12 maio, 2007

Dia das mães... das mães de verdade.

Feto com 12 semanas. Um ser humano, mas para os assassinos, um amontoado de células.


Eu não queria me meter nesse perrengue sobre o aborto, não porque ache o assunto irrelevante, mas porque acredito que nessa discussão, ninguém dará seu braço a torcer. Quem condena o aborto tem razões morais para abominá-lo. Quem o defende, alega direitos de reprodução, liberdade individual, questão de saúde pública, essas coisas.

Sou contra o aborto. Acho um assassínio, e dos mais cruéis, interromper a evolução natural de uma vida que se desenvolve dentro de um útero. As mulheres que defendem o aborto, transformam a mãe, aquela que se deixar seu filho se desenvolver, deverá amamentá-lo e amá-lo, numa assassina cruel, numa espécie de Medéia afobada. Sei que as mulheres assassinas dirão que em poucas semanas ainda não se tem uma vida ali. Mas esse argumento é sofisma. A vida está ali sim, pulsando! Quando eu e minha mulher soubemos da gestação do bravo Estêvão, ainda na décima segunda semana, pudemos ouvir um coração batendo forte e cheio de vida num feto de apenas dois centímetros. Ali, na ultrassonografia, não era um amontoado de células, mas meu filho que se desenvolvia e que graças a Deus, sim a Deus, está hoje aqui entre nós, sendo motivo de regozijo para todos.

A maioria das pessoas que defendem o aborto, ou são de esquerda, ou são atéias, ou ambas as coisas. Aliás, entre a morte e a vida, um esquerdista, é sina, acreditem, sempre escolherá a morte, ainda que diga que esteja defendendo a vida das mulheres.

Um petralha, que escreve bem - o que não deixa de ser um milagre - com certa ironia, disse que a Igreja não tem autoridade moral para condenar nem o aborto nem as mulheres que reivindicam o direito de matar seus filhos, porque matou muita gente na inquisição. Ser contra o aborto, repito, não é um ato cego de obediência ao Papa, à Igreja, mas um ato de responsabilidade moral. Se sou cristão, se acredito na minhas responsabilidades como cristão, não posso defender o direito de tirar a vida de uma criança ou de qualquer outra pessoa.

Muitas mulheres morrem em clínicas clandestinas onde foram executar seus filhos. Forçoso é reconhecer que se não tivessem ido, se tivessem apostado na vida e não flertado com a morte, hoje poderiam estar felizes, vivas e com seus filhos. Não me compadeço, sei que é forte e duro o que vou dizer, mas não me comovo com mulheres que morrem em clínicas clandestinas. Foram matar e morreram. O que esses grupos querem é que o Estado assuma a responsabilidade no assassínio desses fetos. Querem, essas mulheres, matar, sem correr o risco de morrerem.

Na nota em que 15 entidades feministas condenam as palavras de Bento XVI contra o aborto, uma me chamou a atenção: Católicas pelo Direito de Decidir. O que essas católicas querem decidir? O direito de matar? O de ofender a fé que dizem professar? O de abjurar o princípio básico da fé? Para essas católicas e para outros cristãos que caem na conversa mole dos esquerdistas e dos ateus militantes, sugiro frequentar os templos da Igreja da Record. A IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) rasgou a Bíblia e passou, em rede nacional, a defender o aborto, rebatizado de Direitos Reprodutivos.

Amanhã é dia das mães. Além do apelo comercial, será uma excelente data para refletir sobre o papel de ser mãe. Não esqueçam: se uma feminista ou uma mulher de esquerda, com raríssimas exceções, tiver que escolher dois caminhos: o de ser mãe e o de ser uma assassina, escolherá o último.

5 comentários:

Cejunior disse...

