30 dezembro, 2007

Professor Ricardo Caldas, o senhor é um fanfarrão!

A Unb têm alguns professores de ponta... cabeça. Um desses é Marcos Bagno. O lingüista, com Phd, mestrado, doutorado, o diabo; está lotado no departamento de letras. O doutor Marcos, tão cheio de títulos, produziu um livro, que seria leitura obrigatória dos esquerdofrênicos, caso estes lessem alguma coisa, pois no tal livro ele defende que falar a língua portuguesa de maneira correta é coisa de classe dominante. Os oprimidos têm que falar é errado, mesmo.

O mais novo fanfarrão do clube dá aulas e orienta dissertações de Mestrado no Instituto de Ciência Política da universidade de Brasília. Seu nome é Ricardo Caldas. O ilustre tem cara de mau, parece ser bravo, adora cinema, gosta de parceiros para produzir livros e tem um poder de análise que me causa inveja.

Segundo o Blog do Jamildo, o professor Ricardo Caldas, em entrevista à Rádio Nacional, responsabilizou a oposição pela não prorrogação da CPMF, rejeitada no senado no último dia 13 de dezembro. Essa tese é velha, nasceu em jornais como a Folha de São Paulo, sob a pena do dublê de jornalista e vidente famoso, Kennedy Alencar.

Diz o acadêmico: "A oposição, infelizmente, atuou de forma eleitoreira" Para o cientista político, ao rejeitar a prorrogação da CPMF, a oposição não pensou "nos efeitos maléficos" que a falta do imposto fará a alguns estados.

A oposição foi eleitoreira? Então, quer dizer, que ela votou de acordo com o que a maioria dos eleitores brasileiros desejava: o fim da CPMF. Hum... A oposição, no senado, tem 27 votos, precisava de 33. Uma aritmética simples constata que ela, com os votos que tem, não ganharia a parada. O cientista também diz que a falta da CPMF trará malefícios para alguns estados. Porém, evita dizer quais.

Ele, além de professor de Ciência Política, é também economista, mas parece desconhecer que o C da CPMF significa contribuição, e, por isso, o Governo não é obrigado a dividi-lo com os estados, como acontece com os impostos federais. O que é repassado aos estados fica a critério da equipe econômica. O fim da CPMF foi um sopro de vida na democracia brasileira, combalida pelo mensalão, pelos sanguessugas e pelo priápico e cada vez mais sorumbático, Renan Calheiros.

Outro trecho: "A oposição de antigamente era aguerrida, não tinha foco e não negociava. Hoje é amena, mas é fisiológica e não sabe separar o interesse público do partidário. Não sabe fazer oposição e, quando faz, erra o alvo, como aconteceu com a CPMF".

A oposição de antigamente só pode ser o PT. Então, porque era o PT, a oposição era aguerrida, apesar de não ter foco, isto é, era contra a toda proposta que vinha do governo, por definição e como conseqüência, não negociava nada. Percebam o contraponto: ao comparar a “oposição de antigamente” com a oposição atual, fica claro que a de hoje é muito pior. Na análise desse cientista, a “oposição de antigamente” pelo menos não era fisiológica e sabia separar o interesse público do partidário. É mesmo, professor Caldas? Quando o PT votou contra a privatização das Telecomunicações em 1997 estava pensando no país? Quando o PT demonizou o Plano Real em 1994, estava pensando no país? Quando o PT impediu, ainda em 1996, junto com alguns deputados da Base do governo na época, a reforma previdenciária no governo FHC, estava colocando os interesses do país acima dos interesses do partido? Foi pensando no país, então, que em 2003, com Lula no poder, o governo aprovou uma reforma previdenciária ainda mais dura que aquela proposta por FHC em 1996. Então, porque (esse é junto...) antigamente o PT era a oposição, não havia interesses eleitoreiros? Antigamente, o PT, que foi contra o Plano Real, as privatizações, as metas de inflação, ao superávit primário – políticas que o tempo provaram acertadas, tão acertadas que o PT no poder não só as manteve como as aprofundou – sabia fazer oposição. Mas hoje, a oposição, amena e fisiológica, porque votou contra a CPMF,não sabe ser oposição? Esse professor não pode ser sério.

Eu até endossaria as palavras do professor Caldas quanto à incompetência dos atuais partidos de oposição – sobretudo do PSDB – mas por outros motivos. Para mim, ao dizer NÃO à CPMF, a oposição foi brilhante! Mas, repito: sem a ajuda de alguns senadores da Base Aliada, esse brilhantismo teria sido, do ponto de vista do resultado, inócuo.

Todo professor tem um cacoete. Quando fala ou escreve, está tentando ensinar algo. Com o professor Caldas não seria diferente. Ele ensina como deve agir a oposição. Observem: "A grande oposição tem de ser feita em termos de direitos do cidadão, de cidadania, pensar num sistema político para aperfeiçoá-lo e não pensar em ganhos de curto prazo como foi a CPMF em relação às eleições do ano que vem"

Acho que nem o governista mais tresloucado ou mesmo o petista mais canalha, teria dito algo tão estúpido. Ele quer limitar o papel da oposição. Em síntese o que ele disse foi o seguinte: oposição só em alguns casos, em outros não. Seria oportuno perguntar ao professor Caldas se o PT, que era a “oposição de antigamente”, aquela aguerrida, agia assim. Eu sei a resposta: não! Que tipo de Ciência Política ele ensina? Aquela de Gramsci? Que criou o conceito do totalitarismo perfeito baseado no Partido Príncipe? A oposição é eleita para fazer oposição. É simples, assim. A de hoje, ao contrário do que diz o cientista, não é intransigente como foi o PT no passado, é até boazinha demais para meu gosto. Ao votar contra a CPMF a oposição não foi irresponsável. Foi didática. Ensinou ao Executivo que o Poder Legislativo existe e quando cumpre seu papel é a democracia que ganha. Além do mais, a derrota da CPMF, imposta pelo Senado, desmascarou mais uma mentira governista: a de que o país não poderia abrir mão de 40 bilhões de reais. Ministros e parlamentares que previam uma hecatombe caso a CPMF fosse rejeitada, mudaram os discursos e concluíram que o mundo não acabaria, e mais: RECONHECERAM QUE O GOVERNO ERROU A ESTRATÉGIA NO SENADO. Só quem tachou a oposição de culpada pela derrota foram jornatralhas e alguns acadêmicos filo-petista, como o professor Caldas.

Para terminar, o professor Ricardo Caldas lança um olhar de comiseração sobre o parlamento. Como não fala do executivo, infiro que, para ele, o lado podre da Praça dos Três Poderes é mesmo o Congresso. Ele declarou que o cidadão brasileiro "mereceria ter uma representação política melhor do que tem". "A classe política no Brasil, desde a legislação passada, não faz juz ao cidadão". Disse alguma mentira? Não. O que ele esquece de dizer é que boa parte da classe política lotada no Congresso e que protagonizou os escândalos nacionais em 2007, 2006, 2005 e 2004, está na base do governo. A oposição de hoje, aquela fisiológica - em termos de escândalos - ficou apagada. Já os partidos da base... hein, professor!

