30 junho, 2007

Brasília é Roriz até a raiz.

Joaquim Roriz já foi governador de Brasília por 4 mandatos. Um biônico e três por voto popular. Os dois últimos foram consecutivos: (1995-2006). Em todas as eleições que Roriz disputou, suspeitou-se de fraudes e de crime eleitoral. Quando derrotou Cristovam Buarque em 1998, Roriz mentiu e baixou o nível na campanha eleitoral. Em debate na TV, prometeu aos professores um aumento salarial de 25 %, Cristovam, candidato à reeleição, não se comprometeu com o aumento. Os professores do DF acreditaram em Roriz, e o aumento nunca foi dado.

Em 2002, na campanha da reeleição, Roriz derrotou Geraldo Magela, e como em outras vezes, a baixaria e o crime eleitoral rondaram a campanha do atual senador. Naquela eleição, Magela foi taxado de homossexual e uma denúncia grave afirmava que na campanha, Roriz pagou 100 reais para eleitores votarem nele. O caso foi julgado e Roriz absolvido.

Em 2006, Roriz tinha dois candidatos a governador: José Roberto Arruda (DEM) e Maria de Lourdes Abadia (PSDB). Imbatível para o senado, as pesquisas indicavam isso, Roriz continuou com suas práticas pouco republicanas. Determinou a mudança do telefone de atendimento da CAESB(Companhia de abastecimento de Brasília) que era 115, para 151, número de Roriz para o senado naquela eleição. O crime eleitoral era evidente. O caso foi julgado pelo TRE-DF e Roriz mais uma vez foi absolvido. Esta última absolvição contudo, passou a ter um potencial explosivo. Em Veja desta semana, há uma grave denúncia sobre o famoso cheque de mais de 2 milhões reais que um dos donos da GOL deu a Roriz e que acaba descambado para a esquisita absolvição de Joaquim Roriz no TRE do DF. o dinheiro que sobrou, mais de 1 milhão de reais, foi usado para sibornar 2 juízes do TRE. Vejam o trecho da reportagem de Diego Escosteguy

Na semana passada, VEJA conversou com um político que priva da intimidade do senador e que ouviu a confissão do pagamento da propina do próprio senador – e não de terceiros. Ele conta que, no começo de fevereiro passado, Joaquim Roriz recebeu seu suplente, o ex-deputado distrital Gim Argello, em sua casa. Conversaram sobre os boatos de que a decisão pró-Roriz do TRE teria sido comprada. A certa altura, travou-se o seguinte diálogo:

Argello – O Agnelo (refere-se a Agnelo Queiroz, ex-ministro e candidato derrotado ao Senado) me disse que a decisão foi comprada. É isso mesmo?

Roriz – É isso mesmo. Achei que o processo não ia dar em nada, mas tivemos de resolver. Tivemos de comprar dois.

a matéria continua revelando algo jurídicamente estarrecedor:

O caso que livrou Roriz da cassação foi julgado em 23 de outubro, mas começou no dia 19 de setembro, quando o Ministério Público o acusou de uso político da máquina pública do governo do Distrito Federal. Na época, Roriz deixara o cargo de governador para concorrer ao Senado, e a estatal de abastecimento de água, a Caesb, mudara em propagandas seu número de atendimento telefônico de 115 para 151 – número de Roriz nas urnas. O placar do julgamento no TRE estava em 3 a 2 contra Roriz. Um juiz pediu vistas e, dias depois, quando a sessão foi retomada, votou a favor de Roriz, cravando um empate em 3 a 3. Antes que o presidente do tribunal desse seu voto de Minerva, um dos juízes que votaram contra Roriz subitamente mudou de idéia. Com isso, Roriz livrou-se da cassação por 4 a 2. A virada no placar teria custado pelo menos 1,2 milhão de reais. Procurado por VEJA, o suplente Gim Argello confirmou o encontro com Roriz, mas disse que não faria comentários a respeito de pagamento de propina.


Joaquim Roriz é a síntese de um político brasileiro, com raríssimas exceções, é claro: falastrão, cínico, indecente, corrupto, e que para justificar o injustificável, compra ou vende boi. O mais grave nisso tudo é que juízes estejam mancomunados nessa sujeira toda. Quando o estado de direito é corrompido, quando os poderes da república não inspiram confiança, o caminho ideológico para um estado totalitário fica aberto. Estamos há muito, flertando com o autoritarismo, e as pessoas e os poderes que deveriam zelar pela democracia, são os primeiros a desmoralizá-la.





27 junho, 2007

Assim é a educação por aqui.

Professora de História agredida por um deliqüente disfarçado de aluno.


Perdi o pouco respeito que eu tinha pelo educafórum, blog que trata de educação, mormente no estado de São Paulo. Quando professores cometem abusos de poder contra alunos indefesos - esta é a linha editorial do referido blog - os autores da página, como soldados da ética, acusam o professor de autoritário e afirmam que os professores, não importa o que façam, nunca são punidos. Todavia, dois casos em São Paulo, comprovados, mostram uma realidade bem diferente. Duas professoras da rede pública paulista foram vítimas de agressão, muito séria, por alunos indefesos. Uma professora teve seu cabelo queimado por um isqueiro, o aluno incendiário, não foi punido. Amanhã talvez ele queime um índio. Em Suzano uma professora de 26 anos foi o agredida por um marginal de 15 anos, já conhecido pela violência e pelo desrespeito aos professores, o marginal é aluno da 8a série. Esses dois casos não receberam do educaforum nem sequer um registro, pelo menos até agora.

O que protege esses alunos delinqüentes é o tal ECA, que virou um estatuto que protege o malfeitor menor de 18 anos, não a criança. Os professores, em sua imensa maioria, e sobretudo os de escolas públicas, são rotineiramente vítimas de humilhação e constrangimento por parte de alunos como esses. Leiam as matérias sobre o assunto aqui

Adeus Roriz.

Estaria eu sendo otimista? Estaria eu sendo ingênuo? Estaria eu sendo tolo? Pode ser. O caso Roriz e sua bezerra de ouro anda rápido demais. Há no Senado e entre seus colegas um clima muito ruim para Roriz. Seu silêncio, sua falta de explicações públicas pioram o quadro. Hoje, Romeu Tuma que não quis investigar Renan, foi taxativo: "pelo o que foi divulgado, o senador Joaquim Roriz quebrou o decoro. Será investigado pela corregedoria do senado." Um cacique do PMDB, Jarbas Vasconcelos, também cobrou de Roriz uma explicação pública e convincente. Os sinais que vêm do senado não são animadores para Roriz.

Sem apoio, ele não tem cacife para enfrentar um processo no Conselho de ética, Roriz escolherá a derrota menor: a renúncia! Quando será? Quem sabe amanhã quando fizer seu pronunciamento. Tomara!

26 junho, 2007

Sibá, já vai tarde!

O portal G1 informa que Sibá Machado pediu o boné. Sua assessoria confirmou que o senador sem votos enviou um ofício pedindo afastamento da presidência do Conselho de Ética do Senado. É, Renan é poderoso. Caíram dois relatores e agora, cai o presidente. Só não cai Renan, por enquanto.

Hoje na escola, um colega de História fez uma comparação cômica com os bois de Renan e o bezerro de Roriz. Disse o amigo que esses bois lembravam o famoso bezerro de ouro do Êxodo, segundo livro do pentateuco. Os bois de Renan e o bezerro de Roriz, valem mais do que ouro, é o que parece.

Renan sabe que está sem saída. Agarra-se ao cargo, protege-se com ameaças, torna ainda mais rídicula sua resolução em não se afastar da presidência. Ele se afastará da presidência. De minha parte, fica a torcida para que a imprensa continue a pressão sobre o conselho, e os pares de Renan se vejam constrangidos a pedir a cassação do senador. Não acredito, mas já sonho com isso.

Ah, e Roriz? Quinta-feira ele vai discursar no senado. Acreditem-me, é mais agradável ouvir Lula falando. Se quando diz a verdade ninguém entende Roriz, imaginem como será esse discurso na quinta.

