finalmente, sobre a crise; e, claro, sobre as causas, mesmo que indiretas, do acidente da TAM.

"Evitar conflito com setores da oposição e da mídia que apontavam culpa do governo por conta da suspeita de pista lisa em tempo chuvoso. Inflamação da pálpebra no dia seguinte à tragédia que exigiu cirurgia, tapa-olho com gelo e sedativo que o fez dormir boa parte da tarde. Por último, dificuldade para lidar com a morte --tema que evoca lembranças dos falecimentos de sua primeira mulher, Maria de Lourdes, em 1971, e de sua mãe, Eurídice Ferreira de Melo, chamada de dona Lindu, em 1980."

Mais uma vez temos aí a prova de cálculo político. Lula, nem um minuto sequer, pensou na dor dos familiares das vítimas. Pensou, isso sim, em evitar conflitos com a oposição ou ser mal interpretado pela imprensa e pelos familiares. Esse receio de Lula foi antes sinal de covardia que de ponderação. A pérola do trecho é: "Por último, dificuldade de lidar com a morte(...)" Quem tem facilidade de lidar com a morte? A partir desse ponto, Kennedy tece o eixo de seu artigo. Lula sofreu com a perda da mãe, por isso, por causa das lembranças do passado, não soube como agir, daí a demora em se pronunciar. Se Lula fosse seu Jeremias da venda, eu entenderia seus traumas particulares. Mas Lula, vejam só, é o presidente do Brasil. Sua declaração deveria ser a de homem de estado, não a de um cidadão acabrunhado por traumas pessoais.

Os bastidores do poder:

"Lula estava em seu gabinete no terceiro andar do Palácio do Planalto quando o brigadeiro Joseli Parente Camelo, chefe das missões aéreas da Presidência, lhe disse que um acidente acontecera no aeroporto de Congonhas. "O gabinete ficou cheio de gente em frente da televisão, num ambiente de velório e tensão", de acordo com um dos presentes.

Lula criou um gabinete de crise com os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação de Governo), Waldir Pires (Defesa) e assessores, como o seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho. Perguntas óbvias foram feitas pelo presidente. Quantos morreram? Havia sobreviventes? Causas?

Enviado para São Paulo, o brigadeiro Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, conversaria com o presidente por telefone mais tarde e deixaria claro que a dimensão do acidente fora tremenda. Relatou que provavelmente não havia sobreviventes. A tese de "tragédia anunciada", levantada por jornalistas, políticos da oposição e pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, causou preocupação no gabinete de crise.

Segundo relato de auxiliares, Lula pediu "calma" em relação ao que foi chamado no Palácio do Planalto de "ataque furioso da imprensa". O presidente disse que o acidente seria investigado, que não adiantava ficar brigando e que não falaria enquanto não tivesse o mínimo de informação segura. Autorizou apenas a nota de pesar lida pelo porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach. O presidente e os ministros deixaram o Planalto depois da meia-noite. "


Enquanto Lula fazia perguntas sobre a quantidade de mortos no acidente, o governador José Serra, correndo o risco de sofrer apupos, estava no local da tragédia, e, sem criar falsas expectativas, declarou que pela dimensão do acidente, não haveria sobreviventes. Não estou aqui discutindo política, mas ações. Lula se acovardou diante da tragédia. Serra, não.

Prestem atenção a este trecho: "A tese de "tragédia anunciada", levantada por jornalistas, políticos da oposição e pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, causou preocupação no gabinete de crise." A preocupação no gabinete da Crise não foi com os familiares ou com as ações que deveriam ser tomadas, mas com a tese de "tragédia anunciada". Nem na hora de um luto nacional, eles deixaram de pensar na política. Eles, sim, e não a imprensa, politizaram o acidente. Talvez por isso, quando se aventou uma falha humana ou da aeronave, aquele assessor de Lula, Marco Aurélio, o obsceno, tenha reagido da maneira que reagiu.


Lula não se pronunciou porque queria maiores informações. E sabe para quê? Para se defender dos ataques da imprensa, e embora tímidos, também da oposição. Lula queria mais informações para não parecer um pateta, e não, para dar uma resposta à Crise Aérea. Lula se escondeu atrás dessa desculpa para não enfrentar os parentes das vítimas.

"No dia seguinte, Lula acordou com "um terçol do tamanho de um bonde", nas palavras de um auxiliar. De manhã, fez pequena cirurgia na pálpebra superior do olho direito. Antes de tomar sedativo, o presidente decidiu que precisava demitir Waldir Pires da Defesa rapidamente.

Autocrítica feita por Lula e toda a equipe: o governo demorou a entender a gravidade da crise aérea e errou ao não substituir Pires no final de 2006, quando o presidente já havia tomado a decisão de tirá-lo. O presidente aguardava um momento de trégua na crise aérea para trocar Pires, mas acabou demitindo-o nas piores circunstâncias possíveis para quem desejava preservá-lo pessoal e politicamente.

O presidente determinou que emissários voltassem a convidar para o cargo o ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Nelson Jobim, que já havia recusado a tarefa semanas antes da tragédia. (Dias depois, numa operação que envolveu amigos e até um oposicionista, Jobim aceitaria o cargo.)