Em tempo de fim de ano, pega mal ser pessimista. Por isso, o professor Caldas tem uma palavra de esperança para nós. Ele deseja que a nova legislatura, que se encerra em 2010, seja melhor – teria como ser pior? – que a passada. Nós também professor, acredite.

PS: Conheça mais sobre o pensamento do professor Ricardo Caldas, aqui e aqui.

29 dezembro, 2007

Respondendo ao Blogildo.

Depois de um silêncio que para mim foi desconcertante, Blogildo resolveu falar. Tentei replicá-lo. Ele vetou a resposta, talvez para não alimentar uma polêmica gratuita. Abaixo, reproduzo a resposta que ele meu deu nos comentários de seu blog. Ele, em vermelho . Eu, em azul

Nunca foi segredo a minha religião. Eu já disse aqui no Blogildo que sou testemunha de Jeová mais de uma vez. O blog já tem mais de dois anos(contando com a fase AOL). É só procurar nos arquivos. Eu não vivo repetindo minha denominação por duas razões básicas: 1) Não vejo necessidade e 2) não quero levantar polêmica gratuita.

Segredo talvez não fosse, mas que muitos que lêem o seu blog e comentam nele não sabem de sua fé, não sabem. Fui aos arquivos de 2006, e, até junho, não vi um só post em que você se declarou Testemunha de Jeová. No máximo, havia referências indiretas, como você escrever que pertence a uma minoria religiosa. Mas declarar de forma clara que é um jeovita, não li. Sou capaz de apostar que poucos – dos que lêem o seu blog - saberiam dizer qual sua religião. Isso para mim é omiti-la. Com qual propósito? Não sei, apenas desconfio. Talvez em algum outro post você tenha declarado sua fé, mas essa confissão, se existiu, foi quase clandestina no conjunto de seus posts sobre temas cristãos.

Acho que é necessário sim – sobretudo para ser claro e honesto – dizer onde se situa nossa crença quando defendemos posições teológicas ou questionamos e atacamos dogmas e símbolos sagrados. Escondendo tal informação, nossa credibilidade fica abalada, é o que penso. Quando Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho – dois autores que você lê – defendem suas posições religiosas, eles deixam claro que são católicos. Acho isso uma postura honesta. Mesmo o Janer e seu ateísmo militante, quando dá suas caneladas na Igreja o faz do ponto de vista de um ateu. Quem lê os textos dele sabem de que se trata da opinião de um ateu. Acho isso honesto. Não é irrelevante.

Não entendo porque confessar sua fé seja levantar uma polêmica gratuita. Para mim, seria uma demonstração de sua confiança nos ensinamentos dos jeovitas. A não ser que você admita que as crenças dos jeovitas sejam, por definição, polêmicas e repulsivas à maioria dos cristãos, e, por isso, você prefira omiti-las. Para parecer isento? Talvez.

Da necessidade.

Observe que sempre utilizo, com raras exceções, a tradução católica Ave Maria e a João Ferreira de Almeida. Uma vez ou outra uso a Tradução do Novo Mundo. Além disso, não utilizo publicações das TJ aqui no Blogildo. Você nunca me verá citando aqui tais publicações. Normalmente cito obras de fácil acesso a qualquer leitor mediano. Além disso, quem conhece as doutrinas das TJ sabe que muita coisa do que coloco aqui é MEU entendimento das Escrituras apoiado por alguns anos de estudo e análise.
Observe que, no geral, as crenças de protestantes e católicos não diferem muito. As doutrinas, no geral, são as mesmas. E, a meu ver, em muitos casos, um bocado longe do que vai na Bíblia. Observe que sempre apelo para a Bíblia. Qualquer Bíblia. Me rotulo cristão e não vejo necessidade de pedir a denominação religiosa de ninguém para promover um debate.

Quando você diz que “ nunca me verá citando aqui tais publicações [das Testemeunhas de Jeová]”, você, certamente, esqueceu que num post sobre Calvino e Servet, publicado no dia 04 de maio de 2006, você diz:Hoje eu vim para o trabalho lendo um artigo da revista "A Despertai!" do mês de maio de 2006 (peça a qualquer Testemunha de Jeová que você encontrar. E não esqueça de dar uma contribuição) entitulado (sic) - "Miguel Servet – sozinho na busca pela verdade". Ora, A Despertai e A Sentinela são duas conhecidíssimas publicações das TJ. Você perdeu a chance de dizer que a tem porque é membro da seita – o que não é nenhum demérito – mas omitiu a informação. Para não levantar polêmica gratuita? Mesmo fazendo proselitismo de maneira disfarçada – para parecer isento? - O que sei é que citando ou não publicações jeovitas, todas suas opiniões sobre os “erros” das igrejas cristãs – católicas e protestantes - são crenças há muito firmadas entre as TJ.

Você esconde, por exemplo, que os jeovitas têm uma Bíblia toda particular, chamada Tradução do Novo Mundo, onde algumas palavras, quando traduzidas do grego, tiveram seus sentidos alterados. Por qual motivo não citar as publicações da seita?( e você citou, ainda que maneira displicente) Para não parecer comprometido com elas? Ora, Blogildo! Não há uma só opinião sua que não encontre respaldo no corpo doutrinário da seita que você professa. Então para quê o purismo, de resto inverídico, de “nunca me verá citando aqui tais publicações”. Precisaria?

Os jeovitas têm como ambição reviver o cristianismo primitivo e partem da premissa de que todas as religiões cristãs são falsas porque não seguem estritamente o que está na Bíblia. Na escatologia jeovita, apenas os TJ viverão quando Jesus voltar. Uma parte, no mundo material; uma outra, a elite, entre os 144.000, no céu. Isso significa que todo o resto, perecerá. Não há espaço para negociação. Eles, os jeovitas, serão preservados porque vivem o cristianismo primitivo, o verdadeiro; os outros, o cristianismo falso. Quando Blogildo diz que as doutrinas católicas e protestante são em geral parecidas, ele fala a verdade. Ambas crêem na Trindade, no céu, no inferno, na divindade de Cristo, mas para um jeovita, isso é mentira. Um erro. Portanto, os cristãos – católicos, ortodoxos, protestantes, neopentecostais, serão todos aniquilados. Apenas os verdadeiros cristãos, os jeovitas, é que ficarão. Isso é ponto consensual entre eles.

Da polêmica gratuita.

Existem algumas polêmicas envolvendo as TJ que não contribuem em nada para o meu propósito no blog: Incentivar a leitura da Bíblia. Por sinal, acho que tenho logrado algum êxito nesse sentido. Logo, pra quê ficar alimentando polêmica a toa?
Além disso, não respondo pelas doutrinas das TJ. Sou um indivíduo e respondo pelo que penso e acredito. Não respondo por coletividades de nenhuma natureza.
Mas sou testemunha de Jeová sim! Algum problema nisso? Isso desmerece minha linha de argumentação?

Abraço!

Talvez aqui ele se refira à polêmica mais conhecida da seita. Os jeovitas não admitem a transfusão de sangue. Acham que a Bíblia – sobretudo em Levítico – proíbem-na. Já teve até uma novela, Barriga de Aluguel, que tratou desse tema. Na trama, de Glória Perez, o médico Molina, contrariando o pai de moça que precisava de transfusão, fez o procedimento e salvou a vida da paciente. Foi processado, mas venceu.