Renan, Júlio César e o senado.

Sibá Machado é mesmo um pândego. Seguindo o mesmo raciocínio simiesco de um petista desavergonhado, ele, que é um petista anão, encontrou uma variante para a tese do "crime sem criminoso". Vocês lembram, não é? Houve mensalão, mas não mensaleiro. O dossiê fajuto existiu, o dinheiro ilegal também, mas o criminoso, não. Pois bem... esse gigante do Acre, em reunião com os colegas do Conselho, lançou a pérola: " o relatório - aquele de Cafeteira e com o aditivo do senador das madeixas longas - será mantido." Mas quem será o relator? Ninguém. Teremos o relatório e não o relator para defendê-lo.

Jefferson Peres (PDT-AM) foi ao ponto: "ou presidente do conselho cumpre o seu papel escolhendo o relator ou renuncia." Sibá ameça renunciar. Que o faça logo!

Ninguém quer ser relator neste caso. Renan Calheiros confiou em gente miúda, não só na ética, mas na estatura, e deve estar arrependido amargamente. O que interessa a Renan é salvar-se politicamente. Não lhe interessa mais se os seus pares serão ou não convecidos das mentiras que criou, o que ele quer é safar-se. Vai conseguir. O senado, ainda que puna Renan, o que eu duvido, já perdeu sua honorabilidade. Renan acabou com o senado, porque o senado se recusou, por compadrio, a acabar com Renan.

Júlio César

Em 44 a C, era 14 de março, Júlio César foi ao senado. Sua mulher lhe pedira em vão que não fosse. Júlio César foi assassinado pelos senadores. César humilhou o senado, tirou dos senadores um prestígio de 500 anos, foi morto por isso. Quando César agiu contra o senado, este já estava combalido e nem de longe mantinha aquele respeito cerimonioso dos primeiros séculos da república romana. César batia em bêbado, mesmo assim, o ébrio agiu. Renan não é César. Este, apesar de autoritário, era talentoso e corajoso. Renan é um pulha. Tão pequeno que se protege no cargo de presidente do senado. Os senadores do Brasil ainda mais nefastos que aqueles dos tempos de César ( há exceções, é claro), tem um defeito a mais: são covardes! Não agirão contra o Renan. Entre se livrar de um senador que ameaça a instituição, e protegê-la, os senadores vão esfaquiar - já estão fazendo isso - o senado.

PS: Do próprio punho Renan mandou bilhetes, recados, aos colegas. Dizia que está sendo vítima do "esquadrão da morte" moral. Vai resisitir até o fim. Esse bilhete não é um pedido, mas uma ameaça. Os blogs e os sites jogaram a versão de que Renan ameaçava os senadores da oposição com revelações bombáticas, mentira. Renan ameaça sim, mas os aliados, sobretudo os que estão pulando fora do barco. Este bilhete é uma prova disso, basta ler nas entrelinhas.

25 junho, 2007

Renan e Roriz, o PMDB é isso!

No auge da operação Navalha da Polícia Federal, corria à boca pequena que mais cedo ou mais tarde, as denúncia chegariam ao senador Joaquim Roriz. Quando Pedro Passos, deputado distrital pelo PMDB do DF, esteve no olho do furacão, a impressão era de que dessa vez o ex-governador de Brasília não escaparia. A Navalha passou, veio o Xeque-Mate e Roriz, acabrunhado e com aquele silêncio dos culpados, passou incólume pelas denúncias. Todavia, uma conversa reveladora e sem sofismos de interpretação, deixou claro como agem Roriz e seus asseclas.

Aqui em Brasília reza a lenda de que nenhum político é mais poderoso e corrupto do que Joaquim Roriz. Seu poder em Brasília é incontestável. Seus familiares que estão na política não estão apenas no PMDB, mas no PSDB e no DEM. Sua família é eclética em maneira de ideologia partidária. Falta um Roriz no PT, e vejam que do ponto de vista moral, um Roriz no PT até que viria a calhar.

Roriz descontou um cheque módico - 2,2 milhões de reais - do Banco do Brasil, mas que foi sacado no BRB, o que não é ilegal, apenas esquisito, e põe esquisito nisso. No reino das esquisitices a explicação de Roriz é majestade. Nosso senador explicou sua participação no imbroglio como uma complicada transação de empréstimo. A coisa funcionou assim: Roriz, que é amigo de longa data de Nenê Constantino, sócio da GOL e pai dos outros donos da empresa, pediu emprestado ao amigo 300 mil reais; como o amigo só tinha dinheiro pegado, deu a Roriz um cheque de mais de 2 milhões para que ele tirasse sua parte, o tal 300 mil, e depois devolvesse o troco, a bagatela de 1 milhão e 900 mil reais. A verossimilhança da história cai por terra quando se escuta o diálogo nada republicano de um senador da república com um ex- apaniguado que presidiu o BRB na época em que ele foi governador do DF.

Os diálogos falavam abertamente da partilha da grana - não se ouviu nada de Roriz em devolver o troco para o seu amigo, Nenê. Roriz, raposa velha, não quis que a dinheirama fosse levada para a sua casa, preferiu o escritório de um outro amigo (como em amigos esse Senador) onde a gangue, digo, os parceiros, estariam reunidos para o butim.

A história é tão estapafúrdia que se fôssemos sérios, Roriz, Renan e afins estariam no mínimo afastados da vida pública em nome da decência. Contudo, em tempos de Renan e de seus bois mais que valiosos, a versão quanto mais imponderável e desmentida pelos fatos, melhor. Roriz segue o padrão do cacique de seu partido e presidente do senado: mentir, inventar e esperar que o próximo escândalo faça o atual cair no esquecimento.

Aqui em Brasília poucos acreditam que Roriz será punido. Moro aqui há apenas 3 anos, não conheço a cidade como os colegas de trabalho, mas se eu fosse apostar, eu diria: é mais fácil Roriz ser preso que Renan ser cassado.

21 junho, 2007

Apelou, perdeu.

Eu poderia estar escolhendo os 5 blogs que me deixam puto, ou os 5 que me fazem rir e pensar, mas eu tenho algo mais irrelevante para fazer: mostrar para meus 7 leitores que de vez em quando, e sem analogias "martianas", dou algumas dentro.

Antecipei aqui, no dia 15 de junho, que o relatório de Cafeteira ficou insustentável, mesmo ele dizendo que não mudaria uma linha do tal parecer, após a reportagem do Jornal Nacional do dia 12 de junho, e sobretudo, depois da reunião do Conselho de Ética do dia 13 de junho. Cheguei a dizer que ou se mudaria o relatório, ou se mudaria o relator. Bem, o relator mudou, não quis mudar o relatório, e menos de 24 horas depois, o outro relator, o das longas madeixas, foi-se. Haverá um novo relator e um novo relatório.

No dia 14 de junho perguntei, neste blog de 7 leitores, por que os senadores, diante das evidências da culpa de Renan, ainda o protegiam? Respondi que um dos motivos era Renan ter bala na agulha, ou seja, se caísse, levaria mais gente. Hoje, em todos os jornais e blogs, a notícia é que Renan apelou. Passou a ameaçar os colegas, principalmente os aliados. Ameaçar como? Revelando os detalhes pérfidos de suas vidas privadas. Estou louco para ouvir o Renan falando das peripécias privadas de uma Ideli Salvati, de um Valdir Raupp, de um Romero Jucá, de um Suplicy, e de tantos outros. Tenho a impressão que, se Renan falar, a casa do Lobby no Lago Sul e aquela empresária Mary Corner vão voltar a ser notícia.

