13 maio, 2007

Assassina!

Não ia escrever nada hoje, muito menos sobre a polêmica do aborto, mas lendo um blogue aqui e outro ali, deparei-me com uma confissão aterradora. Ontem escrevi que se uma feminista ou uma mulher de esquerda tivesse a chance de optar entre ser mãe e ser assassina, optaria, é óbvio, pela última hipótese.

Eis que uma tal de Sandra Camurça, que se define como "uma arquiteta, uma blogueira, uma socialista, uma tricolor, uma...uma...ah, sei lá." escreveu sobre o aborto a seguinte confissão:

"santa ironia! Bravo, Seu Moço!

E a Regina disse tudo o que eu
diria. Mas ao contrário dela já fiz aborto por vontade própria aos 21 anos de idade. Tive sorte e condições de fazer com um bom médico. Posso te garantir: foi mais fácil que extrair um dente.

Beijos e bom final de semana."

12 de Maio de 2007 16:03


Sandra Camurça, arquiteta, blogueira, tricolor, socialista e assassina, comparou um aborto a uma consulta no dentista. Só os assassinos do menino João Hélio foram mais frios. Foram? É o caminho inexorável dos socialistas, dos que querem um mundo com mais justiça social, a morte de inocentes a serviço de uma causa.

PS: Para ler a crônica no blog do Marconi Leal e a confissão da assassina Sandra - ela está nos comentários do post "Em defesa da vida" - clique aqui.

13 comentários:

Blogildo disse...

É isso aí! Comparar um aborto a uma extração de dente é profundo!

Não é qualquer um que chega a esse nível de pensamento.

Quer saber, Costajr? Essa menina, ao menos, é honesta. Ela está deixando claro que o objetivo real do movimento abortista é justamente deixar a mulher fazer o aborto de modo tão trivial quanto ir ao dentista extrair um dente.

Esse é ponto. Todo esse papo social, ajudar os pobres etc é conversar mole. O negócio é extrair dentes, embriões e seguir em frente! Sem dor e sem culpa!

Glênio Gangorra disse...

Como camarada militante muito me honrou ver nosso amado Lula fazer as pazes com esse que é o líder da Igreja Católica. Bento XVI foi muito feliz em trazer seu apoio inconteste à causa do movimento democrático nacional-socialista bolivariano. Ficamos pasmos como um ser estrangeiro europeu conseguiu aglutinar tantas vertentes dispares, incluindo-se aí os liberticidas reacionários e fascistas maquineístas, em uma só voz. Pelo que me lembro somente nosso guru, Marx, conseguiu tamanho feito. Aos que pensam que nós, revolucionários de esquerda, somos insensíveis à religião se enganam tolamente. Por ser o ópio do povo e por que o povo é o cerne do bolivarianismo, a religião é uma importante ferramenta para atingir a todos aqueles que almejam a libertação do capitalismo massacrante.

Anônimo disse...