Sei de um caso, esse real, de um bebê prematuro, nascido há poucos dias em Brasília, com 700 gramas, que precisará, mais cedo ou mais tarde, de uma transfusão para ter chance de viver. Seus pais, jeovitas, já disseram que não aceitam o procedimento. Quando a hora chegar, os médicos farão a transfusão e esperarão o processo.

Sua intenção parece nobre, mas desconfio da sinceridade dela. Dizer que seu objetivo é apenas incentivar a leitura da Bíblia, escamoteia outra finalidade: que se leia a Bíblia sob a ótica de um jeovita. Segundo sua crença, as passagens bíblicas são claras, não precisam de uma exegese especial. O leitor atento perceberá as verdades evidentes. Assim, conforme sua fé, ao ler a Bíblia, a pessoa seria levada – claro que influenciada pelas suas citações, a entender a Bíblia como entende uma TJ. Não faz sentido, para uma TJ, incentivar a leitura da Bíblia se não for para tornar uma pessoa freqüentadora dos Salões do Reino. Afinal, no dia do advento, só os jeovitas terão o galardão. Por isso, seu blog é uma forma de proselitismo. O que é legítimo, desde que fique clara essa intenção.

Não há nenhum problema em você ser Testemunha de Jeová. Problema há – é o que penso – é você esconder que é, quando defende posições teológicas heterodoxas. Ao confessar que é um jeovita, sua argumentação não fica melhor nem pior, só passa a fazer mais sentido.

28 dezembro, 2007

Agora eu entendo o Blogildo.

Este blog tem quase 18 meses de existência. Nesse espaço de tempo, conheci blogueiros incríveis, que depois, indispuseram-se comigo por causa de minhas opiniões ou quem sabe, por causa do meu jeito de expô-las. Um caso clássico foi com o David, do Aqui não Genésio. Outros que costumavam visitar, sumiram. Fazem falta, mas paciência... O que quero dizer é que na blogosfera criamos laços de amizades que, ao menor sopro de discordância, desfazem-se.

Um dos blogs mais instigantes que conheci nesse período é o Blogildo. Toda vez que lia no tal blog um post sobre os símbolos cristãos, a teologia cristã e assuntos correlatos, sentia-me incomodado pelas posições teológicas do Blogildo. Ficava pensando: meu Deus, esse camarada, tão estudioso da Bíblia, não se acanha de defender opiniões heréticas? Que raios de Teologia é essa? Qual a religião do Blogildo? Esses questionamentos me assolavam, mas com o tempo, esquecia-os.

Todavia, num post onde o Blogildo desdenha o Natal e chega a chamar de incoerentes os cristãos que o celebram, os velhos questionamentos voltaram. Porém, dessa vez, decidi investigar. Depois de uma pesquisa na internet todas as minhas dúvidas foram dirimidas. Blogildo é Testemunha de Jeová, também conhecidos pelos termos jeovitas, russelitas ou rutherfordistas. A partir daí, tudo começou a fazer sentido. Já não estranhava as posições teológicas do Blogildo. Passei a entender porque em vários posts ele negou a Trindade, a celebração do Natal, a existência do inferno, a imortalidade da alma, a divindade de Cristo e outros pontos centrais da teologia cristã; sempre usando o argumento de que não há fundamento bíblico para tais crenças.

Quem conhece o blog do Blogildo há algum tempo, já leu diversos posts onde ele trata as doutrinas cristãs como equivocadas e, claro, aponta – sempre citando a Bíblia – onde essas doutrinas estariam erradas. O que eu acho, e aí é minha opinião, é que o Blogildo deveria, sempre que critica a teologia cristã, dizer que ele é Testemunha de Jeová, e que, por isso, defende uma posição diferente. Omitir tal informação leva o leitor a supor que ele escreve sem qualquer tipo de influência, como se estivesse num nível acima dos pobres mortais, como se não estivesse sujeito às influências de suas crenças pessoais, como todo e qualquer mortal. Não há um post sequer no Blogildo em que ele trate de questões doutrinárias, que não seja uma defesa – que é legítima, que fique claro – da seita jeovita. O que não me parece honesto é esconder essa crença.

Comportamento vergonhoso.

Depois de um tempo sem escrever – sempre no fim do ano me dá uma preguiça danada de postar algo – volto à ativa, destacando um e-mail que recebi de uma moça chamada Daniela que, pela verborragia, deve ser uma estudantezinha de uma universidade federal qualquer, e, talvez por isso, deve se achar o máximo. A bronca dessa mafaldinha remelenta foi por causa de um post publicado no dia 27 de outubro. O que mais incomodou essa estudante profissional, suponho, foi esse trecho: “Quero dizer para Natane e para quem ler este post, que uma forma segura de saber se uma pessoa é, ou não é, de esquerda, basta analisar sua gramática. Quando ela despreza o saber e a gramática, é bingo: trata-se de um esquerdista!” Vejam o e-mail que ela me mandou:

Como o senhor não tem argumentos suficientes que justifiquem o seu horror para com quaisquer manifestações pró-esquerda, apela para os erros gramaticais. Parabéns pela sua formação acadêmica. O senhor raramente comete erros. Quero que saibas o quão vergonhoso é o seu comportamento, se não compreendes agora, lhe dou a minha palavra que um dia compreenderás.

obs: com certeza devo ter te assustado com os meu erros de português, isso não me importa. Espero que tenha entendido com clareza o comentário.

Está óbvio que o comentário acima corrobora minha tese de que um esquerdista sempre terá uma gramática perturbada. Ela diz que eu não tenho argumentos suficientes para justificar meu “horror” pela esquerda. Além de não saberem conjugar verbos, usar pronomes e terem um arquivo léxico de um bebê de oito meses, os esquerdistas não sabem ler. Melhor: lêem e entendem tudo errado. Argumentos não faltam no referido post, minha rebelde juvenil, para justificar meu horror pela esquerda.

Ela me congratula pela minha “formação acadêmica”. Oh, moça! Não me dê parabéns por tão pouco. Diferente de muitos que têm títulos de mestrado e doutorado, que arrotam um saber e não produzem nada, eu só apenas um professor de história, formado pela UFPE, que tem o mau hábito de ler uma coisa aqui e outra ali. Não é muito. Não há motivos para elogios.

Ela diz que eu não cometo erros. É uma doidivanas. Erro, e erro muito. Peno, por exemplo, com as vírgulas, confessadamente, meu calo. Aqui e ali, cometo um erro ortográfico e uma gafe nas regências nominais e verbais. Também costumo me equivocar com as conjugações. Enfim, erros meus não faltam. No entanto, coro de vergonha quando os cometo, mas estudo para evitar repeti-los. Numa palavra: incomodo-me quando erro, não tenho orgulho disso. Vocês, ao contrário, quando desdenham a gramática, estão escondendo a ignorância sobre as mais comezinhas regras gramaticais.

Esse trecho é delicioso: Quero que saibas o quão vergonhoso é o seu comportamento, se não compreendes agora, lhe dou a minha palavra que um dia compreenderás.

