20 junho, 2007

Eles não tem voto, nem vergonha na cara.














Wellington Salgado, o novo relator. Sibá Machado... ouvindo ordens de Renan?

O senador Wellington Salgado, do PMDB de Minas Gerais, que ganhou a vaga depois que Hélio Costa foi nomeado ministro das comunicações - isso acontenceu em julho de 2005, eu estava lá, presente, na posse de três ministros: Saraiva Felipe, Silas Rondeau e Hélio Costa. Desse triunvirato, só restou Hélio Costa - estará nos próximos dias na crista da onda. Lembro de um pensamento que tive, externado via mensagem de celular para minha mulher, quando vi desfilar por aquele salão no Palácio do Planalto, ministros, deputados e senadores, a maioria eram do PMDB e do PT: "nunca vi tanto bandido reunido." Não foi rpemonição, foi apenas lógica. Além dos citados, lembro de Ney Suassuna, Tarso Genro, Humberto Costa, José Sarney, Renan Calheiros e tantos outros, notórios pela seriedade com a coisa pública.

Nunca tinha assistido a uma posse de síndico de prédio, e lá estava eu assistindo uma posse de ministros de estado. O mais duro foi ter que ouvir Lula falar. Na solenidade, duas figuras secundárias me chamaram a atenção pelo altura: o então comentarista de Política da TV Globo, Franklin Martins - que hoje é ministro do governo Lula - e um camarada de madeixas longas, alto, corpulento, e ar meio apalermado, Wellington Salgado, suplente de Hélio Costa. Ele estava muito eufórico e foi, após a cerimônia de posse, cercado por jornalistas.

Acabo de saber pelo site Terra, que o senador sem votos do PMDB de Minas Gerais, aceitou substituir Epitácio Cafeteira, que pediu afastamento por motivos de saúde, como relator no caso que investiga Renan. Um PMdebista, sem votos e sem peso político, responsável pelo parecer que pedirá ou não o arquivamento das denúncias contra o Presidente do Senado, o coronel e rei do gado de Alagoas, Renan Calheiros.

O Senado vive dias difíceis. O presidente do Conselho de Ética e o relator, são dois senadores que não receberam sequer um voto do povo de seus estados. Entendo porque Sibá foi escolhido presidente desse Conselho. Ele pode dissumular, atropelar o decoro e o bom senso e ser cínico nas declarações, pois não tem eleitores que lhe cobrem decência. Agora, para completar o quadro surrealista, Wellington Salgado, outro sem voto, que já defendeu Renan com muita convição, continuará, sem pejo, o simulacro da investigação. Este também não tem eleitores a quem prestar contas de seus atos.

Dois pesos pesados Pedro Simon (PMDB-RS) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), já mostram que não dá mais para defender Renan. Cada um a seu modo, pede que Renan ao menos se afaste da presidência do senado. Com suas várias explicações, o senador de Alagoas viu desmentidas todas as justificativas de dizer de onde veio o dinheiro que pagou à "gestante". Renan afunda e leva junto o Senado. Nem Sibá Machado, nem Wellington Salgado, têm compromissos com a instituição. Sequer foram eleitos. Estão lá - no senado e em posição chave no Conselho - por razões seguramente obscuras, e estão pouco se lixando para a saúde do Senado brasileiro.

Um comentário:

PATRICIA M. disse...

Costa, concordo quando diz que os 2 palhacos de plantao nao tem que prestar aos eleitores. Mas os palhacos de oposicao tem. Espero que se toquem.