Feita a cirurgia, o presidente foi para o Palácio do Planalto, onde deu as orientações para a nova tentativa de convencer Jobim a assumir a Defesa. Dirigiu-se por volta das 13h para o Palácio da Alvorada, sua residência oficial. Sob medicação, Lula dormiu até o fim da tarde do dia 18 de julho, uma quarta-feira. No início da noite, o gabinete de crise voltou a se reunir no Palácio da Alvorada. Lula recusou sugestão de "mostrar presença solidária", indo ao local do acidente ou se manifestando pessoalmente. Julgou que poderia soar como ato de marketing. Optou por falar em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, mas somente depois de adotar medidas concretas e de ter alguma noção da causa do acidente.

Lula marcou reunião da cúpula do governo e do Conac (Conselho de Aviação Civil) para a manhã seguinte. Acelerou a adoção de medidas que estavam em estudo: fim de escalas e conexões em Congonhas em 60 dias, proibição de vôos fretados no aeroporto, redistribuição de vôos para outros aeroportos e apresentação em 90 dias de estudo sobre o local de novo aeroporto em São Paulo.

O texto do pronunciamento foi escrito por Franklin Martins, com sugestões do marqueteiro João Santana, de outros ministros e do próprio Lula. Na noite de sexta-feira, 20 de julho, mais de 73 horas depois da tragédia, Lula disse em cadeia de rádio e TV que estava com "o coração sangrando". Pediu que não fossem feitos julgamentos "precipitados". Os corpos ainda estavam sendo resgatados e um auxiliar do governo declarou que Lula estava com um terçol do tamanho de um bonde. Lula, então, antes de ser sedado, decidiu que deveria demitir Waldir Pires, logo. O presidente teve mais consideração pelo ministro incompetente, do que pelas 154 vitimas do acidente da GOL, ou mesmo as 199 da TAM. Foram preciso 360 famílias enlutadas, para Lula, após 2 semanas, demitir Waldir Pires."

Lula se recusou a mostrar "presença solidária" no local do acidente, pois temia que tal atitude fosse vista como jogada de marketing. Porém, na hora de ler o pronunciamento oficial em cadeia de rádio e TV, não deixou de dispor da ajuda do ministro Franklin Martins e do, vejam só, marketeiro João Santana.

O corolário do argumento.

Um amigo antigo de Lula conta que em poucos episódios o viu tão abatido. Diz que ele repetia um bordão nos dias posteriores à tragédia. "Nada do que a gente fizer vai resolver o principal: devolver a vida a essas pessoas".

De acordo com esse amigo, Lula lida mal com a morte. Dois episódios contribuiriam para isso. No ano de 1971, a primeira mulher, Maria de Lourdes, grávida de sete meses, chegou ao hospital com hepatite. Suposta negligência no atendimento resultou na morte dela e do bebê. Quando a mãe de Lula morreu, em 1980, ele estava preso devido a greve no ABC. Foi liberado pelo então delegado Romeu Tuma, hoje senador pelo DEM de São Paulo, para acompanhar o velório e o enterro. Depois, retornou ao Dops, órgão de repressão política da ditadura militar.

A tragédia da Airbus da TAM e a lembrança das mortes da primeira mulher e da mãe teriam deixado o presidente algo paralisado em alguns momentos.


Lula ficou abatido. Tão abatido, que ficou paralisado. O tempo inteiro, Kennedy tenta mostrar que o sofrimento de Lula, seus traumas pessoais, justificaram a demora de Lula em se pronunciar. No final, talvez, os familiares que perderam seus entes, tivessem que se desculpar com o presidente, pela dor que ele sentia, por causa da lembrança das mortes da mãe e da ex-mulher. O sofrimento de Lula, com perdas de 20 e 30 anos atrás, era maior do que o sofrimento das famílias que ainda não tinham o direito - muitos ainda não tiveram - de enterrar seus mortos.

Para quem sabe ler, Lula não se pronunciou porque foi covarde! Porque o tempo inteiro esteve mais preocupado com o custo político da tragédia do que em prestar solidariedade às famílias. Sua conternação foi tão fria, tão fajuta, que não houve uma só pessoa convencida pelo seu pronunciamento.

O artigo de Kennedy, a despeito do objetivo dele, mostrou a verdadeira face de Lula e de seu Gabinete da Crise: a face da covardia, da frieza política, da pusilanimidade, tudo, disfarçado de falsa consternação.

09 agosto, 2007

Os cubanos queriam grana e acabaram no Granma.

Foto: Marcos D'Paula A/E

Do Estadão On Line:

"HAVANA - Os boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara disseram em uma entrevista publicada nesta quinta-feira, 9, pelo Granma, o jornal do Partido Comunista, que a polícia brasileira tentou convencer os dois a permanecerem no Brasil. Rigondeaux e Lara, os dois principais astros do boxe cubano, foram repatriados no último domingo, depois de uma frustrada tentativa de deserção em julho, durante os Jogos Pan-Americanos do Rio." Segundo os atletas cubanos:"a Polícia Federal dizia que ficássemos no Brasil, que no Brasil íamos ter muito mais dinheiro que em Cuba e que iam fazer os passaportes para que virássemos oficialmente brasileiros"

Meus alunos do 3 ° ano costumam me perguntar se num ambiente sem liberdade de expressão, é possível confiar na Imprensa. Costumo responder da seguinte forma: confiar na imprensa - seja num país democrático, seja numa ditadura - assim, 100%, não dá! Mas eu prefiro um país em que eu possa dizer: "Epa! Isso é mentira! Estão me enganando" e não ser amaeçado com a prisão, a viver num país em que a mentira está todos os dias estampadas nos jornais, e eu tenha que ficar calado, se não quiser sofrer represálias.