A moça acha meu comportamento vergonhoso. Meu crime foi encontrar erros crassos na escrita de estudantes universitários, todos de esquerda. Talvez a moça ache que invadir e depredar um espaço público não seja vergonhoso. Quem sabe ela repute aos vândalos e arruaceiros de esquerda, a imagem de politizados e que estão tomando a história na mão. Vergonhoso, moça, é defender esses arruaceiros, consumidores de cannabis sativa e outros psicotrópicos.

Ela conclui: com certeza devo ter te assustado com os meu erros de português, isso não me importa. Espero que tenha entendido com clareza o comentário.

Eu não me assusto com os erros, apenas os aponto, quando os percebo. Já disse, não fico triste quando me corrigem, fico grato, embora envergonhado de ter cometido o erro. Você, por exemplo, usou o pronome lhe – que deve ser empregado em 3ª pessoa - e conjugou o verbo compreender na 2a pessoa. No fim, mudou para o te – usado na 2ª pessoa. Um verdadeiro samba do crioulo doido pronominal.

É bem possível que você tenha esquecido de pôr o s em “os meu erros”, mas como você é de esquerda, não seria nada absurdo você se servir da gramática do Lula, onde não existe o plural. Você diz que não se importa com os erros de português. É esse o meu ponto. Como boa esquerdista, você não se interessa em falar e em escrever corretamente. É justamente disso que falo no post.

21 dezembro, 2007

"Pelo tempo do Natal"

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Acima, o cenário. Abaixo, a história.

Deixo-vos em forma de versos, a triste história de uma menina que um dia, apaixonada, mirou os sobrados, as montanhas e as nuvens no céu de Vila Rica, pela última vez.

Como trilha sonora, o adágio do compositor italiano Benedetto Marcello, do século XVII.


ROMANCE IV OU DA DONZELA ASSASSINADA

“Sacudia o meu lencinho

para estendê-lo a secar.

Foi pelo mês de dezembro,

pelo tempo do Natal.

Tão Feliz que me sentia,

vendo as nuvenzinhas no ar,

vendo o sol e vendo as flores

nos arbustos do quintal,

tendo ao longe, na varanda,

um rosto para mirar.

“Ai de mim, que suspeitaram

que lhe estaria a acenar!

Sacudia o meu lencinho

para estendê-lo a secar.

Lencinho lavado em pranto,

Grosso de sonho e de sal,

De noites que não dormira,

Na minha alcova a pensar,

- porque o meu amor é pobre,

de condição desigual.

Era no mês de dezembro,

Pelo tempo do Natal.

Tinha o amor na minha frente,

Tinha a morte por detrás:

Desceu meu pai pela escada,

Feriu-me com seu punhal.

Prostrou-me a seus pés, de bruços,

Sem mais força para um ai!

Reclinei minha cabeça

Em bacia de coral.

Não vi mais as nuvenzinhas

Que pasciam pelo ar.

Ouvi minha mãe aos gritos

E meu pai a soluçar,

Entre escravos e vizinhos,

- e não soube nada mais.

Se voasse o meu lencinho,

Grosso de sonho e de sal,

E pousasse na varanda,

E começasse a contar

Que morri por culpa do ouro

- que era de ouro esse punhal

que me enterrou pelas costas

a dura mão de meu pai –

sabe Deus se choraria

quem o pudesse escutar,

- se voasse meu lencinho

e se pudesse falar,

como fala o periquito

e voa o pombo torcaz...

Reclinei minha cabeça

Em bacia de coral.

Já me esqueci do meu nome,

Por mais que o queira lembrar!

Foi pelo mês de dezembro,

Pelo tempo do Natal.

Tudo tão longe, tão longe,

Que não se pode encontrar.

Mas eu vagueio sozinha,

Pela sombra do quintal,

E penso no meu triste corpo,

Que não posso levantar,

E procuro meu lencinho,

Que não sei por onde está,

E relembro uma varanda

Que havia neste lugar...

Ai, minas de Vila Rica,

Santa Virgem do Pilar!

Dizem que eram minas de ouro...

- para mim, de rosalgar,

para mim, donzela morta

pelo orgulho de meu pai.

(Ai, pobre mão de loucura,

que mataste por amar!)

Reparai nesta ferida

Que me fez o seu punhal:

Gume de ouro, punho de ouro,

Ninguém o pode arrancar!

Há quanto tempo estou morta!

E continuo a penar.

Cecília Meireles, O Romanceiro da Inconfidência, página 50; 19ª impressão

20 dezembro, 2007

Imagem é tudo!


Nunca uma imagem valeu mais que mil palavras. A foto acima foi copiada do blog do Josias e saiu das lentes do repórter fotográfico Lula Marques.

Não é um beijo de confraternização. É a consumação da promiscuidade entre o PT e o PMDB. Esse não é o beijo da traição. É o ósculo dos ímpios! Dos proxenetas da res publica.

Chega! Preciso de um um saco para vomitar!

15 dezembro, 2007

Quem quer ir para Cuba?

Alexandre Belém/JC Imagem
Risco de deportação é cada vez maior. Depende da reação da sociedade!


Foi em julho de 2007. Eu e o Serjão tivemos, não um perrengue, mas uma percepção distinta sobre a deportação dos atletas cubanos que desertaram durante o Pan do Rio. Serjão enxergou no episódio uma ingenuidade dos atletas, eu, uma cafajestagem do governo. Numa coisa, contudo, nós concordamos: o paraíso comunista caribenho é tão idílico que todos, quando têm uma chance, tentam escapulir de lá.

Três músicos cubanos do grupo Los Galanes participaram, na minha saudosa Recife, de uma turnê de 6 dias, e quando o grupo em que eles tocavam se preparava para voltar para o conto de fadas socialista, mais conhecido como Cuba, não é que os três malucos abdicaram da justiça social da ilha caribenha para viverem no país mais desigual do planeta? Vai entender essa gente maluca!

Agora eu entendo porque nos países socialistas não há liberdade, nenhuma. Com liberdade, o povo submetido ao regime socialista já teria fugido há muito tempo. Conclusão: socialismo e liberdade, não combinam. Aos tolos e aos ingênuos que ainda sonham com um regime socialista, faço uma sugestão: ofereçam-se para trocar de lugar com os desertores cubanos. Podem abrir uma ONG que seria especializada em trocar o brasileiro bocó por um cubano que esteja doido para deixar a prisão, digo, a ilha de Fidel.

Bem, a Justiça Federal, da 5a região, em Recife, indeferiu o pedido de Habeas Corpus que o deputado Raul Jungman do PPS de Pernambuco fizera na última sexta-feira. Segundo o juiz de plantão, Gabriel Queiroz, os cubanos devem estar em situação irregular e, portanto, fora da lei. Os cubanos devem apresentar-se o mais rápido possível à Polícia Federal. Não é à toa que, segundo o advogado dos músicos, José Antônio Ferreira, os desertores estejam apavorados.

Será que a PF vai interrogá-los e descobrir que na verdade eles estão loucos para voltar? Será que eles serão deportados em menos de 72 horas? Será?