Demóstenes Torres (DEM-GO), o mais contundente defensor do aprofundamento das investigações contra Renan no Conselho de Ética, segundo fontes, vem recebendo ameaças veladas de que coisas sujas de sua vida pessoal vão aparecer. Tirando um filho meio inconseqüente, não conheço nada de desabonador na vida privada de Demóstenes. Renan deve saber, quero que ele conte. O senador do DEM de Goiás reagiu às ameaças de Renan dizendo que um senador deve agir como um magistrado, não como um cangaceiro. Acho que Renan, nas últimas horas, está mais para um "cagaceiro".

Se minhas previsões sobre a Casa do Lobby - aquela que o Palocci jura que não foi, mas que o caseiro o desmentiu- e sobre D. Mary Corner, se confirmarem, voltarei aqui para me jactar dessas previsões.

Agora vou dormir e pensar em algo útil para amanhã, como escolher os 5 blogs que me deixam triste, feliz, com inveja, com ciúme... e por aí vai.

Nota rápida.

Uma notinha bem ligeira. O Cespe divulgou o gabarito preliminar das provas de vestibular ocorridas nos dias 16 e 17 de junho. Por que preliminar? Porque há sempre espaço para recursos. Vejam só, não é que os itens comentados e gabaritados por Zé Paulo estão de acordo com o gabarito da Cespe.

Disse aqui que um certo cursinho famoso em Brasília - Não é o ALUB - de professores renomados, quase deuses do Olimpo, apresentou um gabarito diferente do meu. Pior para eles. (hehehe) Então meus queridos, fica assim: vocês fazem a provas do PAS e da UNB e depois conferem o gabarito mais certeiro de Brasília no blog do Zé Paulo.

clique aqui para acompanhar o gabarito preliminar divulgado pelo CESPE/UNB

PS: O Alub tirou do ar a páginas onde os itens eram comentados. Dos males, o menor.

20 junho, 2007

Conselho de Ética. Relaxa e goza!

Onde vocês leram que o relatório ou parecer que inocentava Renan, na quarta, teria que ser outro, ou seria outro o relator do Parecer? No Reinaldo? no blog do Noblat? no Josias? Não. Vocês leram aqui. (hehehehe)

Há pouco, em mais uma inócua reunião do Conselho de Ética que apura o caso Renan, o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) foi taxativo: o parecer - aquele de Cafeteira - não existe mais. está superado. O novo relator, Wellington Salgado, aquele sem votos, como Sibá, fez beicinho, bateu o pé, mexeu as madeixas e ameaçou: "se não votar hoje, o presidente encontre outro relator". Sérgio Guerra de forma bem humorada, disse que um senador não pode ser senador de manhã e deixar de sê-lo à tarde. Senador Wellington não tem nem mulher - seria por isso as madeixas longas? - que ligue pedindo para reconsiderar a decisão. Um gaiato, que não vi o rosto nem reconheci a voz, disse: "Quem liga para o senador é a mãe dele". Todos riram.

A votação do relatório deve ser adiado mais uma vez. A cada dia, Renan fica mais frágil. Ainda acredito que ele nãos será condenado, todavia, já começo a considerar a possibilidade de renúncia do cargo de presidente do senado.

PS: Romero Jucá e Almeida Lima, senadores do PMDB, foram mais enfáticos em defender Renan do que o próprio presidente do senado. Fizeram em suas intervenções uma pantomima, com direito a voz empostada e argumentos sofísticos. Jucá chegou a dizer que o que interessa é se as notas são auênticas. Se quem comprou tem problemas na Justiça Fiscal, Renan nada tem com isso. Hummm... Sei.

A defesa contundente de Romero Jucá a Renan evidencia bem quem é quem no processo. Quem recorre a certas reputações para conferir idoneidade, dá um tiro no próprio no pé.

PS 1: Acabo de ouvir do próprio Wellington Salgado que tem mulher sim, e que está morrendo de saudade dela. Esse Conselho virou uma piada chula.

PS 2: Wellington Salgado já matou Cafeteira, ou pelo menos disse que os enador maranhense está no fim da vida, está pertode morrer. Gafes à parte, o pior foi quando ele disse: "aprendi valores morais com Epitácio Cafeteira." Agora fiquei mesmo muito preocupado.

PS 3: Wellington pediu o boné. É, Renan, o negócio complicou.

Eles não tem voto, nem vergonha na cara.














Wellington Salgado, o novo relator. Sibá Machado... ouvindo ordens de Renan?

O senador Wellington Salgado, do PMDB de Minas Gerais, que ganhou a vaga depois que Hélio Costa foi nomeado ministro das comunicações - isso acontenceu em julho de 2005, eu estava lá, presente, na posse de três ministros: Saraiva Felipe, Silas Rondeau e Hélio Costa. Desse triunvirato, só restou Hélio Costa - estará nos próximos dias na crista da onda. Lembro de um pensamento que tive, externado via mensagem de celular para minha mulher, quando vi desfilar por aquele salão no Palácio do Planalto, ministros, deputados e senadores, a maioria eram do PMDB e do PT: "nunca vi tanto bandido reunido." Não foi rpemonição, foi apenas lógica. Além dos citados, lembro de Ney Suassuna, Tarso Genro, Humberto Costa, José Sarney, Renan Calheiros e tantos outros, notórios pela seriedade com a coisa pública.

Nunca tinha assistido a uma posse de síndico de prédio, e lá estava eu assistindo uma posse de ministros de estado. O mais duro foi ter que ouvir Lula falar. Na solenidade, duas figuras secundárias me chamaram a atenção pelo altura: o então comentarista de Política da TV Globo, Franklin Martins - que hoje é ministro do governo Lula - e um camarada de madeixas longas, alto, corpulento, e ar meio apalermado, Wellington Salgado, suplente de Hélio Costa. Ele estava muito eufórico e foi, após a cerimônia de posse, cercado por jornalistas.

Acabo de saber pelo site Terra, que o senador sem votos do PMDB de Minas Gerais, aceitou substituir Epitácio Cafeteira, que pediu afastamento por motivos de saúde, como relator no caso que investiga Renan. Um PMdebista, sem votos e sem peso político, responsável pelo parecer que pedirá ou não o arquivamento das denúncias contra o Presidente do Senado, o coronel e rei do gado de Alagoas, Renan Calheiros.

O Senado vive dias difíceis. O presidente do Conselho de Ética e o relator, são dois senadores que não receberam sequer um voto do povo de seus estados. Entendo porque Sibá foi escolhido presidente desse Conselho. Ele pode dissumular, atropelar o decoro e o bom senso e ser cínico nas declarações, pois não tem eleitores que lhe cobrem decência. Agora, para completar o quadro surrealista, Wellington Salgado, outro sem voto, que já defendeu Renan com muita convição, continuará, sem pejo, o simulacro da investigação. Este também não tem eleitores a quem prestar contas de seus atos.

Dois pesos pesados Pedro Simon (PMDB-RS) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), já mostram que não dá mais para defender Renan. Cada um a seu modo, pede que Renan ao menos se afaste da presidência do senado. Com suas várias explicações, o senador de Alagoas viu desmentidas todas as justificativas de dizer de onde veio o dinheiro que pagou à "gestante". Renan afunda e leva junto o Senado. Nem Sibá Machado, nem Wellington Salgado, têm compromissos com a instituição. Sequer foram eleitos. Estão lá - no senado e em posição chave no Conselho - por razões seguramente obscuras, e estão pouco se lixando para a saúde do Senado brasileiro.

19 junho, 2007

Pior para vocês!

Há na blogosfera, uma corrente formada por gente de bem, de excelente humor, cheia de idéias interessantes e desejos por um país melhor. Espanta-me que essa gente de bem, de quem gosto gratuitamente, apesar das sérias e incontornáveis divergências que temos, espanta-me, repito, que essa gente disponibilize o seu tempo, seu precioso tempo, em escolher blogs que lhes "deixam puto".

