27 janeiro, 2007

A democracia segundo Lula, o apedeuta.

Lula é um homem sem falsa modéstia. Em Davos declarou que trabalha para mudar a geografia mundial quando mal consegue mudar o próprio ministério. Em outro momento de indisfarçável imodéstia em Olinda, ele reclamou a um grupo de reitores que lamentava não ter sido reitor. Não, ele não queria ter sido reitor para melhorar a universidade brasileira, isso dá trabalho e de trabalho duro ele quer distância há muito tempo. Mas então ele queria ser reitor para quê? Ora para ser chamado de Magnífico. (Lula, o Magnífico)

Também em Davos, para uma platéia que o ouvia por educação e o aplaudia com evidente protocolo, Lula ao mesmo tempo em que tentava se diferenciar de seu colega bufão Hugo Chavez e do falso índio Evo Morales, defendia-os quando afirmou que a América do sul nos últimos anos aprofunda as políticas sociais e a democracia. Aqui Lula nos dá uma excelente aula sobre democracia.

Quando somos adolescentes, entendemos que a democracia é o governo da maioria. Mais maduros descobrimos que a democracia envolve valores mais complexos e fundamentais, como: eleições livres e limpas, alternância de poder, liberdades individuais, direito à propriedade, liberdade de expressão etc. Ora, com Hugo Chávez, Evo Morales, o PT e alguns esquerdofrênicos que andam por aqui, essa democracia está ameaçada. O x da questão está no que a esquerda entende por democracia.

Quando a Alemanha foi dividida após a II Guerra Mundial, a parte comunista era denominada República Democrática Alemã (RDA), uma democracia de partido único, sem oposição e de assassínio de quem tentasse atravessar o muro de Berlim. A China, de comunistas que adoram o capitalismo, é conhecida como República Popular da China. O povo, essa entidade amorfa e que na China passa de 1 bilhão, participa do governo tanto quanto escolhe seus representantes. Um pouco mais perto, em Cuba, o paraíso utópico da esquerdofrenia, (clique aqui), o povo que pacientemente escuta discursos intermináveis de seu líder,vive em um regime “popular-democrático” há mais de 40. Na ilha a democracia combina com falta de liberdade e de eleições, além é claro, das execuções sumárias de quem ousa pensar contra o regime ou comete o pecado de tentar fugir do paraíso caribenho.

A democracia liberal que muitos enjeitam como se fossem o próprio diabo, garante direitos essenciais. Entre esses direitos fundamentais está a LIBERDADE. A maior prova da excelência desse tipo de democracia está no fato de que muitos anti-democráticos usam as liberdades garantidas pela democracia liberal para, uma vez no poder, solapá-la.

Ao defender Chavez e Evo como exemplos de aprofundamento e consolidação da democracia na América do sul, Lula está mostrando qual o sentido em que ele e o seu partido dão à democracia. Pior para nós.

2 comentários:

Saramar disse...

Costajr, boa tarde.

Creio que Lula e seu partido não entendem o conceito de democracia. Nunca entenderam. Aliás, o esquerdismo, em geral, crê que a democracia é um entrave à materialização de suas bobogens socializantes.
Por isso, essa aparente dualidade do líder em relação a Chávez e ao Morález.


Beijos

Patricia M. disse...

Adorei essa palavra, esquerdofrenicos. Traduz tudo. Eu nao sabia que o "homi" queria ser reitor. Ser reitor sem ter estudado? O que ele entende de universidades? Ai, quanta ignorancia esquerdofrenica. E os esquerdofrenicos dizem que o Chavez foi democraticamente eleito, esta vendo so...