Para não me acusarem de reacionário, direitista, vendido, entreguista, fascista e etc. prestem atenção a mais um cubano que fugiu do paraíso caribenho e pediu asilo político aos Estados Unidos. Segundo o blog do Jamildo no JC on Line:

O apresentador de TV e comediante mais popular de Cuba, Carlos Otero, pediu asilo político aos Estados Unidos depois de conseguir entrar no país na semana passada pelo Canadá.

Em entrevista ao jornal americano de língua espanhola "El Nuevo Herald", Otero contou que "se sentia muito feliz porque há muito tempo planejava sair de Cuba".

"Não quero pedir mais permissão a ninguém para me expressar, me deslocar ao redor do mundo e fazer o que tenho vontade", disse o apresentador.

Otero tinha viajado para o Canadá com a família para supostamente organizar a gravação de seu programa de fim de ano que, pelo segundo ano consecutivo, seria realizado em Toronto.


"Na verdade, tratou-se de uma reunião para preparar minha deserção", confessou ele ao jornal.

"Passei dois meses esperando que me dessem permissão para viajar com meus dois filhos até que finalmente consegui", contou.

Censura

Otero ainda disse ao "El Nuevo Herald" que estava "cada vez mais difícil" trabalhar como comunicador em Cuba devido à "censura e à vigilância institucional".

Ele disse esperar que seus filhos possam crescer "com a oportunidade de estudar o que desejam, sem ter de concordar com o sistema onde vivem".

Sobre Cuba, o apresentador disse que o país "está parado no tempo" e que as pessoas estão à espera do que vai acontecer, com muita "incerteza sobre o futuro".

Otero, que vai se estabelecer em Miami com a família, disse ao jornal nesta quinta-feira que já havia recebido uma proposta de emprego no canal local AmericaTeVe.

Com 28 anos de carreira como apresentador e comediante, o cubano conduzia um dos programas dominicais de maior audiência no país: Carlos y Punto. A revista semanal era transmitida em horário nobre pelo canal Cubavisión.

Ainda segundo o "El Nuevo Herald", a notícia da deserção de Otero gerou uma "onda de reações" entre os cubanos, que comentavam com surpresa a decisão do ator.

PS: às 14:17, transcrevo um trecho interessante da entrevista do advogado José Antônio Ferreira à rádio Jornal de Recife, no Programa Geraldo Freire.

" Não é possível que novamente, depois de tantos anos, um novo Getúlio Vargas venha entregar uma Olga Benário às fantasias de um Hitler. É a mesma coisa. Um ditador, que Lula, com o lastro democrático que tem, com a profundidade democrática que tem, está caindo nessa fantasia de ser um líder na América Latina cometendo certos atos (sic)" (...) Ser líder da América Latina é bom. No entanto, não se pode fazer essas concessões a um ditador que teve seu momento histórico. Ocupou um grande espaço na história da América Latina, no entanto, envelheceu demais, pior: tornou-se senil"

Esse advogado não é bom. Raul Jungman, atentai, porque a julgar pela retórica desse advogado, os cubanos voltam ainda esta semana para a prisão caribenha.

14 dezembro, 2007

Com Paulo Freire, não dá!

No podcast, A Pedagogia dos Vencidos, digo, para espanto de alguns e indignação de muitos – houve quem, depois de ouvir o podcast, rasgasse as próprias vestes – que boa parte de nosso fracasso em leitura, ciências e matemática é culpa da pedagogia da estupidez que tem em Paulo Freire o seu Papa e em Rubem Alves e Tião Rocha, seus bispos. Claro, que na base da pirâmide estão pedagogos e professores, todos libertários e avessos aos conteúdos formais.

No dia que, à semelhança da Suíça no século XVI ou mesmo do império bizantino nos séculos VII a IX, fizermos um movimento iconoclasta contra essas figuras que são santificadas nos cursos de formação de professores, garanto: nossa educação dará um salto gigantesco de qualidade. O que é melhor, é que para isso, o custo é muito baixo, diria até que o custo é zero. As premissas são simples, mas, reconheço, difíceis.

Quem é professor ou pedagogo e já freqüentou aquelas aulas das disciplinas de Educação em qualquer universidade, sabe que do jeito que as coisas são ensinadas é um verdadeiro engodo. O aluno que está se preparando para ser professor percebe a falácia e entra no jogo do faz de conta. Somos chateados com um monte de teorias pedagógicas e psicológicas que não têm efeito prático algum. Se tivessem, desconfio, talvez estivéssemos em situação pior na educação.

Cursei, na UFPE, uma disciplina chamada Estrutura do Ensino. Quer disciplina mais estúpida para quem está se preparando para uma sala de aula? Que os pedagogos conheçam os dispositivos legais, os incisos e os parágrafos – duvido que todos saibam – vá lá, entende-se. Mas o professor? É ou não é perda de tempo?

Didática do Ensino foi outra disciplina cursada. A professora era gente boa, eu gostava dela. Até achei que tinha aprendido a matéria, mas quando comecei a dar aulas percebi que fui vítima de um embuste. As aulas de psicologia – Freud, Skinner, Piaget, Vygotsky – só servem para mim quando numa conversa com pedagogos e psicólogos eu me exibo citando suas idéias – o espantoso é que alguns desses interlocutores me olham como se tivessem conhecendo essas idéias pela primeira vez – no mais, para a realidade de sala de aula, não servem para nada.

No Correio Braziliense de ontem, saiu uma matéria que afirmava que os alunos do DF têm um dos melhores rendimentos do Brasil, em Matemática. Desconfiei, claro. A matéria falava de alunos do Colégio Militar de Brasília que na olimpíada de Matemática ficaram com os primeiros lugares.

Fazendo uma pesquisa rápida, constatamos que os excelentes resultados obtidos pelos alunos do colégio militar em diversas avaliações e concursos, devem-se a dois fatores básicos:

1 – alunos comprometidos com o saber. Nessas escolas, a média é formada por alunos esforçados e estudiosos, o que, claro, acarreta resultados satisfatórios.

2 – corpo docente avesso às esparrelas paulofreirianas e similares. Os professores não vêm com o papo de que querem libertar. O que eles querem, e os resultados comprovam a eficácia, é ensinar!

Muitos afirmam que a educação no Brasil só vai melhorar se os salários dos professores forem maiores. Será? Aqui no DF, os professores da rede pública têm um salário acima de média nacional – embora o custo de vida seja um assalto, ao menos no Plano – e o que ouvimos e constatamos por aí, é a indigência do saber da maioria dos alunos das escolas públicas do DF. (Há exceções, é claro!)

O primeiro passo para melhorar a educação no Brasil é enterrar Paulo Freire. Ou lembrá-lo como uma piada sem graça. Depois é acabar com essa idéia de que se não for pelo prazer, o aluno não aprende. Essa idéia torna os professores reféns, em sala de aula, sobretudos na rede particular. Se o professor não agrada – e agradar aqui é fazer a vontade de alguns, isto é, não ser exigente e cobrar os conteúdos de forma medíocre – logo ele é defenestrado da sala e do mercado, a não ser, claro, que se renda e participe do jogo.

Outra desgraça na nossa educação é o ECA, uma invenção petista, mais uma, que impede avanços em muitas áreas. O ECA, já disse, não protege a criança, o adolescente do bem. Esse estatuto só serve para proteger o meliante que não completou 18 anos. Querem uma prova? A menina de 15 anos estuprada no Pará – governo petista, claro – não teve o ECA para protegê-la.

