15 novembro, 2006

Esquerda em estado puro.

Qual a diferença prática entre direita e esquerda? Norbeto Bobbio, de quem a maioria dos petistas quando muito só ouviu falar vagamente, fez uma distinção que se tornou lugar comum, vai sem aspas mas o sentido é respeitado: os direitistas acham as desigualdades sociais naturais, já os esquerdistas combatem as desigualdades buscando um mundo sem diferenças. No campo teórico essa é apenas mais uma falácia da esquerda. Desde os jacobinos da Revolução Francesa o que a esquerda faz com mais competência é eliminar adversários. Só nessa revolução cerca de trinta mil cabeças rolaram na guilhotina, muito pouco comparado às mortes dos líderes revolucionários que queriam um mundo melhor e lutavam pelo povo: Stálin 20 milhões de mortos, por baixo; Mao Tsé Tung mais de 60 milhões. Para a esquerda, matar pela causa é um imperativo ético.

Além da ética do assassínio, a esquerda tem a ética da corrupção. O velho maniqueísmo ensinado pelos meus professores esquerdofrênicos de que a esquerda é o bem supremo e a direita a encarnação do mal é mais uma picaretagem esquerdista. Em matéria de roubo, imoralidade e mau caratismo a esquerda é muito pior porque exibe, como os fariseus da época de Cristo, o exterior limpo e caiado, mas exalam um odor fétido por dentro, em suma: a esquerda é o sepulcro caiado das ideologias políticas.

Emir Sader que adora imputar aos outros crimes que ele mesmo comete e que detesta a lei quando ela o pune, deu um exemplo de como age um típico esquerdista. Está no blog do Reinaldo Azevedo um perrengue entre Emir Sader, César Benjamin e uma tal de Ivana que é namorada de Sader. Acessem o blog do Reinaldo e vocês conhecerão em detalhes a história sórdida, aqui vou dar apenas um aperitivo, o endereço do blog é: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/

Numa ação movida na justiça, a namorada de Sader, Ivana Jinkings, processa César Benjamin que concorreu a vice-presidente na chapa do P-SOL com Heloísa Helena por calúnia e difamação. O motivo da ação é em síntese o seguinte: Um livro sobre o governo Lula seria publicado pela editora Contraponto do César Benjamin, contudo uma licitação fraudulenta determinou a vitória de uma outra editora, a Boitempo, que é de Ivana, a namorada de Sader, que tirou a coordenação do projeto das mãos de César Benjamin. Eis a esquerda em estado natural. Calma, meus amigos, o melhor vem agora: se o livro tivesse sido feito pela Contraponto custaria 10 mil reais, mas na armação movida por Sader e Ivana, o livro passou a custar 30 mil reais, a diferença vocês deduzam para onde vai.

Eis os esquerdistas em estado puro: culpam os outros de crimes que eles mesmos cometem. Arvoram-se com o monopólio da ética e da moral. Quando erram, roubam e matam, justificam que fizeram isso por uma boa causa, por exemplo: pelo paraíso na terra. A história da esquerda é também a história da eliminação dos antigos companheiros. Robespierre mandou executar Danton e Hebert, Stálin mandou executar aliados próximos, sem esquecer é claro seu antigo companheiro de revolução, Leon Tróstsky. Mentir, matar e roubar, eis os pilares sobre os quais se sustenta a esquerda no mundo.

Um comentário:

Luís Ricardo disse...

Não acho a definição com que você começa o post tão errada assim. Ela só está um pouco tendenciosa para mostrar os direitistas como estranhamente conformados e os esquerdistas como idealistas.
Eu rasparia esse verniz ideológico e diria que "os direitistas consideram as diferenças socias uma conseqüência das diferenças individuais, enquanto os esquerdistas não se conformam com tais diferenças, desejando mecanismo sociais de compensação". Em outras palavras, os direitistas são os que acreditam em "seleção natural", enquanto os esquerdistas querem dar um jeitinho.
A esquerda bandida que você menciona é uma manifestação particular da esquerda: a que chega ao poder. A esquerda, por formação ideológica, acredita-se, sempre, oprimida. Quando a gangorra se inverte, ela assume o papel de "vingadora da história", e depois passa a lutar sem pudores contra a possibilidade da gangorra mudar de novo, já que interiorizou a idéia da opressão e da vingança. Nessa luta, a forma utilizada varia de acordo com o poder disponível: o militar (caso de Stálin, de Fidel Castro) o econômico (a fórmula do PT) ou ambos (Hugo Chaves).
O mesmo expediente foi utilizado pela Igreja Católica quando deixou as catacumbas e chegou ao poder, perseguindo todos os seus inimigos e estabelecendo dogmas e alianças que garantiriam o poder secular. E eles nunca tinham ouvido falar em Marx ou Robespierre...