04 maio, 2007

Eros "Baco" Grau , Bruna Surfistinha e a sacanagem como escola literária.



Bruna Surfistinha, aquela moça que tornou glamourosa a profissão de garota de programa, o que no bom "pernambuquês", chamaríamos de "quenga", anda fazendo escola. Seu livro O doce veneno do Escorpião, onde ela relata suas aventuras profissionais nas mais diversas posições e "ranqueia" seus clientes pela performance, seduziu gente importante. O juiz Eros "Baco" Grau, do STF - para quem não sabe, a maior instância judiciária do Brasil - acaba de lançar pela Nova Fronteira seu romance Triangulo no Ponto. Ao que tudo indica, Eros não precisou trabalhar como Bruna, mas ficou alguns recalques, não tenho dúvida.

No referido livro, o juiz de 66 anos, abusa de expressões vulgares e de gosto duvidoso, mesmo para Bruna Surfistinha, muito mais recatada quando trata de sua história de trabalho.

Questionado sobre se o conteúdo do livro arranharia sua imagem de juiz, O nosso Eros "Baco" Grau diz que são atividades distintas. Segundo o priápico magistrado, o livro é do escritor Eros, não do Juiz Grau. Com essa desculpa, ele tenta criar duas pessoas: a primeira, a do juiz sério, competente, que é comunista - Santo Deus! - e que vota com o coração e não com a Lei; a outra, a do escritor tarado, que sem pejo, despeja um monte de expressões vulgares e exibe uma certa aberração sexual, que repito, coraria de vergonha até Bruna Surfistinha.

Leiam alguns trecho do livro aqui

4 comentários:

Gustavo disse...

olá zé paulo, sou o gustavo. vc é o amigo pernambucano do sama, o que mora em bsb e trabalha(va) no congresso nacional? é esse? gostei do seu blog, misto de literatura com política, algo inusitado e feliz, feliz por tantos motivos, entre eles o Estevão, né? belo nome...grande abraço a vc, gustavo.

Ricardo Rayol disse...

Zé, ele tem todo o direito de escrever o que quiser. O que me espanta é alguém se inclinar a publicar!!!

Marcus Mayer disse...

"Priápico" magistrado, foi ótimo! Vale lembrar que, para sua sorte (dele), ele está no Brasil. Se estivesse em Cuba, provavelmente, sofreria censura - não dos leitores - mas da turma do "comandante".

PATRICIA M. disse...

Realmente um juiz de Direito publicar um livro desses, so no Brasil mesmo. Acho que pega muito mal. Mas pega mais mal ainda o que ele falou na entrevista. Isso sim, eh de amargar.