Há muitos entulhos teórico-metodológicos e jurídicos que atravancam o desenvolvimento de nossa educação. Antes de aumentar os recursos – quase sempre roubados, como no Piauí e Maranhão, recentemente – é preciso demover Paulo Freire do altar, melhorar os cursos que formam os professores, exigir dos professores e dos alunos resultados e reavaliar o ECA, assim poderemos começar a pensar em melhorar a educação no Brasil.

13 dezembro, 2007

A morte da CPMF e a falácia do governo

Caiu a CPMF! O governo precisava de 49 votos, só obteve 45. Por ironia, o número do PSDB. Estou acordado até a esta hora porque acompanhei atentamente todo o debate. Ouvi senador canalha e paga pau fazer terrorismo barato, dizendo que sem a CPMF os pobres do Brasil iriam sofrer nas filas de hospitais e, de form geral, os programas sociais estariam ameaçados.
Costumo dizer que, entre a verdade e a mentira, um petista sempre optará pela segunda. 101% das coisas ditas e prometidas pelo governo não valem um centavo.

Agora, os senadores da base aliada que diziam que a oposição estava tirando dos pobres, recursos, ao enterrar a CPMF, defendem a DRU (Desvinculação das Recursos da União) que cotingencia os recursos - 20 % - de todos os impostos e contribuições arrecadados pelo governo. O que isso significa na prática? Que o governo impede que 20% das receitas sejam utilizadas nos programas sociais do governo. O que se pode concluir? Que esse papo de que, quem é contra a CPMF é contra os pobres e os programas sociais, que andou na boca do presidente Lula, de seus ministros e dos senadores da Base aliada, é uma falácia!

Acabou de ser proclamada a decisão sobre a DRU. 61 votos mantiveram-na. Pronto!

12 dezembro, 2007

Maria Cláudia! A justiça foi feita.

No dia 12 de novembro escrevi um post sobre o crime inominável que vitimou a jovem de 19 anos, Maria Cláudia Del' Isola. Talvez por conta do julgamento do casal de assassinos, Adriana de Jesus e Bernardino do Espírito Santo, que foram condenados nesta madrugada à pena máxima, procuras no google levaram algumas pessoas a descobrirem meu blog, através do post de 12 de novembro.

Leiam abaixo - segundo o depoimento da ex empregada Adriana de Jesus - o roteiro macabro de um crime cruel e frio e depois confiram o post do dia 12 de novembro e julguem vocês mesmos os meus argumentos.

O AVISO

‘‘Na sexta-feira (dia 3), o Bernardino me disse: ‘Vou f... com a p... branquela da Maria Cláudia’. Ele falou que ela tinha uns R$ 1 mil a R$ 2 mil guardados no armário e que eu tinha que ajudá-lo no crime. Eu não sabia daquele dinheiro. Como ele é faxineiro, sabia de tudo que estava acontecendo na casa, onde ficavam todas as chaves.’’


O CIÚME

‘‘Eu sabia que ele gostava dela. Achava que ele tinha que ter respeito com a dona da casa e comigo. Eu tinha raiva e ciúmes por ela ser rica e bonita. Sentia-me humilhada por ser pobre e feia.’’

A TRAMA

‘‘Na quinta-feira de manhã, ele (Bernardino) me acordou às 6h para eu fazer o café e arrumar a mesa. Contou que vinha cavando o buraco há uma semana e que guardava a terra no carrinho de mão, para ninguém desconfiar.’’

O ÓDIO

‘‘Logo que eu levantei, o Bernardino falou: ‘É hoje que vou f... com a p..., v..., loira burra da Maria Cláudia que tira uma onda. A partir de hoje, ela não vai mais tirar onda. Você vai me ajudar a segurá-la enquanto eu f... e depois estupro.’’’

A ARMADILHA


‘‘Os pais dela (Maria Cláudia) saíram às 7h. Ela acordou às 8h e tomou o café. Quando ia pegar o carro, o Bernardino a chamou para uma conversa, no jardim, perto da piscina. Ele já tinha colocado uma sacola plástica sobre o freezer.’’

O BOTE

‘‘Eu segurava a fita crepe e uma corda. Ela falou para mim: ‘Dri (assim a vítima chamava a empregada), não faz isso não, pois ele (Bernardino) vai te prejudicar e a polícia vai te pegar.’ Aí eu coloquei a fita crepe na boca dela. Depois, amarramos as mãos delas, pra frente.’’

O ESTUPRO


‘‘A gente jogou a Maria Cláudia de barriga para cima. Tiramos a blusa, o sutiã e a calcinha dela. O Bernardino baixou as calças e eu segurei as pernas dela para ele fazer aquelas coisas. Depois, a gente colocou ela de costas. Ele fez aquelas coisas com ela de novo.’’

O HORROR


‘‘A Maria Cláudia chorava muito. Ela se debatia. Eu só xinguei ela uma vez, de branquela. Aí, o Bernardino deu um soco na cara dela e depois um chute nas costelas dela. Ela ficou desacordada. O Bernardino pegou a peixeira, que ele guardava no quarto e tinha o maior apego. Ele começou a cortar o rosto dela. Acertou o olho. Depois, cortou o peito e as pernas. Quando ele cortava, espirrava sangue.’’

O GOLPE FINAL


‘‘Eu bati no rosto dela e gritei: ‘Maria Cláudia, acorda!’ Acho que estava morta. O Bernardino pegou o saco plástico e pôs na cabeça dela. Depois, enrolou a corda no pescoço. Disse que era para o corpo não feder.’’

A COVA


‘‘O Bernardino pegou o corpo e arrastou até o buraco. Eu só empurrei o freezer, que estava na frente da porta. Atrás, estava o buraco. Ele colocou ela lá e depois jogou a terra, que estava no carrinho de mão.’’

A FRIEZA


‘‘O Bernardino disse que ia terminar o serviço sozinho. Ele mesmo limpou o chão. Pegou as roupas da Maria Cláudia e colocou no saco, depois levou tudo para fora e colocou no lixo da rua. Quando os pais dela chegaram (por volta das 12h30), ele foi na cozinha e falou que eu não deveria contar nada, porque eu tinha participado. Fiquei calada. Os patrões só sentiram falta da menina lá pelas 14h. Aí foram para a delegacia.’’

A DROGA


‘‘O Bernardino fumava maconha. No dia do crime, ele tinha ficado muito agressivo. Estava com os olhos vermelhos e suava muito. Fedia a maconha. Depois (do crime), começou a me tratar com ignorância. Como já tinha apanhado dele antes, resolvi ficar quieta.’’

A FUGA


‘‘O Bernardino saiu de casa no domingo de manhã. Disse que ia passear no Guará. Eu não falei nada do que tinha acontecido porque fiquei com medo da reação do Júnior (assim ela também chama Bernardino) porque estava com medo dele e da polícia. Ele disse pra mim: ‘Se falar, vai dançar sozinha’.’’

Aqui a fonte da informação.


Que paguem pelos crimes!

11 dezembro, 2007

Se você acredita na esquerda, você é um tolo!

