21 maio, 2007

Ministro, vá para casa!

Como eu havia adiantado aqui, o noticiário sobre a operação Navalha tem se concentrado nas sérias suspeitas que recaem sobre o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. Esse destaque ao ministro deve-se ao fato dele ser, até agora, a autoridade da república mais graduada envolvida nos escândalos. Sabe-se que em Brasília, muita gente importante está com aquele silêncio dos culpados. Uma fonte desse blog garantiu que o ex-governador e hoje senador pelo DF, Joaquim Roriz, está acabrunhado com os desdobramentos da Operação Navalha, e o que é pior: ele não é o único. Foi durante a gestão Roriz no governo de Brasília, que o deputado distrital Pedro Passos, que ainda está preso, fez contato com a Gautama. Na época, Passos era secretário de agricultura do governo Roriz. Como a safadeza com o dinheiro público está em todos os partidos, é provável que se opere a famosa salvação dos náufragos. Todo mundo escapa, menos o país e as instituições.

Silas Rondeau fez uma defesa incisiva de sua biografia e honestidade. Disse, ainda no Paraguai: "Eu não posso aceitar isso. Tenho toda uma história e uma biografia a zelar, que estão acima do cargo e acima de tudo" e concluiu: "Me causa indignação, porque esse prejulgamento é uma coisa horrível. Acho isso um processo extremamente nocivo e cabe à Justiça confirmar e esclarecer". É preciso dizer que o MME, através de sua assessoria de imprensa, convocou jornalistas para contestar as provas que a PF diz ter contra Silas Rondeau. Se o ministro pudesse me ouvir, eu diria: Silas, em nome de sua honra, de sua história e de sua biografia, deixe o cargo e prove para todos, que hoje suspeitam de sua probidade, que armaram uma arapuca para o senhor. Nada é mais importante que um nome honrado! Saia do cargo! Deixe esse governo de ladrões o quanto antes, para não ser confundido com eles.

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