A notícia veiculada pela Agência Estado é uma piada. Os cubanos fizeram uma declaração ao jornal Granma, de Havana, típica dos regimes totalitários. Quem pode cair nessa? Quer dizer então que a PF pediu para os cubanos ficarem? Por isso os deportaram em tempo recorde? A PF pediu para que eles ficassem no país, e por isso proibiu que os atletas dessem declarações à imprensa? A arrogância da esquerda é imaginar que todos nós somos estúpidos, como eles.

No blog do Serjão, ele faz uma argumentação diferente para o caso. Não concordo com ela, mas é a forma como ele enxerga o imbróglio. Para Serjão, os atletas foram dois patetas, dois trapalhões que pagaram pela suas tolices. Em síntese: se eles voltaram, é porque deram ao governo brasileiro margem de manobra legal para a deportação. Enfim, a culpa foi deles.

Ainda que eu concordasse com a análise de Serjão, eu teria certos pruridos de atribuir aos cubanos a culpa pela deportação. Ainda que a análise procedesse, as autoridades do governo Lula agiram mal, agiram como funcionários de uma republiqueta latino-americana, agiram como uma camarilha do regime de Fidel. Foi vergonhoso.

Aos meus alunos, a notícia acima é uma prova de como é a liberdade de imprensa em regimes como Cuba. Nunca, nunca mesmo, o governo está errado. Aqui, ainda não é assim, mas a julgar por certos blogs ( eu não incluo o Serjão neles), e por certos jornalistas, não está tão longe de termos uma imprensa a la cubana.


Renan perdeu todas as fichas.

Renan está acabado. Nada, nem o visível constrangimento do líder do PSDB Artur Virgílio quando pedia, em discurso no senado, o afastamento de Renan, evitará o inevitável: Renan vai se licenciar da presidência e será cassado.

A aposta de Renan, à primeira vista, parecia segura. Contava com o esmorecimento das denúncias e com o corporativismo da casa. O corporativismo se confirmou, mas o esmorecimento das denúncias, não. A situação de Renan só está no nível atual, por causa da imprensa, e vale dizer de forma clara: por causa do jornalismo de Veja e da TV Globo.

Veja iniciou a denúncia com o caso Mônica Veloso, que o senador de forma patética, tentou transformar em um problema de alcova, um caso privado. Não deu certo. O problema não foi Renan ter dado um "tapa na pantera", mas ter usado dinheiro duvidoso, entregue por um lobista da Mendes Junior, para sustentar a "gestante", a "mãe da criança.

Em seguida, Renan tentou provar que tinha renda suficiente para custear uma pensão, ainda não oficial, de 8 mil reais e, ainda por cima, pagar o aluguel de uma casa, para a jornalista, no Lago Norte e na Asa Norte - quem mora ou já morou em Brasília, sabe que o aluguel desses imóveis, está longe de ser módico - Resumindo: Mônica Veloso recebia 12 mil reais por mês das mãos do lobista da Mendes Junior, em nome de Renan. Para comprovar que o dinheiro era dele, não da empreiteira, Renan exibiu notas de venda de gado em Alagoas. Tudo parecia resolvido, os senadores queriam acreditar na veracidade das provas, tanto que, não fosse a matéria do Jornal Nacional, que desmontou a tática de Renan, comprovando que as notas eram frias e chamando atenção para a impressionante lucratividade dos bois do senador, Renan teria se livrado facilmente.

Com mais um fracasso, Renan partiu para o rolo compressor. Escolheu o presidente e o relator do conselho de ética do senado e começou a insinuar que outros colegas estavam longe de ser inocentes, numa palavra: chantagem. No conselho de ética, A idéia de Renan era dar um aspecto legal a uma investigação, que na verdade era uma farsa. Como em tempos de PT o cinismo é distinção, o relatório do senador Epitácio Cafeteira, ignorando as séria acusações e a inconsistência da defesa de Renan, recomendou o arquivamento do processo sem qualquer investigação. A estratégia teria funcionado, não fosse, mais uma vez, o papel da imprensa e a pressão da opinião pública. Nesta altura, o apoio político a Renan, mesmo entre os aliados, começou a fazer água. A aposta de Renan começava a ficar arriscada demais.

Renan não aceitava se licenciar da presidência do senado. Apostou, mais uma vez de forma arriscada, que o Pan desviaria o foco de imprensa. Acreditou que o acidente da TAM concentraria os esforços da mídia, aliviando sua barra. Perdeu, de novo. As denúncias só se acumulam, e agora, Renan já não tem mais fichas.

Ele vai se licenciar, não tenho dúvidas, mas agora, aposto minhas fichas, sua cassação é uma questão de tempo.

07 agosto, 2007

Meu Manifesto.

Eu gostaria da atenção de todos vocês.

