11 novembro, 2006

"Nunca Nestepaiz" se investiu tão pouco em educação!

Essa não dá para não postar. O governo do povo, dos desassistidos, dos oprimidos, foi constrangido nesse fim de semana a reconhecer mais uma lambança: Nosso IDH (índice de desenvolvimento humano) caiu, mas ainda estamos na frente do Haiti.

Lula, o guia de cegos, adora comparar os números de seu governo com os do governo Fernando Henrique, pois saibam que em educação o governo do povo investiu menos, segundo o IBGE e os dados do PNAD, menos, repito, do que FHC. O percentual de investimento do governo em educação na Era Lula foi de 1,63 % do PIB, nos anos FHC foi de 1,73%. Em ambos os casos, ressalve-se, um país que destina menos de 2% do PIB para a educação se auto-explica.

Eu votei no Cristovam Buarque pois acredito na proposta de que a mudança passa, embora não se conclua, pela educação. O senador e o seu partido me decepcionaram quando de forma nada corajosa, pensando mais no umbigo do que na história, optaram pela neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais. É óbvio que a neutralidade na prática significou o apoio ao Genial Guia dos Cegos, aquele que não vê nada. Tudo isso, agora, pouco importa. O povo, uma vez mais, optou pelas trevas!

A mesma pesquisa em que esses números foram exibidos, elogiou o Programa Bolsa Família, informando que foi um excelente programa de transferência de renda; saibam meu amigos, que se gastou mais em Bolsa Família do que em educação. Afinal de contas, como ensinou JK em seu Plano de Metas: Entre construir Rodovias, Indústrias automobilísticas, uma nova cidade e investir em educação para melhorar a escola, todos sabem da opção feita pelo presidente mais festejado da história desse país.

Se um médico, como foi JK, um sociólogo respeitado, como é Fernando Henrique Cardoso não tiveram assim tanto interesse pela educação, porque um presidente que mal sabe usar o plural, que nunca leu um livro com mais de 10 páginas na vida e que declara com uma certa jactância (os petralhas têm que ir ao dicionário) de não ter estudado e mesmo assim ter chegado à presidência, porque investiria em educação? Ele aprendeu, como a maioria dos alunos de hoje, que a escola e o sistema educacional são um engodo. Que o que conta não é o saber, ou mesmo saber alguma coisa, mas dar a impressão de que se sabe algo, fingir mesmo, exibir um saber aparente, superficial. Assim, na país do fingimento, todos escamoteiam.

Um comentário:

SSRJ disse...

Eis uma constatação triste e assustadora !!!

A educação é o alicerce para q o ser humano possa se tornar livre.

Atravez dela, desenvolvemos nossa personalidade, interpretação do q nos rodeia e criamos nossa linha de conduta para caminharmos com dignidade e retidão nos caminhos da vida.

Mas é de pouco interesse aos q detêm o poder, pq se torna muito difícil manipular uma população culta.