A escolha é estúpida - desculpem o adjetivo duro - pois se um blog me deixa puto, não volto a ele. Há blogs dos quais discordo veementemente. Já discordei da Cláudia, do David, do Rayol,do Catellius, do Giullia, do Marconi Leal- este chegou até a me achincalhar - mas não deixo de visitá-los. Aprendo com eles. O Blogildo foi muito feliz quando escreveu que a melhor homenagem que fazemos a um blog é visitá-lo e, quando puder, comentá-lo. Há comentários, contudo, que são meio idiotas, como: 'Você é demais!" Você é incrível!"Já devo ter feito um monte desses comentários, mas tenho me policiado. De todos os blogueiros acima, sou o mais irrelevante. Enquanto os outros contam com várias dezenas de leitores, os meus não passam de 7, quiçá, 8. Mas a minha irrelevância, acredito, salvou-me dessa esparrela de indicar 5 blogs que me deixam puto.

Nos blogs que visitei e que fizeram a indicação, vi blogs de jornalistas famosos, que mau grado nossas crenças, são informados e têm algo a dizer. Não gosto do Kennedy Alencar, do Josias, do Noblat, do PHA, mas com exceção do último, sempre visito e leio os textos desses jornalistas. Enfim, acho uma puerilidade essa campanha, coisa de adolescente.

O Rayol, a quem prezo e admiro, decidiu bater na Sônia, num blog que nem existe mais. Isso é revanchismo puro e simples, além de inócuo.

Façamos nosso blog, coloquemos na rede nossas impressões pessoais sobre várias coisas, desanquemos a esquerda, a direita, os gregos e os troianos, mas não precisa fazer um INDEX, uma lista de 5 piores, uma espécie de Programa de Fofocas, que vive de picuinhas.

17 junho, 2007

Mais cuidado ALUB!

Muitos alunos e ex-alunos meus fazem ALUB, um curso preparatório cujos professores são ou foram estudantes na Universidade de Brasília. Esse curso se jacta de ser o que mais aprova alunos no vestibular da UNB e no PAS. Em sua página na internet, há o slogan: "Aqui nascem os futuros alunos da UNB", e outros de igual teor. Não conheço o percentual de aprovação do ALUB, mas devem aprovar muita gente mesmo.

Tive a curiosidade de acompanhar os itens comentados da prova do Caderno Terra. De forma geral, os comentários são superficiais, pouco consistentes e, em alguns casos, namoram com o erro puro e simples. Um exemplo notório: o comentário do item 43 desse caderno diz textualmente: " a referência temporal correta é o século XVI". Errado! Gregório de Matos, referido no item, nasceu e morreu no século XVII, mais precisamente em Salvador no dia 7 de abril de 1623, morrendo em Recife, no dia 26 de novembro de 1696.

No item 50, outra sandice. O comentário do item no ALUB é este: " O item elucida o papel da Alemanha no processo da Globalização". A pessoa que fez esse comentário não leu o item e acertou na sorte. O item refere-se à unificação tardia da Alemanha, 1871; às disputas imperialistas do final do século XIX e ao papel relevante desse país nas duas guerras mundiais.

No item 51 a pobreza do comentário é aterradora. diz o ALUB: " A Argentina é um dos países mais industrializados da América Latina". "Não está errado Zé Paulo", diriam os colegas, eu sei, mas há outros erros gritantes que poderiam ser mencionados, como o de afirmar que a Argentina foi um dos últimos países da América Latina a obter a independência.

. O ALUB é sério, responsável e tem muitos alunos; por isso, precisa ser mais convincente quando disponibiliza na rede comentários que, se não pecam pelo erro puro e simples, pecam pela argumentação débil e inconsistente.

Bem, se vocês quiserem acompanhar e comparar os comentários dessa prova neste blog com os comentários do ALUB, clique aqui.

PS: O comentário do item 53 é de doer. Diz o comentário que o candidato vencedor das eleições francesas é xonófobo e outras bobagens, mas o pior, foi a afirmação de que a plataforma vencedora contraria o governo anterior. Anterior a quê, cara pálida? Sarkozy é do partido de Jacques Chirac, foi seu ministro do interior. Ai, ai, isso cansa.




Vestibular UNB 1

Os professores de História em Brasília devem ter ficado satisfeitos com a prova de vestibular da UNB, ontem. Os textos de Língua estrangeira trouxeram temas relacionados à História. Um aluno atento às aulas de história responderia aos itens sem muitas dificuldades. Um exemplo: os primeiros itens da prova de Língua espanhola foram itens de História, sobretudo, os itens 13 e 14. Outro exemplo foram os 9 primeiros itens da prova de Língua inglesa, principalmente o item 5 , 8 e 9. Seria agradável analisar esses itens de Língua estrangeira, mas irei focar os comentários nos itens de História em português mesmo.

Antes de analisar os itens 6 e 7 da prova de Linguagens e Códigos e Ciências Sociais, quero fazer um rápido comentário sobre o texto do sociólogo Roberto da Mata. O texto se baseia numa velha tara esquerdista de dividir o Brasil em dois. Ariano Suassuna, tão festejado ultimamente, repete à exaustão que existem dois brasis: o Brasil oficial e o Brasil real. O texto de Roberto da Mata é mais sub-reptício. Ele fala de duas brasilidades: uma brasilidade elitista, que ela chama de formal; e uma outra, mais popular, que ele chama de informal. Lendo com atenção, é o mesmo paradigma levantado por Suassuna.

No texto do sociólogo, fica claro que a brasilidade informal, que não se insere nos padrões, que representa o povo simples; é melhor, porque mais pura e mais genuinamente brasileira, do que a outra brasilidade, um tanto europeizada. Acho isso uma bobagem sociológica, mas Roberto da Mata é um especialista e eu apenas um curioso. Agora sim, vamos aos itens.

O item 6 está correto! No século XIX a idéia de que o europeu era superior aos outros povos era uma crença generalizada. Nas décadas finais do século, surgiram estudos, pseudo-científicos, que tentavam provar a superioridade européia, branca e cristã sobre outros povos. Uma das razões para o incentivo da imigração européia para o Brasil foi justamente o de “embraquecer” o país e torná-lo apto, pelo embraquecimento, a se tornar uma grande nação. Contudo, entre o desejo e a realidade da mestiçagem, prevaleceu a segunda.

O item 7 está errado! O erro é óbvio. Após a abertura democrática, ainda que o movimento das Diretas Já e a Constituição de 1988 tenham tido uma relevante participação popular, foi preciso esperar até 2002 para que a eleição de Lula levasse ao poder um candidato das camadas mais simples do Brasil. De forma subliminar, o item leva o aluno a inferir que após a vitória de um ex-operário, esses dois brasis vêm se aproximando. Uma falácia.

O item 14 está errado! Fico aqui pensando o que um aluno do Ensino Médio entende por revolucionário orgânico. O erro do item é afirmar que Lampião tinha um projeto de mudança; que o cangaço, por ele representado, tivesse uma plataforma política e social. Lampião, e outros cangaceiros, inserem-se na definição de banditismo social. Era ao mesmo tempo, produto e causa da miséria dos sertões.

O item 17 está certo! Excelente item. A conquista romana das ilhas da Sícila e da Sardenha e mais tarde do Egito aumentou em Roma a produção e o consumo de trigo. Da mesma forma, a conquista européia da América no século XVI, permitiu aos europeus saborear novos alimentos, como a batata e o milho. Aliás, a batata americana salvou muitos europeus da fome, no século XIX.

O item 24 está certo! A montagem do sistema de Plantation, isto é, a grande propriedade monocultora assentada no trabalho escravo, principalmente africano, ocorreu na costa leste da América.

Vestibular UNB 2

O item 32 está correto! Como já foi dito, o trabalho escravo na época moderna, estava inserido dento da lógica do capitalismo mercantilista. O tráfico de escravos, nos séculos XVII e XVIII, havia se constituído numa lucrativa atividade econômica. Foi justamente os lucros acumulados pelos traficantes ingleses nesse comércio, um dos fatores para acumulação de capital da burguesia inglesa que passou a investir esses lucros nas atividades industriais.