Nosso movimento vem sendo discriminado e demonizado por jornalistas baba- ovos do petismo e do lulismo, e, também, por políticos e militantes do PT, que nos chamam de golpistas, apenas por exercermos a democracia. A petralhada nos considera golpistas, porque o DNA stalinista de um petralha sempre vai encarar as liberdades democráticas, o livre pensamento e as liberdades civis, como golpe. Se pudessem, e olhe que tentaram, calariam jornalistas desafetos, fechariam jornais incômodos e censurariam programas de TV. Tudo isso eles tentaram, mas a democracia e as instituições os derrotaram. Eles, os petistas em particular, odeiam a democracia, a não ser que seja a democracia cubana, ou, quem sabe, a norte-coreana. Para eles, meus queridos, sempre seremos chamados de golpistas, porque defendemos a liberdade!

Outra acusação que nos fazem é de pertencermos a elite branca, aos endinheirados. Gente que não conhece o sofrimento, que vive em suas mansões, e que estariam sendo prejudicadas pelo governo popular do metalúrgico.

Desafio, a qualquer um aqui, provar que eu seja rico! Eu não ganho Land Rover de presente, como Silvinho Pereira, secretário do PT. Eu não passeio em iate emprestado, como fizeream Jaques Wagner e Dilma Roussef. Para andar de avião, eu compro as passagens em suaves prestações. Não viajo de graça como os diretores da ANAC. Nunca fiz empréstimo no Banco Rural ou no BMG. Meu maior empréstimo foi o financiamento do meu carro Gol 2003. Não tenho imóveis em São Bernardo ou chacáras e sítios no interior de São Paulo ou Minas. Eu sou endinheirado? Muitos figurões do PT, e outros tantos baba- ovos do petismo tem tudo isso e muito mais! O que eles são?

Também nos acusam de sermos massa de manobra de partidos da oposição. Massa? Quantos até agora conseguimos reunir aqui? Não reclamo de não termos conseguido reunir tanta gente, antes, todos nós somos heróis, porque mesmo com o boicote da imprensa e a desfaçatez de muitos jornalistas, mesmo assim, estamos aqui. Somos poucas vozes? Por enquanto somos, sim. Mas a alegria de combater o bom combate, suplanta essa dificuldade. Procurem algum político nas passeatas, olhem do lado, você reconhece algum? Isso não é virtude. Eu gostaria que o DEM, o PSDB e o PPS nos apoiassem. Eles não tem direito? estão proibidos? Então a CUT faz uma passeata cheia de figurões do PT e isso é democracia. Mas se aqui estivesse um Rodrigo Maia, um Gustavo Fruet, um Fernando Gabeira, então seria golpe?

Não sou filiado a qualquer partido. Aposto que muitos que estão se manifestando pelo Brasil, também não. Aliás, confesso hoje com muita vergonha, que eu já fiz parte das fileiras petistas! Não fui filiado, mas acreditava no partido. Em 2002, fiz até campanha! Eu era um ingênuo, um tolo, um idiota!

Acusam-nos de violentos, reacionários, nazi-fascistas. Querem nos imtimidar! Somos a sociedade civil que exige decência e, infelizmente, com Lula e o PT, decência não existe. Pior: com eles, competência, também não.

A vaia do Maracanã foi nossa catarse. Muitas vaias ainda virão.

Acessem este endereço e vejam um vídeo de 4 minutos sobre o Movimento da Grande Vaia

Lula, o presidente dos bancos.

Os jornalistas que lambem os pés de Lula em troca de alguma teta, vivem dizendo que os manifestantes da Vaia e do Cansei, pertencem à elite golpista, à elite branca. Se o governo Lula não gosta da "elite dos brancos", parece gostar dos donos dos bancos

Bradesco e Itaú divulgaram seus lucros neste primeiro trimestre. O Bradesco obteve um lucro 43,6% maior do que o mesmo período do ano passado. Em números absolutos, o Bradesco, de janeiro a junho de 2007, lucrou R$ 2,302 bilhões de reais; enquanto no ano passado, no mesmo período, obteve resultados da ordem de 1,602 bilhões de reais. Achou pouco?

O Itaú também não tem o que reclamar deste primeiro semestre. Em relação ao primeiro semestre do ano passado, o banco obteve um lucro 35,7 % maior do que do mesmo período do ano passado. Passou de 2,958 bilhões de reais para 4,016 bilhões de reais em 2007. E isso nos primeiros seis meses! Acabou? Não.

Mesmo com significativos aumento de lucros, esses bancos privados ainda ficaram atrás do Banco do Brasil em 2006. Esse banco, que já financiou o Mensalão e Zezé di Camargo e Luciano, obteve nos primeiros seis meses de 2006, um lucro de 4,032 bilhões de reais.

Quando Lula diz que governa para os ricos, ele não mente. Quando Lula diz que quem o vaiou no Pan, era quem deveria aplaudi-lo, ele engana. Duvido que haja no Brasil 75 mil banqueiros, e ainda assim, que todos estivessem no Maracanã.

A herança de Lula para a classe média é o empobrecimento cada vez maior dessa parcela da população. Para as classes baixas, mantém-se a política compensatória das bolsas, e assim, entre os "oprimidos" - que ganham bolsa - e os "bem nascidos" - que vão buscar recursos no BNDES- estão os "espremidos", aqueles que pagam impostos, as contas em dia e quando reclamam e vaiam, são tidos como golpistas!

Lula já é, e será sempre, um mal sem precedentes na história desse país. O seu legado será tão nefasto e tão duradouro, quanto o legado de Paulo Freire, o picareta, na educação brasileira.

PS: Ah como eu queria ser da elite golpista e filho de banqueiro...

06 agosto, 2007

Silas Rondeau, de novo, não.

