11 fevereiro, 2007

Caso João

Uma pausa na série sobre o Carnaval. Todos estão comovidos com o sofrimento da mãe e do pai do pequeno João, arrastado por malfeitores como se fosse um saco de batatas por 7 km no Rio de Janeiro. Todos estão revoltados com os pulhas que quando são presos expõem aquela cara de coitados da sociedade que tanto Ongs - cuja missão de vida é defenderem os direitos humanos dos bandidos - quanto políticos de esquerda, ou artistas da periferia, gostam de rotular esses meliantes. Se são bandidos, assassinos, criminosos, a culpa é da sociedade que os excluiu, da família desajustada em que cresceram, é minha e sua, uma vez que temos estudo, moradia, alimentação e transporte e eles não tem nada. Se avançarmos mais essas Ongs vão dizer que quem deveria ir para o banco dos réus são os pais do garoto morto em crueldade assíria, e não os meliantes.

A discussão que tomou conta da semana é se o menor que participou do bárbaro assassinato deveria ser julgado como maior. Muitos políticos, autoridades eclesiásticas, representantes de ongs, nenhum, garanto, vítima dessas atrocidades, disseram que não se pode discutir redução da maioridade penal no calor da tragédia. Alguns foram ainda mais insensíveis, disseram que o menor é fruto de uma sociedade excludente, é em suma, antes vítima que algoz desse processo.

Menor ou não, é revoltante que em três anos um dos assassinos seja solto, com ficha limpa, porque cometeu o crime pouco antes dos 18 anos. Não acredito na recuperação desse tipo de gente. O que eles vão recuperar? amor? provaram que não conhecem. Compaixão pela vida humana? nem sabem o que é isso. Respeito pela lei? faz graça. Pessoas que cometem esse tipo de crime são irrecuperáveis, não merece do Estado e menos de nós, a chance que não deram ao pequeno João.

Aqui em Brasilia muitos jovens se envolveram em crimes de similar crueldade e torpeza. O agravante aqui é que muitos dos criminosos têm pais influentes o que aumenta a impunidade. Quando um grupo de capoeiristas espancaram até a morte sem qualquer motivo (mesmo que tivessem não se justificava) um jovem de 29 anos que saía de uma casa noturna escrevi o que a sociedade deveria fazer, uma vez que as autoridades, a lei e o Estado nada fazem. Vejam minha proposta:

A punição não virá da justiça! Essa liberta, facilita, flexibiliza, protege, pessoas que não se incomodam em tirar a vida de gente de bem. A punição deve vir de nós! Da sociedade civil. É preciso banir, repudiar, não admitir o convívio social dessas pessoas. Negar-lhes emprego, direito à diversão, a qualquer tipo de relação social. A imprensa deveria lembrar, divulgar, expor de mês em mês, o rosto, os crimes dessa gente torpe e maldita! Eles precisam carregar consigo essa mancha, e que todos nós, homens e mulheres de bem de Brasília, possamos, assim que tivermos o desprazer de os encontrar nas ruas, de mostrar nossa ojeriza, nojo, vergonha por essa gente ainda circular entre nós. Eles precisam saber que são e serão desprezados, que a simples presença deles provoca repulsa, e que na cadeia ou no presídio eles se sentiriam melhor do que em liberdade, desfrutando da vida que tiraram de suas vítimas inocentes!

Para ler o post original clique aqui

Para ver a cara desses capoeiristas clique aqui

3 comentários:

Saramar disse...

CostaJr, a vergonha e a dor dos cidadãos de bem não consegue influenciar as autoridades (?).
Sua proposta, o ostracismo, seria uma excelente alternativa à impunidade que geralmente privilegia os grandes criminosos, desde que praticada desde a vizinhança, o clube, a escola, a igreja, a boate, ou seja lá onde os monstros vivem.
A idéia é muito boa e precisa ser divulgada.

Obrigada.

Saramar disse...

CostaJr, a vergonha e a dor dos cidadãos de bem não consegue influenciar as autoridades (?).
Sua proposta, o ostracismo, seria uma excelente alternativa à impunidade que geralmente privilegia os grandes criminosos, desde que praticada desde a vizinhança, o clube, a escola, a igreja, a boate, ou seja lá onde os monstros vivem.
A idéia é muito boa e precisa ser divulgada.

Obrigada.

Patricia M. disse...

Acho que precisamos de medidas mais urgentes para segurar os facinoras. A comecar pelo sistema prisional e pela justica. Deveriam ficar trancados para o resto de suas porcas vidas. Sem direito a visitas. Na solitaria. Fazendo trabalho forcado para pagarem pelo que comem, bebem e usam. So assim. Nada de indulto de Natal, Dia das Maes, essas porcarias...