O item 33 está correto! Apesar de ser um item mais sociológico que histórico, ele lembra que no começo não havia interesse das elites em aceitar a miscigenação da nossa sociedade, contudo, essa miscigenação se impôs e hoje é aceita sem problemas. Lamento que a prova não tenha feito qualquer referência à Gilberto Freire, o primeiro sociólogo a valorizar o caráter mestiço da sociedade brasileira. Talvez porque o sociólogo pernambucano estivesse à direita do pensamento político, o que para a UNB é uma culpaimperdoável!.

O item 41 está errado! Com efeito, a ação dos bandeirantes, além de escravizar e matar muitos índios, serviu para expandir as fronteiras da colônia portuguesa da América para além de Tordesilhas. O erro está em associar essa ação ao apogeu econômico de São Paulo. Em primeiro lugar, a ação das bandeiras teve como causa a pobreza dos colonos da região; e em segundo lugar, o desenvolvimento de São Paulo ocorreu no final do século XIX, por causa da lavoura de café e mais tarde com a industrialização. Há outra informação errada no item: a de que a economia açucareira passava por um fracasso irreversível. Isso, nem de longe, ocorreu.

O item 42 está correto! Tanto a Confederação do Equador em 1824 quanto a Revolução Farroupilha em 1835-1845, foram reações ao centralismo do governo. No primeiro caso, Pernambuco revoltava-se contra o fechamento da Assembléia Constituinte de 1823 e contra a carta outorgada por D Pedro I em 1824. No segundo caso, os impostos, cobrados pelo governo regencial no Rio de Janeiro, esteve entre os motivos principais da revolta. Em ambos os casos temos, revoltas que lutaram por mais autonomia em relação ao governo central.

Caso especial

O item 43 não é de história, mas foi excelente. Muitos alunos me questionam que cobrar datas em História é um preciosismo. Em história, a variável tempo é fundamental. Mesmo assim, não costumo transformar a data errada, numa pegadinha. Eu não faço, mas a UNB fez! O único erro do item é o século. Gregório de Matos, poeta baiano, viveu no século XVII, não no século XV. Não esqueça que os portugueses aqui chegaram no último ano do século XV e a colonização de fato, ocorreu em 1530, ou seja, no século XVI.

O item 50 está correto! A Alemanha se unificou em 1871, após a Guerra Franco-Prussiana. Em poucos anos, o novo país tornou-se uma potência industrial e passou a reivindicar sua parte na divisão das colônias africanas e asiáticas, no final do século XIX. Aliás, essa disputa imperialista foi uma das causas da I Guerra Mundial. Quanto à Segunda Guerra Mundial, as ações de Hitler foram decisivas para a eclosão do conflito.

O item 51 está errado! A Argentina conquistou sua independência em 1816, antes do Brasil e do México, por exemplo. Apesar da indústria Argentina não ser nenhuma Brastemp, ela existe; tanto que um dos entraves para o avanço do Mercosul é o protecionismo da indústria platina em relação aos produtos brasileiros. Outro erro é afirmar que não há na Argentina uma expressiva classe média, além é claro da contradição em afirmar que há um proletariado forte e uma indústria incipiente.

O item 52 está errado! Esse item é um daqueles bem tolos. O Japão, socialista? Se o Japão tivesse adotado o socialismo, não seria a segunda economia do mundo hoje. Além do mais, no contexto da Guerra Fria, seria inadmissível que o Japão estivesse sob a tutela norte-americana e pouco anos depois adotasse o socialismo.

O item 53 está errado! Essa, o aluno antenado com as notícias atuais, mataria sem problema. As eleições presidenciais da França, ocorridas em maio desse ano, colocram no segundo turno o conservador Nicolas Sarkozy e a socialista Segòlene Royal. O embate e o debate foi bastante ideologizado, tanto na França, quanto no mundo. No fim, o eleitor francês mostrou que estava cansado das promessas vazias do socialismo e da candidata socialista.

Vestibular UNB 3

O item 84 está correto! As Grandes Navegações que tiveram início no século XV,mas que ganharam um forte impulso no século seguinte, foram contemporâneas dos movimentos citados no item e em grande parte, foram causa e efeito desses movimentos. Exemplo: A crise do sistema feudal no século XIV e o rensacimento comercial da Europa impulsionaram o advento da economia capitalista, que por sua vez, moveu recursos para a aventura marítima no intuito de encontrar um caminho marítimo para o oriente, de onde vinha as cobiçadas e lucrativas especiarias.

O item 85 está, para mim, errado! Alguns cursinhos disseram que este item está correto. Polêmica. Adoro uma. Vejam bem: o item afirma que na Europa medieval em grande parte marcada pelo feudalismo, a ruralização provocou o desaparecimento do comércio e de vestígios de vida urbana. Isso está correto. O problema é o período de 1000 anos que o item informa. A partir do século XI, há o renascimento comercial e urbano, de modo que não posso aceitar como correta a afirmação de que em toda a Idade Média, que durou 1000 anos, o comércio não existiu e as cidades desapareceram.

O item 86 está correto! A Igreja foi a instituição mais poderosa da Idade Média. Esse poder vinha, sobretudo, de uma forte mentalidade religiosa e da ausência de um poder político centralizado. Não esqueça que na Idade Média havia a descentralização política. A Igreja, foi durante muito tempo, o único exemplo de poder político centralizado. Desse modo, exerceu tanto o poder espiritual como o poder temporal. O aluno que fez a prova de espanhol, poderia lembrar que o acordo entre os reis de Portugal e da Espanha, tiveram a chancela da Igreja.

O item 87 está correto! Uma das pré-condições para o projeto de aventura marítima, era o centralismo monárquico. No século XII, a partir de Afonso Henriques, Portugal se constitui num reino centralizado, o primeiro da Europa. Criando assim uma das pré-condições indispensáveis para a aventura em ultramar. Não esqueça que no século XV o oceano atlântico era chamado de mar tenebroso, por acreditarem que era povoado por monstros e possuía abismos onde as naus desapareceriam. Essas superstições comprovam o desconhecimento que se tinha do oceano atlântico.

O item 88 está errado! Muito bom esse item. Sem cair na eterna estupidez da “descoberta” intencional ou não, do Brasil; o item toca no essencial: o objetivo principal das viagens portuguesas, assim como das viagens espanholas, era encontrar um caminho marítimo para as Índias. No caso português, uma vez que sua rota era contornar o continente africano, também era indispensável o controle da costa africana. Foi nesse contexto que as naus comandadas por Cabral acabaram chegando na Bahia em abril de 1500 e no mês eguinte zarparam para as Índias, contornando a África.

O item 90 está correto! Os descobrimentos mudaram a concepção de mundo que se tinha até então. A notícia de novas terras e de novas gentes, deu ao europeu a certeza de que o mundo era bem maior do que eles imaginavam. De fato, a mentalidade do renascimento também contribuiu para a mudança de percepção do europeu em relação ao mundo. O antropocentrismo, principal característica do humanismo, ajudou nessa mudança de mentalidade.

O item 92 está correto! A colonização efeitiva do Brasil ocorreu a partir de 1530, logo no corte temporal do Antigo Regime. Os monopólios, o dirigismo estatal e o Pacto colonial são exemplos de práticas mercantilistas que marcaram o processo de colonização do Brasil.

O item 93 está errado! Este item contradiz às informações do item anterior. O modelo de colonização portuguesa foi clássico. Absolutismo da metrópole, que distribuía monopólios e determinava taxas protecionistas e Pacto Colonial que obrigava a colônia a fazer comércio apenas com a metróple. Nada de livre cambismo. Apenas em 1808 e por razões externas, é que o Pacto colonial seria rompido no Brasil.

O item 94 está correto! No texto “a nova noção de colônia, refere-se ao neo-colonialismo do século XIX. Nesse contexto, territórios africanos e asiáticos, foram dominados pelas potências industriais européias. As colônias agora seriam mercados para produtos industriais e ofereceriam matéria-prima para as indústrias européias. As disputas por colônias, reforçou o caráter imperialista do empreendimento, onde as potências industriais européias impunham sua cultura e seus valores aos povos conquistados.