Pois é... Toda vez que Lula viaja, surge um boato de que Silas Rondeau, aquele do Ministério das Energias, voltará para o governo. Da última vez, Lula autorizou seus acólitos a soltar o boato para a imprensa, e depois, bem cinicamente, declarou que nunca havia pensado nisso. Que ele, a pessoa que nomeava, nada sabia do fato.

Lula, que não se incomoda com a crise aérea porque tem o aerolula, está viajando pela América Central e México, e, mais uma vez, quando ele está no exterior, chega a este blog a notícia de que até o fim desta semana, Lula exigiu que a PF limpasse o nome de Silas. Parece, segundo fontes, que o ministro do Gás da Bolívia tem um certo apreço por Silas Rondeau, e anda exigindo sua volta ao governo. Esquisito, não?

Não sei se isso vai vazar para a imprensa, ou se ficará no boato, mas a história é esquisita. Nunca soube que um ministro estrangeiro interferisse na escolha de ministros no Brasil, chantageando o governo. E vamos combinar: ministro boliviano fazendo exigências? Alguma coisa está errada.

Se eu sou Silas Rondeau, estaria mais preocupado em limpar o meu nome, afastar toda e qualquer suspeita sobre minha hombridade e honestidade, do que em voltar para o governo. Silas, voltar a ser ministro só vai piorar as coisas para você. Sublima esse cargo, limpe o seu nome, resgate sua respeitabilidade e dê uma banana para esse governo. Não volte para o covil, se você puder.

05 agosto, 2007

Carta ao meu pai

Falar sobre meu pai não é fácil. Falar de meu relacionamento com ele, é ainda mais difícil. Hoje, 5 de agosto, meu pai faz 56 anos. Estou longe dele e de todos os meus familiares desde dezembro de 2003. Minha última visita a Recife foi em 2005, 3 semanas. De lá para cá, não vi mais o meu pai, nem os meus irmãos.

Houve uma época em que vendi, nas feiras livres de Recife, bermudas, junto com meu pai. Lembro bem que para irmos ao bairro de Casa Amarela, onde há uma feira famosa, atravessávamos o Capibaribe de bote, e a pé chegávamos à feira. Com duas sacolas pesadas cheias de bermudas, meu pai muito envergonhado. Tenho certeza do quanto era difícil para ele fazer aquilo, e pior, me ver, com 14 e 15 anos, trabalhando como ambulante. Nunca senti vergonha, meu pai, nunca. Achava muito divertido, sobretudo quando vendia mais do que o senhor, o que era raro, confesso.

Numa certa manhã, não havia nada em casa, assim, de comer no almoço. Só havia bermudas. Papai e eu pegamos as roupas, e, à pé, porque não tínhamos como pagar a passagem do ônibus, fomos à feira de Afogados. Nunca andei tanto na minha vida. Se não vendêssemos nada, teríamos que voltar da forma que fomos, famintos e com péssimas notícias para minha mãe e meus irmãos. Graças a Deus, vendemos bem naquele dia. Vender bermuda com meu pai foi o momento em que ficamos mais próximos.

Quando eu ficava com raiva de meu pai, sobretudo quando ele bebia e arrumava confusão na rua e em casa, e ficava com a boca suja, dizendo palavrões cabeludos, sofria em silêncio. Como eu sofria em ver meu pai naquele estado, desrespeitando a gente, a minha mãe e a si mesmo. Sofria tanto que tomei aversão por bebida alcoólica. Não bebo nada alcoólico, e peço a Deus todos os dias, que meu filho Estevão, com apenas três meses, também não toque em bebida.

Apesar desses problemas, havia muitos momentos engraçados. Quando eu e meu irmão éramos dois meninotes, papai contava estórias de terror, como a do “João do Pão”, a minha preferida. Outras vezes, contava estórias tristes, de separação, como a estória de Pião. Minha irmã ainda mais nova que a gente, era o xodó de meu pai. Num quarto onde todos dormiam, brincávamos de “cumpáde” e cumáde”. E meu pai, cheio de criatividade, se cobria com o lençol como se estivesse numa barraca e falava da cheia, quando estava chovendo em Recife, ou da escuridão da mata, quando a energia caía no bairro. Essas brincadeiras não duravam tanto, mas eram muito boas.

Outra lembrança forte de meu pai, é quando algumas pessoas iam lá para casa para beber, tomar cerveja, cana, mesmo. Minha avó, D Beatriz, mãe de meu pai, tinha um bar no terreno onde morávamos, logo, sempre tinha gente por ali tomando uma. Eu normalmente não ficava junto, mas de longe, observava a mesa cheia de copos e com pratos de tira-gosto. Talvez por isso, sempre que ouço a música Naquela Mesa, de Sérgio Bittencourt, imortalizada na voz de Nelson Gonçalves, lembro de meu pai. Quando ouço essa música, quando tento cantarolá-la, não tem jeito...

Hoje meu pai faz 56 anos, há dois não o vejo pessoalmente, e a saudade é grande. Vou postar a letra da música, aposto que muita gente a conhece, sendo capaz inclusive de cantá-la. Mas a estou postando para mim, para meu filho Estevão, para sempre que a saudade apertar, como agora, eu possa vir aqui e lembrar de meu pai e chorar sozinho.

Feliz aniversário Papai e Feliz dia dos Pais

Seu filho, Junior.