Existem certas profissões em que dizer a verdade não é só desejável, mas uma obrigação. Claro que não falo dos políticos. Uma dessas profissões é a de professor. O aluno, em qualquer idade, tende a acreditar no que lhe dizem os professores e se o tal "educador" - como gostava de dizer o picareta do Paulo Freire - for do tipo bonzinho, que faz palhaçada, aí o aluno costuma misturar a simpatia pelo lente com a crença cega no que ele ensina. Não existe mal maior à educação de um jovem que ensinar-lhe mentiras.

A mentira que se conta nas salas de aula ou se divulga pela internet tem duas origens: má fé ou ignorância. A primeira, diz respeito à militância ideológica. Eles não querem apurar a verdade, antes, querem, à moda de Goebbels, insistir tanto numa mentira que com o tempo ela se torne uma verdade. A segunda, é fruto da ingenuidade e da preguiça. Muitos recebem uma notícia, uma informação e, ao invés de checá-la, sobretudo se é esquisita, decidem divulgá-la assim mesmo, reproduzindo a mentira e ajudando a súcia nos objetivos nefastos da deturpação da verdade. Os exemplos são vários. Citarei alguns:

1 - Guerra do Paraguai.

Na posse da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, a moça já começou dizendo uma bobagem que evidencia a sua ignorância ou a sua má fé. Disse a presidente que o Brasil, a Argentina e o Uruguai deveriam pedir desculpas ao Paraguai pela Guerra de 1864 a 1870. Quem foi meu aluno - privilégios de poucos, sei (hehehehhe) - aprendeu que nesse conflito não teve coitadinho. Antes, foi o ditador paraguaio Francisco Solano Lopez que acirrou os ânimos numa região que historicamente era conturbada. Quem apreendeu o navio marquês de Olinda no rio Paraguai? Quem invadiu a província do Mato Grosso? Quem invadiu a província de Corrientes e Uruguaiana? "Chico" Solano Lopez, claro! Mas a maior falsificação histórica ainda não veio.

Ainda hoje, em 2007, tem professor de história que chega numa sala de aula e diz que o imperialismo inglês foi o responsável pela Guerra do Paraguai. Meu Deus, quanto atraso! Desde a década de 80, um estudo do diplomata Francisco Doratioto comprovou que essa tese é uma falácia promovida pela esquerdofrenia e propagada por professores preguiçosos que não lêem e que foram formados no esquerdismo bocó. Na verdade, a guerra envolveu conflitos geopolíticos na região do Prata, e a Inglaterra, na época, estava de relações cortadas com o Brasil - ver Questão Christie - as relações só foram retomadas em maio de 1865, cinco meses depois do início do conflito. Documentos comprovam que o embaixador inglês tentou dissuadir o ditador paraguaio, tudo em vão, como se sabe.

Em alguns livros didáticos, meros panfletos do esqerdismo bocó, ainda vêm afirmação que o Paraguai na época era uma potência econômica, bem educada e que não dependia da Inglaterra. Nada mais falso. Documentos analisados por esse diplomata, derriba essa versão simplista. A Revista Nossa História, infelizmente extinta, trouxe uma matéria de capa sobre o conflito na edição de novembro de 2004. O livro História do Brasil no contexto da história ocidental, de Luiz Koshiba e Denise Mnazi Frayze Pereira, no capitulo 31, página 304, faz uma abordagem muito coerente, é só conferir. Destaco o texto da página 314.

As mudanças ortográficas:

Este ano recebi por e-mail uma mensagem, cujo conteúdo você pode conferir aqui. Desconfiei na hora! O que eu fiz? Fui à internet, na página do JN, no dia 8 de maio e vi que a informação inteira era mentirosa. Mas o que acontece? As pessoas lêem, têm preguiça de checar e acabam reproduzindo a mentira, que de tando ser repetida, vira uma verdade.

A Amazônia nos livros de geografia nos Estados Unidos

Essa é outra falácia repetida à exaustão. Também por e-mail recebi umas dez mensagens que denunciavam um tal livro chamado Uma Introdução à Geografia, com ampla aceitação nas escolas americanas, Junior High School, escrito por um tal de David Norman. A denúncia destaca a página 76 do suposto livro onde se lê que a Amazônia é uma área de reserva internacional. O discurso, é claro, é panfletário e antiamericano. O livro existe? Não. Claro que é um mentira e aqui você confere mais essa falácia.

"Esqueçam o que eu escrevi"

Talvez seja a mentira mais próspera da máquina petista de demolir reputações e espalhar inverdades. Nunca, mas nunca mesmo, o ex presidente Fernando Henrique escreveu ou disse tal asneira. Por que asneira? Porque seria uma tremenda contradição. FHC, no seu governo, foi coerente com o que sempre defendeu em seus trabalhos acadêmicos. Sempre que um sociólogo, professor ou jornalista, todos petralhas, pretendem ser irônicos ou engraçados, vêm com a tal: "esqueçam o que eu escrevi". O que espanta é que muitos que reproduzem essa frase não fazem de má fé, mas por ignorância mesmo.

Esses 4 exemplos que dei têm algo em comum: nascem nas fileiras esquedocínicas, contaminam gente de bem, mas que não checam as informações e, na ponta, chega ao pobre do aluno indefeso que tende a acreditar no que fala o seu professor. Infelizmente, nem todos os alunos tem um Zé Paulo como antídoto contra as mentiras criadas pela esquerdopatia e divulgada pela militância obediente ou indolente.

09 dezembro, 2007

Minha solução para a CPMF

Há pouco senti o thauma, aquele espanto de que falava Aristóteles quando a ignorância dava lugar ao conhecimento a partir de uma descoberta. Descobri absolutamente por acaso, um site com artigos de Roberto Campos, o famoso Bob Fields das esquerda bocó ou neobobos como Campos gostava de se referir a esses Manés cheios de boas itenções e péssimas idéias. Poucos me lêem, mas a qualidade de meus leitores me é um alento e, também por isso, sinto-me no dever de compartilhar com vocês esses artigos que para mim, pelo menos, serão muito úteis.

E já que o assunto político da semana que se inicia é a aprovação ou não da CPMF pelo Senado - parece que os governadores do PSDB com o pires na mão têm constrangido os senadores da oposição a reabrirem negociação com o governo - reproduzo um trecho esclarecedor de um artigo de Roberto Campos de 18 de maio de 1997. Há pouco mais de dez anos, portanto. Leiam. Volto depois.

Os médicos, diz o ditado, têm uma vantagem sobre os economistas: podem enterrar seus próprios erros. No caso, entretanto, a vantagem do médico Adib Jatene, ex-ministro da Saúde, é de natureza lógica e argumentativa. Quando lutou tenazmente pela implantação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) para financiamento emergencial da saúde, economistas e fiscalistas de alto coturno abundaram em previsões catastróficas.