Sou mãe e digo isto com muito orgulho! Meu filho não foi concebido com planejamento, mas foi muito bem aceito e amado, desde de que soube de sua existência. E como não haveria de ser? É uma vida, uma dádiva de Deus!!! Só quem é mãe de verdade pode testemunhar o quanto um filho pode dar trabalho, causar preocupação e, ainda assim, ser a melhor coisa do mundo!!!
É muito fácil para algumas mulheres dizer que é melhor fazer um aborto do que ter suas vidas transformadas, dificultadas pela presença de uma criança. Se apoiarmos o aborto nesta situação, então também deveremos apoiar a pena de morte para toda mãe (ou qualquer pessoa) que, seja por idade avançada ou outra razão, venha criar algum tipo de trabalho para outrem!?! Esta Sandra Camurça é uma que poderia se enquadrar neste caso!
O aborto é um grande absurdo, não importa o motivo apresentado para ele! Se uma mulher não se cuidou, engravidou sem querer, que assuma seus atos! Se não quiser assumir, colabore com os muitos casais que não podem ter filhos e esperam numa longa fila para adoção!
É certo que em caso de estupro a situação se complica. Deve ser difícil conviver com algo lindo e inoscente que lembre um crime tão cruel e perverso (uma confusão de sentimentos!). Contudo, quando um criminoso vai preso, matamos seus filhos simplesmente por estarem nesta condição, ainda que não por escolha própria? Se for complicado demais conviver com a criança, cujo pai foi o estuprador, mais uma vez reforço: algumas famílias sentiriam-se muito felizes em acolhê-la e completarem-se com aquele pequeno ser!!!
Acho que estas mulheres que apoiam o aborto não suportam a idéia de ter uma criança que possa fazer outra família feliz! Nem elas são felizes consigo mesmas (não as culpo: quem seria feliz ao lado de alguém assim?)
Se apoiam o aborto, não têm o menor senso de humanidade e, com monstros assim, é melhor mesmo que nenhuma criança fique à mercê. Porém, defender um assassinato de uma pessoa simplesmente por seu tamanho ou por conta desta estéril discussão de nomenclaturas é mais cruel que qualquer crime!
Alguns homens apoiam esta idéia. Claro! Querem legalizar a possibilidade de "resolver" à sua maneira, o fato de terem dormido com alguém, compartilhado o próprio corpo e afetos sem, necessariamente, quererem compartilhar suas vidas (como se eles não estivessem imbricados)! É assim que tornou-se possível encontrar em muitas farmácia o "aborto do dia seguinte" (em pílulas). Este medicamento, usado para interromper uma vida que começou, (não importa se foram apenas 24 horas, mas é uma vida) é a usado por pessoas que tentam justificar assassinatos defendendo que uma vida não seja vida por conta de seu tempo de existência ou tamanho corporal.
Diante da terrível confissão apresentada por Sandra, gostaria, então, de deixar uma outra confissão: sou mãe e nunca pensei, desde que soube desta minha condição, em mudar isso!!!
Sou mulher e, como tal, defendo o direito de estar viva (pq também já fui um pequeno bebê na barriga de outra mulher que, felizmente, recebeu-me com amor).
Sou cristã e, por isto, apoio o respeito à vida, o direito que todo ser vivo tem de não ser assassinado, de nascer e crescer sendo, por si só, a prova da existência de Deus!
Para todas as mães, deixo meu abraço mais apertado!
Para todas as crianças que ainda vão nascer, desejo que possam vir de pessoas sensatas, que não as queiram mortas antes mesmo de conhecê-las!
Que Deus abençôe a todos!!!

Ricardo Rayol disse...

Zé, agora entendi sua indignação para com minha pessoa. grande abraço.

Marcus Mayer disse...

Costajr, o debate é muito saudável e válido. Também pretendo abordar o assunto de forma mais profunda e técnica, nos próximos dias, em meu blog.

Sou da opinião de que a decisão por interromper uma gravidez é de ordem estritamente particular. Naturalmente, nenhuma pessoa, seja ela religiosa ou não, pode considerar o aborto uma coisa trivial.

Todavia, quem não encontra alternativa e precisa recorrer a essa medida radical deve ter sua opinião respeitada, assim como alguém que jamais o faria, mesmo em circunstâncias extremas, como no caso de estupro ou de anencefalia do feto.

Entendo que Sandra (ou Regina - não ficou muito claro), tentou explicar que um aborto, independentemente de sua ilegalidade no Brasil, pode ser realizado sob os melhores auspícios médicos, por qualquer pessoa que deseje realizá-lo e que tenha condições materiais para tal.

De contrapartida, são 4 milhões de mulheres que morrem ao ano, na América Latina, por complicações pós-aborto. E a razão dessas mortes não é a proibição, mas a falta de condições médicas adequadas, além da falta de instrução para evitá-lo.

Não defendemos o aborto em si, mas a descriminalização da prática. Ninguém que não concorde com a medida seria obrigado a fazê-lo. E o Papa também continuaria com todo o direito de orientar a comunidade católica que dirige, com direito a respeito de todos, inclusive, de quem pensa de forma distinta.

Um forte abraço, Costajr!

PATRICIA M. disse...

Marcus Mayer, e voce propoe que o SUS pague pelas pobres? Sabe o que isso significa? Que o dinheiro do contribuinte esta financiando abortos. E sabe ainda o que isso significa? Que serei CO-AUTORA de ASSASSINATOS. Eu nao quero financiar aborto nenhum, sou contra o SUS pagando pela morte de inocentes. Pense bem.

Marcus Mayer disse...

Patricia M.: como bom liberal, procuro compreender e respeitar todas as opiniões. Como disse, a questão envolve princípios de ordem estritamente particular.

No que concerne ao SUS, concordo com você até certo ponto. Realmente, não é justo que você, nem eu, nem ninguém, através da indireta contribuição com impostos, fossemos obrigados a financiar o atendimento.

O ideal seria que todos tivéssemos renda suficiente para poder, primeiramente, ter acesso à informação. Essa seria a melhor forma de evitar uma gravidez indesejada. Em segundo lugar, ideal também seria que todos tivéssemos renda para bancar nossas despesas médicas. Infelizmente, essa não é a realidade brasileira.

Não queria ingressar em pormenores econômicos, mas a despesa que o estado tem com o tratamento de mulheres em função dos problemas pós-aborto são exponencialmente maiores do que teria com o aborto em si.