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NAQUELA MESA (1970) compositor: Sérgio Bittencourt

Intérprete: Nelson Gonçalves

“Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu trago e sei de cor
Naquela mesa ele juntava a gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho, eu fiquei seu fã

Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim”



PS: Se você não conhece a música ou quer ouvi-la em duas versões, clique aqui. Você vai entrar na Rádio USP, aí você procura o terceiro bloco, clica, vai aparecer o Media Player e com o mouse você move o cursor para a metade e aí é so escutar a música.

Lula, o pobrismo e a Elite decente.


Demonizadas pelos bloguerios caras de pau. Praticamente ignorada pela "mídia golpista", como dizem os militantes delinquentes do PT, as manifestações contra Lula que ocorreram ontem, foram tachadas, ora de tímidas, ora de manifestações da plutocracia. Um dado, porém, é inquestionável: os petistas estão irascíveis! E só por isso, para mim, já tá valendo.

Como quem carrega a verdade, estão por aí na blogosfera, exibindo os dados do Data Folha, colhidos nos dias 1 e 2 de Agosto, mostrando que a popularidade de Lula continua inquebrantável. Um blogueiro chamou Lula de Luis Inácio Lula "Teflon" da Silva". Uma maneira de dizer que nada queima a imagem do presidente. O que a pesquisa mostra contudo, é que Lula continua imbatível naquela parcela da população que depende do Bolsa Família, que tem pouca escolaridade, baixa renda, e, no caso específico desta pesquisa, que não pisa em aeroportos. Na outra ponta, os que ganham acima de 3500 reais, tem nível superior, e viaja de avião, e o que é mais importante, vê o governo como um ente que atrapalha, mais do que ajuda, esta parcela já reprova o governo Lula. O problema, é que esta parcela representa pouco mais de 7,5 % da população, a grande maioria está na primeira ponta. O que isso prova? Que nosso país ainda é pobre, com pouca escolaridade e dependente do governo. E aí eu chego no ponto principal deste post.


Assim como no primeiro mandato Lula tentou comprar o congresso, através do Mensalão, Lula compra, com muito mais eficiência, através dessa política de Bolsa isso, Bolsa aquilo, essa imensa parcela pobre do Brasil. Também por isso, as regiões norte e nordeste, as mais pobres e as que recebem mais recursos desses programas, apoiam o presidente de maneira esmagadora. Lula é popular não porque tira o pobre da pobreza, mas porque o mantém nela, comendo - mal- três vezes por dia.

Segundo O Globo deste domingo, a política de bolsas do governo Lula, irá se expandir: vem aí o Bolsa Violência. Famílias de meliantes ou de policiais, que foram vítimas da violência, isto é, tiveram seus entes mortos em conflito, ou estejam presos - no caso dos bandidos - vão receber um auxílio de 100 a 300 reais por mês, do Governo Federal. Segundo a matéria, os recursos disponibilizados são da ordem de 6,7 bilhões de reais e vão, num primeiro momento, beneficiar 3,5 milhões de famílias.

Lula que procura ser reconhecido como o presidente do pobres, mas que já reconheceu que governa mesmo é para os ricos, não desiste de buscar essa identidade com os desdentados. Como já foi dito pelo Reinaldo Azevedo, Lula é o presidente do pobrismo, que é uma forma de ver a pobreza como um valor. O pobrismo, muito mais do que os pobres, é o sucesso de Lula. Disse em sala, outro dia, que quem gosta da pobreza é o PT. Nem os pobres gostam da pobreza. Com ela, Lula executa seu pobrismo; com ela, Lula se vende como aquele que olha pelos pobres; com ela, Lula sataniza os ricos, que para ele e o PT, são a classe Média. Ser rico para essa gente é ganhar 3500 reais?

Por isso, a esquerdofrenia exibirá aquele riso histriônico esta semana. Estão vendo seus direitistas sujos, dirá a delinquência do PT, nosso presidente continua bem avaliado. Não tem problema, Hitler também foi bem avaliado, Stálin, Fidel, Mao e outros assassinos, também foram, no caso de Fidel, ainda é, se bem que, mais fora do que dentro de Cuba, queridos. Isso não é parâmetro. Quem avalia bem o presidente a pesquisa indica de forma inconteste. Mas um dia essa política se esgota. Uma parcela da sociedade, pequena é verdade, mas talvez por isso, valorosa e heróica, já mostrou a cara, gostem os petistas ou não. O bom é que eles não gostam.

Lula enfrenta um desafio novo: a sociedade civil desorganizada, ou por outra, organizada de forma amadorística, decidiu se expor. Tem pouco efeito prático? Talvez, mas já é um começo. A julgar pelo governo, ainda teremos muitos motivos para sair às ruas vaiando o presidente Lula e sua malta.

04 agosto, 2007

O povo cansou de Lula e dos petistas!





Hoje, 04 de agosto de 2007, cidadãos de bem, que exercendo a democracia, foram às ruas, em 9 capitais, vaiar o presidente Lula. A petralhada não consegue esconder a insatisfação. Como eles não admitem críticas, qualificaram o "vaiaço" como golpista, coisa de elite. É da elite, sim. Da elite decente, como dizia uma das faixas na avenida paulista.

Os números são controversos. Todavia, a adesão superou a expectativa em São Paulo. Aposto que nos próximos protestos, as outras capitais, por competição, tentarão se aproximar dos números da capital paulista . Aqui em Brasília, umas 200 pessoas foram ao aeroporto JK e com faixas criticavam o presidente e protestavam contra o caos aéreo.

