05 fevereiro, 2007

Série carnaval de Pernambuco: Frevo de Bloco




No conto Noites Brancas, de Dostoiewsky, a personagem principal - o sonhador - revela: " Caminhava cantando porque, quando estou feliz, sinto irreprimivel necessidade de cantar em surdina, como todo homem feliz que não tem amigos, nem camaradas, e que, nos instantes de ventura, não tem com quem partilhar a alegria" Pois bem, imbuído desse espírito é que continuo com a Série: Carnaval de Pernambuco.

O frevo de bloco é um dos mais contagiantes ritmos do carnaval de Pernambuco. O Hino do Elefante, que você leitor pode ouvir abaixo, é um ícone desses frevos de bloco. Não importa onde você esteja: em Recife, em Olinda ou no interior, quando os clarins anunciam o Hino do Elefante, os foliões se agitam, e todos, pernambucanos ou não, entoam a letra efusiva e pulam se esprememendo pelas ladeiras de Olinda. Fiquem com a letra e com a música.

Hino Do Elefante De Olinda

Clídio Nigro / Clóvis Vieira





Ao som dos clarins de Momo

O povo aclama com todo ardor

O Elefante exaltando a suas tradições

E também seu esplendor

Olinda esse meu canto

Foi inspirado em teu louvor

Entre confetes e serpentinas

Venho te oferecer

Com alegria o meu amor



Olinda! Quero cantar a ti esta canção

Teus coqueirais, o teu sol, o teu mar

Faz vibrar meu coração, de amor a sonhar

Em Olinda sem igual

Salve o teu Carnaval!





10 comentários:

Saramar disse...

Ah! É tudo tão lindo. Estou lendo, aos poucos e cantando como o personagem, "em surdina".
Parabéns pelos lindos posts.
Acredite, até eu que nao sou de lá, estou com saudade de Recife. Pretendo acabar com elas em breve.

beijos

Catellius disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
david santos disse...

Olá!
Já tenho algum Carnaval no mru canto. Só que desta vez é a honrar a mulher mais bela e linda do mundo. E não digo mais nada. Se quiseres vai lá ver SÓ VERDADES
Obrigado,

Costajr disse...

Cetellius é um bom debatedor e me contesta com educação. Vou escrever o que penso sobre o assunto. Na hierarquia do mundo animal os seres humanos são mais importantes que baleias, cachorros, arararas, peixe-boi etc. Claro que não defendo a extinção desses bichos nem de qualquer outro, mas me causa estranheza ONGs que lutam pelos direitos dos animais e não dão à mínima para os direitos dos homens. Confesso Cetellius que não tenho afeto por bicho, perdoe esse meu lado insensível, sempre que vejo no Globo Repórter aquelas aves, jacarés, peixes e mamíferos imagino como seria o gosto daquela carne, é um pensamento mal? é, mas confesso que tenho.

Concordo que nossa sociedade é complexa e luto para que ela continue assim. Detesto, abomino o pensamento único.

Em seu comentário gostei muito de uma frase: "Fica parecendo que algum mempro da PETA mataria um humano se pudesse salvar um cachorro" Não, eles não matariam um humano, no máximo empreenderia recursos, se forem sérios, para salvar os cachorros, as hienas e os chacais, ainda que embaixo do prédio de sua ONG existisse uma criança passando fome.

A última parte de seu comentário é um tanto petralha, por desculpe, você é decente, eu sei, mas sua comparação é petralhismo na essencia. Governo não é ONG e os gastos do governo precisam levar em conta a complexidade da sociedade, mas sabe de uma coisa? Também acho imoral um governo que gasta perdulariamente nosso dinheiro, enquanto a saúde, a educação, a cultura sofrem com falta de recursos.

Ao contrário do que meu comentário deixou transparecer, não prendo pássaros em casa, não caço animais, nem por diversão, nem por necessidade, Não quero sumir com eles, vejo até certa graça num cachorro, num gato, numa lagartixa, mas acho um exagero, e a complexidade da sociedade me permite isso, pessoas fundarem ONGs arrecadar fundos para esses fins.

Catellius disse...

Se as pessoas doam dinheiro à PETA para salvar os animais, se a PETA consegue parcerias, dinheiro com a venda de produtos focados em clientes que os compram sabendo o fim que seu dinheiro terá, então seria desonestidade utilizar os recursos para outro fim. Seria desonestidade para com os doadores/parceiros, etc. Possivelmente alguém que doou dinheiro para os famintos da África não gostaria de saber que o dinheiro foi desviado para o combate ao aumento do efeito estufa, mesmo que o aquecimento global decuplique o número de famintos por lá.
Uma coisa não tem nada a ver com a outra. A existência de um mal maior não impede que você faça um bem menor. E acho que existem mais organizações voltadas aos seres humanos do que aos animais. Bill Gates e Warren Buffet mesmo, destinam dezenas de bilhões à educação e combate à pobreza.

Também não tenho pânico envolvendo a extinção de espécies. O mundo já perdeu animais muito mais interessantes que tigres e leões há milhões de anos, como os dinossauros. O homem deve se preocupar com ele e a própria extinção, pois a terra sobreviverá, retornará a sua temperatura média tradicional, plantas crescerão, os animais se multiplicarão, etc. E o que será de nós?

Eu não disse que não devem ser construídos museus porque existem pobres. Acho que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Se você gosta de comer carne de caça, não vejo problema nenhum. O problema, talvez, esteja em estar assistindo Globo Repórter sexta-feira à noite...

Lana K disse...

Oi!
Vim agradecer teu comentário lá no meu cantinho. Sou nova nesse "espaço" e ainda estou meio perdida.
Beijos mil

Catellius disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ricardo Rayol disse...

Mandou bem.... vamos arrumar um jeito de achar a perdida :-)))))

Blogildo disse...

Citar Dostoiewsky e relacioná-lo com Carnaval com elegância no texto não é pra qualquer um!

Abraço!

Ricardo disse...

Esse hino não é um frevo de bloco, apesar de ser um hino de bloco. Se é que me entende...