O item 95 está errado! É claro que o Brasil que passou por uma colonização clássica, conheceu restrições comerciais e privilégios dados às companhias de comércio, por exemplo. As demais informações do item estão corretas.

O item 96 está correto! O item se refere à clássica causa da I Guerra Mundial: as disputas imperialistas. Inglaterra e França detinham as maiores possessões coloniais na África e na Ásia, isso desagradou a Alemanha que reivindicava sua parte na distribuição das colônias entre as potências européias.

Vestibular UNB 4

O item 100 está correto! O item menciona a reforma urbana que marcou o governo de Rodrigues Alves (1902-1906). A Belle Époque impunha à capital federal uma cidade mais européia. Foi justamente com esse objetivo que o prefeito do Rio de Janeiro, Pereira Passos, iniciou as reformas na cidade, alargando avenidas e pondo abaixo os cortiços. Outro problema no Rio de Janeiro, era as doenças. A vacinação obrigatória, solicitada por Oswaldo Cruz, tinha como objetivo, imunizar uma população que vivia às voltas com a Febre Amarela. Essa vacinação, pelo caráter impositivo, gerou a Revolta da Vacina, em 1905, de causas bem mais complexas do que a simples obrigatoriedade da vacina.

O item 101 está correto! Algumas marcas da República Velha foi justamente o poder nas mãos das oligarquias, principalmente a mineira e a paulista. Além do mais, o coronelismo, oriundo da Política dos Governadores de Campos Sales e justificado pelo voto aberto, e as fraudes nas eleições, foram outras marcas da primeira fase da república no Brasil.

O item 102 está correto! Desde 1914 a República Velha apresentava fissuras em suas estruturas. Foi, contundo, na década de 20 que essas fissuras ficaram mais evidentes. O Tenentismo foi um desses movimentos de contestação ao arranjo oligárquico da República Velha. A Coluna Prestes se formou com o encontro dos movimentos tenentistas de São Paulo e Rio Grande do Sul. Essa coluna passou a percorrer o interior do Brasil fugindo das forças governistas e divulgado seu ideário tenentista, contestando a República Velha.

O item 103 está correto. As décadas de 20 e 30 conheceram os movimentos totalitários, como o nazismo, o fascismo e o stalinismo, que menosprezavam os valores liberais na política e na economia.

O item 104 está errado. O New Deal rompeu com o dogma liberal da não intervenção estatal na economia. Esse Programa foi adotado durante a Grande Depressão (1932 – 1940) e teve como paradigma um certo controle do mercado, tudo com o objetivo de minimizar os efeitos da crise oriunda do Crash de 29.

Meus alunos do colégio Santa Dorotéia, devem ter ficado satisfeitos com esses últimos itens. Fizemos uma avaliação recente abordando esses conteúdos.

O item 115 está correto, mas há uma ressalva a fazer. O item menciona que a Marselhesa foi o hino da Revolução Francesa de 1789. Essa data era dispensável. Acaso houve outra Revolução Francesa? Acrescente-Se a isso outro problema: essa data poderia confundir o aluno que soubesse que este hino foi composto por um prefeito e por um soldado em 1792, diante da guerra contra os reinos estrangeiros que queriam o fim da Revolução. O aluno que tem essa informação poderia inferir que a Marselhesa era cantada desde 1789, o que é um erro. No mais, o item está certo ao afirmar que este hino, como os demais, reforça valores patrióticos.

O item 118 está correto! A emenda das Diretas foi derrotada no congresso, mas a mobilização popular que chegou a reunir 1 milhão de pessoas em São Paulo e no Rio de Janeiro, deram provas que o Regime Militar no Brasil definhava de forma irreversível. Apesar de derrotada em 1985, com a Constituição de 1988, em plena abertura democrática, os brasileiros readquirem o direito de eleger o presidente do país.

O item 119 está correto! Eleito pelo colégio eleitoral contra Paulo Maluf, Tancredo, um pouco antes da posse, adoece e falece em 21 de abril de 1985. Assume o vice, José Sarney que comandará o processo de abertura política e presidirá as eleições de 1989 para presidente da república.

A REDAÇÃO

O tema da redação foi história na veia. No 1° ano do Ensino Médio ensinamos alguns conceitos de Teoria histórica, como por exemplo, as várias interpretações que um fato histórico pode ter. Com essa ferramenta, o aluno entenderia que a história vista da praia não seria a mesma história vista das caravelas. A UNB pede que o aluno produza um texto a partir do referencial da praia, logo, dos povos nativos da América, dos índios se vocês preferirem.

O texto poderia centrar o ENCONTRO desses dois mundos - no início pacífico e depois violento - Em seguida a CONQUISTA e o papel das doenças e das rivalidades entre os povos nativos, além da escravidão e da catequização; e por fim, a PERMANÊNCIA, mau grado o genocídio de muitos índios, da cultura indígena nos hábitos, na alimentação e até no vocabulário do Brasil.

16 junho, 2007

Oh, tempora, oh mores.


Em vários órgãos de imprensa, em muitos blogs, nas conversas de bar e em tantos outros lugares, os brasileiros estão atônitos diante dos descalabros dos políticos. Nossa República está em crise. Uma crise sem precedentes. O dólar baixo e os bons números da economia, escondem um mal que ameaça a alma da nação.

Uma das funções da ciência histórica é alertar aos contemporâneos o que situações semelhantes provocaram em outros tempos. Hoje, se os alunos não estudam história - segundo eles, não lhes interessa o passado - os homens públicos desse país, aqueles que exercem cargos de liderança, também não aprendem com a história.

Não nos custa lembrar o discurso proferido em 63 a C pelo orador romano Marco Túlio Cícero, que desmascarou no senado, o conspirador Catilina. Leiam o trecho e se perguntem se nosso senado tem alguém com tanta coragem.

"Até quando, ó, Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua conduta? A que extremos se há de precipitar a tua audácia sem freios? Nem a guarda do palatino, nem a ronda noturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local, tão bem protegido para a reunião do Senado, nem o olhar e o aspecto desses Senadores, nada disso conseguiu perturbar-te? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos? Não vês que a tua conspiração todos aqui a conhecem? Quem dentre nós, pensas tu, que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas? Oh tempos, oh costumes!"

Recomendo a leitura do livro: Roma, democracia impossível, de Norbert Rouland. Ainda que pese certo esquerdismo na obra, o livro nos revela como o desrespeito às leis, a corrupção dos patrícios e o oportunismo de uma nova classe, os cavaleiros, minaram a república romana. Os séculos II e I a C foram pródigos em reproduzir senadores corruptos, generais ambiciosos e eqüestres que buscavam a glória pessoal, não a glória de Roma. Leiam esse trecho do livro, cujo capítulo se chama: A agonia da república.

" No século II a C, um dos personagens de Plauto constatava: "A lei não confere os mesmos direitos ao pobre e ao rico". três séculos mais tarde, a situação havia piorado, pois que Petrônio exclama: "O que pode a lei, onde somente o dinheiro é rei?" Verificamos a importância cada vez maior dos interesses materiais no âmbito militar. Mas a própria sociedade como um todo não escapa a esse fenômeno." Abaixo um discurso de Salústio, outro orador romano do século I a C.