Duzentos valentes! Duas centenas de decentes, encheram meu coração de orgulho. Há muito não sentia essa emoção de exercer a cidadania. Lembrei dos meus tempos de escola, pelas ruas de Recife, embora na época, eu estivesse no lado negro da força. Duzentos bravos, entre mulheres, homens e crianças, mostraram a essa súcia que nos governa, que basta!

Escolhi a Marselhesa, para homenagear esses soldados da ética e da decência. A pintura que ilustra o post é A Liberdade guiando o Povo, do pintor Delacroix. É uma imagem conhecida, da Revolução de 1830 na França, onde povo e burguesia juntaram as forças contra Carlos X, rei absolutista francês. Aqui a luta é contra um governo de pulhas, de descarados e escarnecedores. A manifestação é contra Lula, mas também é contra a indecência, a falta de responsabilidade administrativa, a desfaçatez. Os atuais e os próximos ocupantes do poder devem aprender uma lição: a sociedade não mais ouvirá em silêncio as tolices ditas pelas autoridades públicas. Não mais hesitará em pôr a cara na rua para exigir deles decência com a coisa pública. Vaiar Lula é muito bom, meu Deus! É bom demais!

Ideli é o Morcego de Augusto dos Anjos.


Há uma poesia de Augusto dos Anjos chamada Morcego. Nela, há um verso que para mim, resume esteticamente a líder do governo Lula, a senadora pelo PT de Santa Catarina, Ideli Salvati. Toda vez que ela sobe à tribuna ou, de forma esganiçada, fala numa CPI e na Comissão de Ética, lembro do seguinte verso: "Que ventre produziu tão feio parto". Pois bem, além de esteticamente deplorável, o que não é um defeito em si, mas que, na senadora, agrava a aversão que sinto por ela, Ideli é ainda mais deplorável do ponto de vista moral. Seguindo a cartilha do militante idiota, do totalitário cheio de boas intenções para com os pobres, a senadora, ontem, subiu a tribuna para satanizar o Movimento Cansei. O discurso reproduz o que já foi dito aqui: Movimento dos endinheirados, capitaneado pela oposição, essas bobagens. A acusação é falsa, mas se não fosse, continuaria sendo estúpida. Só quem tem o direito de protestar é o PT? A CUT? O MST? As esquerdas? Os ricos tiveram seus direitos políticos cassados? Quem me conhece sabe que estou longe de ser rico, e no entanto, estarei daqui a pouco no aeroporto JK protestando contra a desfaçatez do congresso e contra Lula também! Sempre que posso dou minha vaia solitária no presidente. Não tem efeito prático? Tem, sim! O dia passa a ser mais agradável depois que dou minha vaia no Lula. Daqui a pouco terei a companhia de outras pessoas que, ricas ou não, estão cansadas da inércia, dos desrespeito e da malta que tomou conta do congresso e do Planalto. Vejam em resumo o discurso da senadora Ideli: "Há os que não precisam, os que podem pagar, podem dispensar o Estado. Eles podem inclusive ficar cansados. Há um certo movimento dos "Cansei". Como disse o [Cláudio] Lembo [ex-governador de São Paulo], são as dondocas enfadadas. (...) "os que estão cansados de andar de helicóptero em São Paulo vão pegar um metrô em greve para ver como fica a vida. A gente tem que ter um pouco de responsabilidade com o momento político que o país vive, um momento econômico extremamente favorável" A senadora chegou a comparar o Movimento Cansei com manifestações golpistas e ironizou dizendo que esse movimento nasceu em São Paulo, cidade que possui a maior frota de helicópteros do país. É a famosa demonização dos ricos. Pois saiba, senadora, que o governo de que a senhora é líder, na pessoa do presidente, confessou que os ricos, aqueles que a senhora demoniza, foram os que mais ganharam dinheiro na Era Lula. Ora, se os ricos estão enriquecendo mais com Lula, por que estariam protestando contra ele? Simples: quem protesta contra Lula é a classe média, que não tem jatinho, nem helicóptero, mas que anda de avião, quer dizer, tenta andar de avião ultimamente. Quem protesta contra Lula é gente decente, rica e pobre, que exige resposabilidade, decoro e ação de seus representados. A Manifestação não é partidária, o que é uma pena, confesso, mas é do cidadão que não depende do estado para nada, contudo, é tungado pelo fisco de forma violenta e não vê melhorias, antes, vê leniência com a corrupção e incompetência para resolver a Crise Aérea.

A pérola do discurso é a referência ào metrô de São Paulo. Sem querer, a senadora comprovou o caráter político da greve dos metroviários na capital paulista. Assim é a democracia desse povinho: quebram a câmara, moblilizam seus soldados para promover arruaças e greves, tudo em nome da causa do PT, não das categorias que dizem representar.

02 agosto, 2007

Lula e o PT: duas bravatas!.

Acabei de assistir ao programa partidário do PT, e como já se disse aqui: petista não tem limites, nem para ser descarado. Vamos ao caso.