CostaJr, meu amigo, não sou petralha, nem esquerda e muito menos ateu.
Mas defendo até a morte o direito ao aborto.
Trata-se de uma questão de saúde pública, antes de mais nada. E pior do que ver milhares de jovens morrendo por falta de orientação e cuidados em abortos clandestinos, que sempre existirão, é preferivel que a rede pública assuma para si esta questão. (Afinal, é quarta causa de mortes, você sabia
Temos todo o direito de ter nossas opiniões, contra e a favor, mas a medicina pode ajudar essas moças com boa prática cirurgica e acompanhamento psicológico.
Além do mais, a lei brasileira já prevê o aborto em uma série de casos, incluindo-se aí a gravidez causada por estupro.
Cada um deve seguir sua consciência e sua orientação religiosa, claro, mas vamos deixar a saúde pública fora disso.
Um abraço e um bom Dia das Mães.

Costajr disse...

É sempre bom quando amigos discordam, pois nos oferece a chance de responder com afeto e educação.

Você diz Carlos que a legislação brasileira "já prevê o aborto em uma série de casos". Em verdade, a legislação só prevê em dois: além do caso de estupro, também em casos de risco de vida para a mãe. Dois casos não se constituem numa série.

É muito gratificante saber, embora eu já soubesse há tempos, que você não é petralha ou de esquerda. Seria tão melhor que você fosse cristão, mas isso é convicção pessoal, não tenho nada com isso, ou, como escreveria Paulo Freire, não tenho nada que ver com isso.

Essas meninas, acredito, deveriam receber do Estado orientações e mesmo ajuda, para criar seus filhos e não liberdade do Estado para matá-los.

um abraço.

PATRICIA M. disse...

Costa, discordo em um ponto so:

"O que esses grupos querem é que o Estado assuma a responsabilidade no assassínio desses fetos."

O problema eh que o Estado nao eh uma identidade eterea, que flutua por ai. O Estado somos nos. O que eles querem eh que todos nos paguemos pelos abortos, tanto financeiramente quanto moralmente. Ai reside o problema.

Carlos, nao eh muito mais simples providenciar educacao basica para essas meninas? Por que nao investir em PREVENCAO? Eh mais facil e menos doloroso prevenir do que remediar.

Beppo disse...

Costajr, permita-me fugir um pouco ao tema do post. Gostaria de tecer um modesto comentário sobre o petralha mencionado por você e que escreve bem.
Não vejo senão como grande e horrendo anacronismo afirmar - ou mais exatamente, DITAR - que a Igreja Católica não tem autoridade moral para condenar o aborto, devido à Inquisição.

Pois bem, sendo as inquisições parte integrante do passado da ICAR e considerando que pelo entendimento anacrônico a pervalecer o passado é suficiente para condenar a instituição ad eternum, é de se esperar que o petralha também dite que nenhum ser humano tem autoridade moral para coisíssima alguma, visto a Humanidade ter cometido, em 5.000 anos de história mais atrocidades e crueldades do que uma pequena parte dela e inclusive CONTRA esta parte, como ainda ocorre em países de predominância islâmica ou socialista.

E se não concordar com o uso do coletivo, poderia fazer por parte. Os franceses, por exemplo, não teriam autoridade moral para condenar assassinos, tendo em vista os quase 50.000 guilhotinados em menos de um ano de Terror na Revolução Francesa (sem contar os mortos por outros meios), incluindo muitos religiosos católicos que se recusaram a abandonar seu vínculo à Igreja.

Mas também os petralhas e outros produtos do esquerdismo socialista não teriam autoridade moral para condenar alguém, como o fazem amiúde alegando supostos "crimes do capitalismo". Pelo menos umas cem milhões - 100.000.000!!! - de vidas foram ceifadas em nome de sua doutrina cega e alienante, o verdadeiro ópio do povo, como bem retrucou Raymond Aron.

Quem tem telhado de vidro ...

Grande abraço! Gostei do seu blog, que eu conheci hoje, agora mesmo, via Blogildo, mencionando o seu post sobre aborto.

Costajr disse...

Os sofistas já nos ensinavam Beppo que é possível defender um argumento falso utilizando belas palavras. Mencionei o fato, para mim extraordinário, de um petralha escrever com primor. Não concordo com as opiniões contidas no texto, como já discordei de outros do autor, de cunho ideológico. Só de uma coisa um petralha não escapa: da lógica perturbada.

Obrigado pela visita e esteja a vontade para comentar, debater e discordar