Mas a partir do momento em que, ao custo de esforços e da justiça, a República havia-se constituído (...), a opulência fugiu do controle e passou a corromper tudo (...) Nessas circunstâncias, emergem primeiro a sede do dinheiro, depois a do poder: duas forças, por assim dizer, geradoras de todos os males. Com efeito, diante da cupidez, tanto a lealdade como a probidade e todas as demais virtudes desmoronaram; em seu lugar instalaram-se, como fonte de ensinamento, o orgulho, a crueldade, o menosprezo pelos deuses, a arte de tudo comprar mediante o dinheiro. (...) a cidade alterou-se: o poder, que no princípio era o mais justo e o mais perfeito, passou a ser cruel e intolerável (...) Com efeito, a glória, a honra, o poder constituem aspirações tanto dos bons quanto dos medíocres; contudo, os primeiros escolhem o caminho justo para atingi-los, enquanto os outros, desprovidos de honestidade, empregam o ardil e a mentira no seu esforço de apossar-se deles(...) todo mundo passou a roubar, a valer-se de tudo, alguns a cobiçar uma casa, outros, propriedades rurais, e tudo isso sem qualquer comedimento, sem qualquer discrição por parte dos vencedores, a ignomínia competindo com a crueldade nos tratos criminosos infligidos aos cidadãos."





15 junho, 2007

Renan, ainda tem mais.

Assisti há pouco a sessão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, e confesso: gostei do que ouvi. Os três votos em separado foram irretocáveis. Ainda que seja esquisito o senador Demóstenes Torres, dos Democratas de Goiás, estar junto com Marconi Perillo, senador do PSDB e inimigos no estado, nos seus pareceres contra o relatório ridículo de Cafeteira - que com 82 anos deveria, em nome de sua condição de ancião, ser mais zeloso de sua moral - que pede o arquivamento do processo contra o senador Renan, por falta de provas.

Sobre os votos em separado quero fazer algumas considerações:

a) O senador Perilo foi elegante, diplomático e respeitoso. Há quem aprecie esse estilo cordato, cerimonioso. Eu não gosto, mas na essência relatou o óbvio: se o conselho aprovasse o parecer do senador Cafeteira, ficaria desmoralizado perante a opinião pública, e a decisão, se questionada no STF, seria, conforme jurisprudência, derrubada.

b) O senador Demóstenes Torres foi mais contundente. Chamou as coisas pelo nome, não se preocupou em não melindrar confrades e se mostrou coerente, de forma dura, ao declarar que a absolvição sumária do senadorRenan, seria mais um duro golpe na já combalida credibilidade da classe política no Brasil.

c) O senador Jefferson Perez, do PDT do Amazonas, não recorreu à normas jurídicas. Disse que redigiu o voto do próprio punho e num discurso logicamente desconcertante, desconstruiu as explicações de Renan. Lembrou, repetindo a Veja, que era no mímino estranho recorrer a um lobista para ser o intermediário num assunto particular, e de forma simples, sugeriu que se o senador Renan falou a verdade, foi imprudente ao escolher o amigo menos indicado para lhe prestar esse favor.

Renan Calheiros está perdido? Desculpe minha incredulidade, acho que não. Quem cassa é o plenário em voto secreto e embora sejam apenas 81 senadores, acho que Renan escapa. O que para mim é inevitável é que o parecer de Cafeteira será outro, ou será outro, o relator. Cafeteira veio para absolver; Tuma, o corregedor, não queria punir. Os pares do senado não querem investigar, mas a imprensa, incasável, tornou a manobra para salvar Renan inviável. Hoje o senado ficou mais uma vez no dilema de salvar o presidente do Senado ou salvar a Casa legislativa. Postergou a decisão.

PS: No final os senadores que deram o voto em separado usaram o termo sobrestamento ao parecer do relator Epitácio Cafeteira. O que danado é sobrestamento? Em síntese é impedir a votação do parecer até maiores conclusões.


14 junho, 2007

Morte, não tenho preferências.

O triunfo da morte; Peter Brueghel, 1582.

Patrícia M, de Nova Iorque, andou refletindo sobre a indesejada das gentes. Eis um assunto meio mórbido para mim. Não temo morrer, porque é inútil, mas confesso que tenho certos receios de como se dará o fenômeno.

Sempre que o assunto morte é ventilado, lembro de dois poetas: Augusto dos Anjos e Fernando Pessoa. Este último, sob o heterônimo de Alberto Caeiro, escreveu os versos que seguem abaixo.

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. O que for, quando for, é que será o que é.

Renan e Marta. Dois sintomas de nossa doença.

Ando um tanto ocupado com minhas obrigações profissionais, por isso tenho escrito menos do que gostaria, o que de certa forma não é tão ruim, pois poupo meus 7 leitores de alguma perda de tempo.

As últimas notícias da política têm sido muito preocupantes. Mas antes de falar da crise do senado, quero dar meu pitaco na declaração um tanto picante da ministra que adora um argentino. Ao sugerir aos brasileiros que perdem a cabeça nas intermináveis filas dos aeroportos do país que relaxem e gozem, a ministra mostra o quanto vulgar é sua psicologia e embora chique, sua gramática pode até ser mais rebuscada que a do chefe, mas seu pensamento é igualmente obscuro e chulo.

A indústria pornográfica, uma das mais lucrativas do mundo, já deve ter mobilizado seus roteiristas e produtores para produzir o mais novo pornô nacional: Cumbica, relaxe e goze! Não posso garantir, mas acho que vai pintar um convite para a ministra estrelar a produção.

O caso Renan

O senado, em que pese todas as provas contra Renan, vai absolvê-lo. Uma coisa não fecha nesse descaramento todo. Por que os senadores protegem tanto Renan? Por que entre salvar o senado e salvar Renan, os senadores ficam com a segunda opção? Seria Renan maior que o senado? Não, meus caros 7 leitores, a verdade é ainda mais podre. Renan tem balha na agulha, e, se cair, leva mais gente. Os senadores não estão protegendo Renan, estão protegendo a si mesmos e afundando o senado.

Um governo que distribui camisinhas nas escolas, que tem um presidente doido para encontrar o Ponto G das negociações e que tem uma ministra que pede para o brasileiro relaxar e gozar, é um país sem rumo, sem moral, sem valores. As trevas trazidas pelo PT, cujos cavaleiros malignos se reproduzem como gremlins e estão em toda parte, levaram nosso país à mais abjeta mediocridade.

10 junho, 2007

Silas Rondeau

Ninguém mais liga para Silas Rondeau. Eu ligo! Gosto de casos assim, que esfriaram ou que não atraem mais o interesse da imprensa. Por mais alguns dias, o irmão de Lula, Genival Inácio, vulgo Vavá, estará no centro das notícias políticas; e eu aqui me interessando por gente pequena.

Fui o primeiro, talvez o único, a defender a inocência de Silas Rondeau no caso da Gautama. Amigos leais disseram que eu estava sendo precipitado. Outros, mais educados, preferiram não comentar, evitaram me achincalhar. Deveriam.

Não posso ainda revelar tudo que me chegou por algumas fontes, apenas algumas coisas, pequenas, há outras de alta octanagem.

A família Sarney, a quem Silas Rondeau desde as mais priscas eras foi ligado, paga o advogado do ex-ministro. Sabe-se que Silas, desempregado, reúne-se com regularidade religiosa na casa de José Sarney em Brasília. Discutindo a defesa? Não sei.

A novidade, para a maioria dos órgãos de imprensa, é de que Silas, o técnico, deve se candidatar pelo PMDB a um cargo legislativo, com o aval de Roseana e de José Sarney. Estaria à procura de foro privilegiado? Vá saber.

PS: Em nota, José Sarney comovido, disse que seu afilhado político é um homem sem posses, sem grande patrimônio, tão pobre, que quem paga o advogado é o clã Sarney. Silas é um homem sem posses... Sei.

04 junho, 2007

O Método esquerdista de Protesto.

Escrevi alhures que a vitória de Lula em outubro de 2006 abriria o portão das trevas no país. Depois da palhaçada da invasão da USP e do governo de São Paulo protelar a retirada do baderneiros de lá, estudantes universotários de Pernambuco - da UFPE, UFRPE, além da UPE, esta ligada ao governo do estado - prometem, para amanhã, a invasão da reitoria da UFPE. Querem seus instantes de fama.

As reinvindicações são um misto de privilégios, esquerdofrenia e "porra-louquice". Querem, entre outras coisas, mais verbas para assistência estudantil, porque afinal, estudantes que são, estão mais preocupados em comer e morar de graça, do que em estudar e produzir. Nisso, os bichinhos não têm culpa, seus professores também não produzem tanto, e quando o fazem, seria melhor não ter feito nada.