Quando, em Cuiabá, Lula afirmou que seu governo enriqueceu ainda mais os ricos, foi de uma incrível honestidade. Chateado com as vaias do Pan, Lula reagiu dizendo que aqueles que o vaiavam deveriam mesmo era aplaudi-lo, pois foram os ricos quem mais ganharam dinheiro em seu governo. Segundo a lógica perturbada de Lula - que na verdade é método, não loucura - 70 mil ricos, endinheirados, estavam no Maracanã naquele fim de tarde vaiando Sua Excelência. É óbvio que é delírio. O importante nesse discurso é o reconhecimento formal do presidente em dizer que dinheiro nesse país foi ganho pelos ricos, não pelos pobres, que deveriam se contentar apenas com o Bolsa Família.

Há pouco, no programa do PT na TV, o slogan era que o PT é do povo. Pode até ser, mas segundo Lula, o seu governo, que é o do PT, foi melhor para os ricos. Outra constatação no programa foi a confissão sem pejo de uma verdade inescapável, mas que anda meio ignorada na mídia. Os chamados movimentos sociais, os sindicatos das categorias, a principal central sindical, os movimentos de agricultores, todos, nada mais são, do que correia de transmissão do partido. Por isso, na hora que Lula quiser, ele aciona essa massa de militantes e põe na rua 5 vezes mais gente que o Movimento Cansei. Essa gente do PT, torpe, vil, pusilânime, que não se vexa de ser usada como massa de manobra, ou por outra, vai às ruas para garantir a teta, é justamente a cara do partido.

O programa revelou que muitos políticos e militantes famosos, como o presidente da CUT e o da Contag, a despeito de liderarem movimentos sociais, fazem na verdade, a política do PT, não da categoria que representam. Outro dia, nas escolas em que trabalho, representantes do SINPROEP -DF (Sindicato dos professores das escolas particulares do Distrito Federal) tentavam convencer os professores não sindicalizados - como eu - a contribuir com 4% do salário para a manutenção desse braço político do PT que é um sindicato de professores. É óbvio que reagi com dureza a essa gentinha cheia de boas intenções para me defender. Não verão 1 centavo do meu trabalho honesto.

O PT está infiltrado em vários segmentos. Tão infiltrado, que há gente que sequer é filiada, mas mantém na postura e no discurso, uma simpatia pelo partido, com a desculpa, sempre bonita e politicamente correta, de que o partido luta pelos pobres. Bem, depois do discurso de Lula, essa certeza ficou, ou deveria ter ficado, abalada.

O discurso do apedeuta em Cuiabá e o programa do PT na TV, comprovam que esse partido sempre foi um estelionato. Roubou não apenas os cofres públicos, mas sonhos e esperanças. Foi tão eficiente em sua propaganda a favor dos excluídos, que, mesmo diante de uma confissão como a de Lula, ainda haverá petista dizendo que o PT sempre trabalhou, trabalha e trabalhará pelos mais pobres.




01 agosto, 2007

Lula não é Psammenit.





















Amanhã está marcada uma blogagem coletiva sobre o acidente da TAM. Como a internet aqui em casa anda arisca, decidi antecipar o post.

Em 525 a C, o exército persa, liderado pelo imperador Cambises, invade o Egito, aquela "dádiva do Nilo", segundo Heródoto, e aprisiona o faraó Psammenit. Como Cambises não estava satisfeito apenas com a conquista do território, queria também humilhar o faraó, resolveu fazer um desfile macabro; desfile este que deveria ser presenciado pelo faraó prisioneiro. O relato que vai abaixo está no Livro III, capítulo XIV, de Histórias, escrito por Heródoto.

Cambises deu ordens para que Psammenit fosse posto na rua em que passaria o cortejo triunfal dos persas. Organizou esse cortejeo de modo que o prisioneiro pudesse ver sua filha degradada à condição de criada, indo ao poço com um jarro, para buscar água. Enquanto todos os egípcios se lamentavam com esse espetáculo, Psmmenit ficou silencioso e imóvel, com os olhos no chão; e, quando logo em seguida viu seu filho, caminhando no cortejo para ser executado, continuou imóvel. Mas, quando viu um dos seus servidores, um velho miserável, na fila dos cativos, golpeou a cabeça com os punhos e mostrou os sinais de mais profundo desespero.

A narrativa acima, escrita há 2500 anos, dá uma idéia de como um governante deve reagir em situações difíceis. Psammenit ficou triste, como pai, quando seus filhos foram humilhados, mas como governante, entrou em desespero quando um serviçal, a quem deveria proteger e cuidar, havia sido reduzido à condição degradante de um escravo.

As autoridades do governo federal, a começar pelo presidente, reagiram de maneira bem diversa diante das chamas e da morte de 200 pessoas. O presidente escondeu-se, e quando reapareceu, fingiu uma consternação que não sentia. Seu assessor especial e um grumete, ficaram efusivos, a ponto de gesticularem de forma obscena, quando surgiu a hipótese de falha mecânica no airbus da TAM. Comemoravam, na visão deles, a inocência do governo. Membros da Infraero, diante da visão trágica das chamas, riam, ninguém sabe de quê.

Diante da dor de 200 famílias, diante do desespero de pais, mães, maridos e esposas, filhos e filhas, nossas autoridades riam, comemoravam e se escondiam, numa atitude de escárnio diante da dor daquelas pessoas.

Toda vez que esse acidente for relembrado, são as imagens acima que eu gostaria de guardar na memória. Elas evidenciam a dor de uma gente decente e a pusilanimidade de quem deveria zelar e cuidar da segurança e do bem estar do cidadão brasileiro.