Com certo grau de "Schadenfreud", Jatene, em artigo de 7/3 no jornal "O Estado de S.Paulo", vinga-se passando um merecido pito nos economistas pelo seu infundado catastrofismo. Alegavam eles que, pelo efeito em cascata, a CPMF aceleraria a inflação (o contrário aconteceu, pois a inflação declinou); que não geraria a receita esperada, pois com a estabilização monetária baixaria o volume de transações (a receita está superando em 10% as previsões federais); que haveria maciça deserção da clientela bancária (os serviços bancários se expandiram); que haveria fugas maciças de capitais nas Bolsas de Valores (as bolsas continuam sendo os investimentos mais rentáveis).

Minha posição no assunto sempre foi clara. Considero que, em tese, o Imposto Sobre Transações Financeiras é o mais moderno e econômico instrumento de arrecadação. Só se tornou utilizável em larga escala com o advento da informática bancária. É essencialmente uma criatura da era eletrônica. Ao invés de se tributar os subconjuntos - renda, serviços e circulação de mercadorias -, tributa-se a síntese deles, isto é, a transação financeira, que nas economias modernas é a súmula de todas as trocas.

(...)

Não tenho o menor respeito pela sabedoria convencional que entroniza como indispensáveis os impostos clássicos, tais que o imposto sobre a renda e o imposto sobre o valor adicionado na circulação de mercadorias. São ambos insuportavelmente obsoletos. Ensejam a criação de classes parasitárias como a dos fiscais e tributaristas, que não tiram seu lucro da atividade produtiva e sim da "exploração da complexidade". Todos os impostos declaratórios (sobre a renda, consumo ou serviços) envolvem uma dupla burocracia: a do contribuinte e a do controlador. Quanto mais complicado o imposto, mais lucram as classes parasitárias. No Brasil, atingimos o máximo de desperdício com cinco máquinas fiscais justapostas: a municipal, a estadual, a federal, a trabalhista e a previdenciária.

O imposto bom não é o "imposto velho" nem o "imposto clássico". O imposto bom é o insonegável e de cobrança automatizada. Qualquer imposto sonegável é socialmente injusto. E se a cobrança depende de documentos declaratórios torna-se um desperdício. A automaticidade e insonegabilidade são precisamente as características do chamado Imposto Único sobre Transações Financeiras, que não encontrou apoio nem no governo nem no Congresso. A íntegra do artigo você lê aqui.

Lendo o artigo uma idéia me acudiu à cabeça: por que não aprovar a CPMF, até com uma alíquota maior, consinto, desde que se elimine o imposto de renda, o que acham?

O Estado teria uma forma eficiente de arrecadação, inclusive porque os impostos sobre transações financeiras são insonegáveis e acaba com um imposto cruel que penaliza com 27,5 % tanto os que ganham 27 mil reais por ano quanto os que ganham 100 mil. Pronto! Já tenho meu poder de barganha com o governo: CPMF permanente, com alíquota maior e em troca o fim do imposto de renda.





07 dezembro, 2007

Greensleeves

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Pronto! Encontrei meu Joaquim Silvério!

Eu tenho muitos defeitos, muitos. Orgulho-me, contudo, de não ter dois: não sou falso nem desleal. Quem me conhece sabe que não tenho duas, três, quatro coversas, dependendo de quem seja o interlocutor. Também não jogo sujo. Quem recebe minhas caneladas pode não gostar, mas sabe que sou eu a chutá-lo. O pior, é receber caneladas e a pessoa fingir que não as deu.

De todos os defeitos que tenho o que mais me envergonha é o de ser ingênuo. Preciso reler Maquiavel!



Romance XXXIV ou de Joaquim Silvério

Melhor negócio que Judas,

fazes tu, Joaquim Silvério:

que ele traiu Jesus Cristo,

tu trais um simples alferes.

Recebeu trinta dinheiros.

Tu muitas coisas pedes:

pensão para toda a vida,

perdão para quanto deves,

comenda para o pescoço

honras, glórias, privilégios.

E andas tão bem na cobrança

Que quase tudo recebes!

Melhor negócio que Judas,

Fazes tu, Joaquim Silvério!

Pois ele encontra remorso,

coisa que não te acomete.

Ele topa uma figueira

Tu calmamente envelheces,

orgulhoso e impenitente,

com teus sombrios mistérios.

(Pelos caminhos do mundo,

nenhum destino se perde:

há os grandes sonhos dos homens,

e a surda força dos vermes)

Cecília Meireles; O Romanceiro da Inconfidência; pág 134;19ª impressão

Dedico à todos que já encontraram o seu Joaquim Silvério.


Acima, uma música que o esnips diz ser de Mozart, não sei. É bonita e traduz meu espírito, hoje.

PS: descobri que a canção Greensleeves é uma canção de Ano Novo e a letra está na obra "Novos Cantos de Natal" de 1642, existente na Biblioteca de Bodleian.

Aqui você ouve a canção com a letra. É muito bonita mesmo.

06 dezembro, 2007

A pedagogia dos vencidos

No começo, pretendia fazer um podcast por semana, sempre aos sábados, mas pela força das circunstâncias, não tive como executar esse plano. O segundo podcast tem um potencial ainda mais explosivo que o primeiro - explosivo para os petralhinhas, claro - quem quiser ouvi-lo, basta clicar aqui.

Nesse podcast trato da obra nefasta da pedagogia de Paulo Freire que - no meu juízo - tem uma grande parcela de culpa no pífio rendimento de nossos alunos em exames internacionais. E porque nossos alunos sempre estão entre os últimos, chamei a pedagogia de Paulo Freire de Pedagogia dos vencidos.

03 dezembro, 2007

As coisas no seu devido lugar.


A imagem que ilustra o post se auto-explicaria não fossem nossos jovens doutrinados pelo pensamento canhestro de que criminoso de esquerda é, na verdade, um herói revolucionário. Se a verdade fosse mostrada - não falo aqui de versões ou interpretações, mas de fatos reconhecidos por todos os envolvidos, registrados em diários e tudo mais - os alunos entenderiam que o "porco fedorento" do Che Guevara não passou de uma assassino vil e sanguinário que em cartas a uma de suas mulheres escreveu que "estava sedento de sangue" à época da Revolução Cubana. Este homem torpe, tido como símbolo de uma junvetude, muitos nem mais tão jovens, inconformada e progressista, que só quer o bem de todos, foi o mesmo que mandou matar um adolescente de 15 anos por ter pichado dizeres contra a Revolução em Cuba e, fez isso, de modo particularmente cruel: diante dos apelos de uma mãe desesperada para que soltassem seu filho preso, el comandante determinou que o matassem logo para abreviar o sofrimento da mãe.

Estes dois exemplos são "fichinhas" diante de tantos outros, como a criação de um campo de concentração em Cuba, para punir e matar dissidentes. Mesmo assim, este facínora foi entronizado, chegando a ser comparado a Jesus Cristo, uma blasfêmia! A melhor comparação é a que está na ilustração acima. Che Guevara, pelas idéias totalitárias, pela morte de tanta gente, pelo prazer da violência, está muito mais próximo a Hitler. Se, com justificada razão, há motivos para termos ojeriza a Hitler, por que não a termos a "Che"? Por que ele é de esquerda? Ora, meus ingênuos. Quem mais produziu uma montanha de cádaveres ao longo da História foram justamente os líderes de esquerda, como lembrou o Reinaldo, desde Robespierre, passando por Lênin, Trótsky, Stálin, Mao, Pol Pot e outros.