Se eu sou o reitor da UFPE colocaria a PM de prontidão e evitaria o vexame. Eles querem aparecer no noticiário, são os revolucionários de TV, querem fama, ainda que seja por 15 minutos.

Esse são os valores democráticos defendidos pela esquerda em geral e pelo PT em particular. São, os que os gênios do Direito da UNB chamam de "Direito achado na rua", aquele Direito que tem como premissa descumpir a lei, que eles rotulam de "Lei do estado burgês". Ah democracia burguesa, por que és tão tolerante com esses idiotas que se aproveitam de tuas liberdades para assassinar-te?

O PT é papagaio de Chavez e o grupelho de petistas, e afins, em Pernambuco, macacos dos outros estúpidos que ainda estão na USP.

O PT é papagaio de Chavez. Esse partido não vale o que o periquito rói.


O PT é um partido que a cada dia mostra sua cara totalitária. Como todo bom comuno-fascista, o PT finge defender a democracia para entronizar a ditadura. Fingindo defender os interesses do povo, o PT defende os próprios interesses.

Lula, que apenas fingiu indignação contra a declaração ofensiva de Hugo Chavez ao nosso congresso, disse hoje na Índia, daquela forma brejeira e um tanto apalermada, que Chavez é parceiro, não inimigo. Claro que Chavez é parceiro, mas de Lula, do PT; não do Brasil e da democracia.

Quando o mundo civilizado assiste entre atônito e incrédulo a escalada do totalitarismo na Venezuela, explicitado pelo fechamento da RCTV a mando do governo Chavez, os bárbaros do PT, esses hunos com vários Átilas, divulgam em nota oficial, portanto, um apoio incoteste, que apóiam a decisão de Hugo Chavez de fechar a emissora que ciriticava o governo da Venezuela. Esses idiotas esperam a chance de poder fazer o mesmo no Brasil, em especial contra a TV Globo e a Revista Veja. Esquerdista é assim, não gostou do que viu, do que leu, ou do que ouviu, manda logo para o paredão.

A nota do PT afirma que Hugo Chavez, eleito democraticamente e respeitando os trâmites legais da justiça venezuelana , agiu dentro da Lei ao não renovar a concessão do sinal à RCTV. Para essa gente torpe, um político eleito democraticamente tem o direito de fazer o que quiser. Hitler também pensou assim em 1933 quando foi eleito e decidiu fechar o parlamento alemão. Será que os petistas emitiriam uma nota de apoio a Hitler? dependendo de quanto ele pagasse, aposto que sim. Claro, claro, os heróis do PT nunca enfrentaram uma eleição. Stálin tomou o poder na marra e Fidel nas armas, mas eram democratas, afinal eram de esquerda. Balela! Esquerdista odeia democracia e petista então...

A nota é uma violência e se lida nas entrelinhas, indica um viés perigoso. Primeiro reforça a grosseria que Chavez cometeu contra nosso congresso, tá bom, nossos parlamentares em sua maioria são uns crápulas; mas o ataque foi a uma instituição e uma das mais caras (no sentido de importante, leitor) à democracia. Em segundo lugar, a nota deixa como prova documental de que o PT, tem sim, um projeto para cercear a liberdade de imprensa no Brasil. Fossem mesmo comprometidos com a democracia, rechaçariam a atitude de Chavez, mas não, aplaudiram-na em nota oficial.

Abaixo, alguns trechos da nota:

a) a Venezuela é um país democrático, com um Presidente escolhido pelo voto popular, em eleições livres, disputadas por uma oposição ativa, que recebe apoio de importantes meios de comunicação;

b) a não-renovação da concessão da RCTV seguiu todos os trâmites previstos pela legislação venezuelana;

c) é público e notório que a RCTV envolveu-se abertamente com o golpe fracassado contra o governo Chávez, atitude que em qualquer país do mundo justificaria o questionamento da concessão pública a uma rede de televisão.

Portanto, reiteramos a posição do PT, em defesa da liberdade de expressão em geral, particularmente da liberdade de imprensa, motivo pelo qual nos opomos ao monopólio da comunicação por grandes empresas, que se utilizam de concessões públicas para a defesa dos interesses privados de uma minoria.

Brasília, 4 de junho de 2007.
Secretaria de Relações Internacionais do PT (SRI)


Clique aqui e veja a nota na íntegra











STN aparelhado, claro, pelo PT.

Uma fonte segura confirmou que o secretário do Tesouro Nacional, Tarcísio Godoy, deixará o cargo para um amigo pessoal do ministro Guido Mantega - nossa Tartaruga Ninja - um economista com nome de marca de eletrodoméstico e líder criollo: Arno Augustin. Quem é esse camarada? Arno, além de petista, foi secretário executivo adjunto, ou seja, um "aspone" do Ministério da Fazenda, quando o violador de sigilo, Antônio Palocci, dava as cartas na economia do país e as festas na mansão do Lago Sul.

A área técnica do Tesouro recebeu a notícia com pesar, havia torcida pela permanência de Godoy, que estava interino desde a saída de Carlos Kawall, no final do ano passado. Tarcísio que lutou com unhas e dentes para ser efetivado pela Tartaruga Ninja da economia, viu, nos últimos meses, suas chances se esvaírem quando Guido deixou claro que "em época de farinha pouca, meu pirão primeiro." O sonho de Mantega era dar esse cargo ao atual presidente do BNDES, Demian Fiocca, mas este preferiu viver no Rio de Janeiro a ter que se mudar para o Planalto Central. Sem opção e querendo se livrar do Godoy, Mantega foi buscar um petista puro sangue, gaúcho, que serviu ao governador Olívio Dutra como secretário da fazenda e que deixou as finanças do estado em sérios apuros. Godoy, magoado, escreveu um e-mail feito para "vazar", aos colaboradores direto, agradecendo o empenho de todos na Secretaria durante sua gestão e se despediu melancólico. Sem saída, Mantega antecipou o nome do novo secretário, o petista Arno.

Esta notícia tem três coisas relevantes: a) comprova o aparelhamento do PT nas esferas da adminisração pública; b) sugere que Antônio Palocci ainda exerce sobre o Ministério da Fazenda uma influência considerável, a ponto de um ex-auxiliar direto ser nomeado para um cargo tão importante como a secretaria do tesouro; c) Que Tarcísio Godoy não entende nada de PT e de petismo. Nesse partido, ou você é um deles, ou está fora.

O ministro não confirmou, mas todos na secretaria sabem que as razões para a saída de Tarcísio Godoy do STN foram ideológicas. Eis o PT em essência!

03 junho, 2007

Copa América e Liberdade.

Não tenho dons mediúnicos, mesmo assim vou fazer aqui mais uma previsão, e como todo médium que se preza, meu vatícinio será dantesco. Em junho começa a COPA AMÉRICA na Venezuela e, escrevam aí, a Rede Globo de Televisão e outras emissoras enfrentarão problemas com o governo do bufão "Hogro" Chavez.

Não esqueçam que no Rio de Janeiro o déspota de Caracas, homenageado pela ALERJ, liderou uma vaia ao jornal O GLOBO, isso em território nacional. Imaginem o que esse ditador não fará com as emissoras internacionais se elas adotarem uma linha crítica ou façam, no mínimo, uma observação que contrariem os interesses do governo?

O pessoal da TV Globo já foi advertido de que poderão sofrer algum tipo de censura do governo Chavez. Talvez optem pela auto-censura para evitar problemas com o governo. O fato é que nenhuma emissora ou órgão de imprensa poderá atuar com liberdade na Venezuela. A Globo pode fazer história se não se intimidar e mostrar as mazelas do Governo Chavez, mas talvez a emissora opte apenas por ganhar dinheiro e silencie sobre o que testemunhará na novíssima ditadura da América Latina.