Ainda acredito que poderiamos nos unir em função de tentar evitar que tantas mulheres pratiquem o aborto. Esta seria uma batalha que rendiria melhores resultados do que, como mencionou Costajr, tentar convencer uns aos outros dos valores morais tão particulares.

Espero continuar amigo de todos! Forte abraço.

Blogildo disse...

a despesa que o estado tem com o tratamento de mulheres em função dos problemas pós-aborto são exponencialmente maiores do que teria com o aborto em si.

Marcos, lamento, mas não há estatísticas confiáveis que provem essa afirmação. E, fazendo eco ao que a Patrícia disse, "não existe aborto grátis".
A liberação do aborto equivale a um incentivo ao sexo irresponsável.

Sexo traz riscos. Entre eles a gravidez. Há inúmeros meios de se evitar uma gravidez indesejada. Se a pessoa não se previne, tem de assumir as conseqüências por sua irresponsabilidade.

Você diz ser liberal. O que achou desse artigo aqui?

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5761&language=pt

Costajr disse...

Mayer e demais amigos.

Não sou tão técnico e compreensivo quando se trata de assasinos. Considero o aborto um assassinato e como tal, nada, absolutamente nada, justifica o aborto. Nem o desespero, nem a imaturidade nem a irresponsabilidade. Talvez alguns retruquem: e quando se mata em legítima defesa? O feto não tem como se defender de uma mãe assassina. Portanto, acho o aborto uma escolha amoral e não entendo como cristãos possam defendê-lo sob qualquer aspecto.

Anônimo disse...

Sinceramente, esta idéia de achar que o governo deveria financiar o aborto para que as mulheres não corram risco de vida em clínicas clandestinas é extremamente absurda!
Pensem bem: se a idéia for legalizar práticas para que as pessoas não corram tantos riscos, deveriam também pensar em financiar a oferta de drogas nos postos de saúdes, afinal, viciados correm riscos de doenças e mortes fazendo isto nos becos! Deveriam também financiar seguranças particulares para os "pobres bandidos" que entram nas casas das pessoas para roubar (algo material, o que nem é, necessariamente, roubar uma vida, assim como ocorre no caso do aborto), afinal, podem ser atacados, podem se machucar ao pular os muros! Deveriam também financiar um plano de saúde para estupradores, pois em sua prática poderiam contrair uma doença, coitados!!!
Se for para defender o aborto legalizado como forma de evitar mortes, concordo plenamente com Costa Jr. quando diz que não tem pena destas mulheres: se querem matar, têm de correr o risco de fazer isto a elas mesmas!!! Não é o tempo da existência (horas ou dias) ou o tamanho do corpo que determina se um ser já é uma vida ou não!!! Um óvulo fecundado já é vida!

Marcus Mayer disse...

Em atenção a "Blogildo", li o interessante artigo de João Luiz Mauad, "Liberalismo e Aborto", pelo qual agradeço. O ponto de vista é bem elaborado e expresso meu respeito a ele, como a todas as opiniões distintas da minha - mormente - deste ótimo blog e de seu inteligente autor.

Luc disse...

Sem abordar as questões Morais, Sociais e Administrativas/financeiras, já muito bem discutidaa aqui, queria ressaltar outro aspecto.

Trabalho na área da qualidade há anos e um erro comum que todos nós, inclusive os da área, comete é não leva em consideração a seguinte máxima:

"A única forma de evitar que um "desvio", um erro, um problema, volte a ocorrer, é investigar a causa e tomar ações na CAUSA." Todas as ações por mais mitigadoras que sejam, não evitarão a reincidência do problema, se não agirem na causa fundamental. Vejo as pessoas tratando ad eternum os EFEITOS.

Tem barata em casa, gasta dinheiro com detefom, quando deveria estar procurando a causa: Caixa de esgoto? Comida armazenada indevidamente? A casa do vizinho está infestada?

Então se queremos que os pobres entrem nas universidades, não adianta arranjar cotas, precisamos é promover ensino básico de qualidade.

Se meninas morrem em centros cirúrgicos ilegais, devemos promover educação, conscientização, prevenção!

O resto, são firulas, para amenizar alguns sintomas e não sanar o problema.

Costajr disse...

Aos anônimos, não exijo, mas peço, que deixem um nome, ainda que fictício, para eu me reportar a vocês aqui nos comentários. A participação dos anônimos - seria apena um? - foi muito positiva.

Mayer inteligente não parece ser um adjetivo muito correto para mim. Aceito o epíteto de esforçado.

Luc seja sempre bem vinda e espero que você sempre que puder volte aqui para prestigiar esse espaço.

obrigado a todos.