19 novembro, 2006

É a educação estúpido!

O Dia 20 de Novembro está chegando e o Movimento Negro se agita nessa data. Some-se a isso a decisão do governo do povo, do presidente “Burla”, de promover com afinco a idéia de que somos racistas e a de que os negros são vítimas de um sistema de opressão que os discrimina por serem... negros.

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE apresenta dados que vistos por cima, sem acuidade ou mesmo relativismo, reforça a tese de que somos uma nação racista. O governo do GDF promoverá no dia 20 de novembro, amanhã, um evento onde se discutirá a “promoção da igualdade racial” no Brasil. Quantos brancos foram chamados? Não sei, mas os nomes citados no evento que “discutirão” o assunto são todos do Movimento Negro. Em tempo: Em 20 de novembro de 1694 o herói do Movimento Negro, Zumbi dos Palmares, foi morto pela ação do bandeirismo de contrato de Domingos Jorge Velho. Para o Movimento Negro, essa data é mais significativa que o 13 de maio que eles consideram uma data dos brancos. Aliás eles até deram um nome pomposo para o 20 de novembro. Dia da Consciência Negra.

O assunto central desse post é como os números desvirtuam e mesmo deturpam a realidade social no Brasil. Segundo a pesquisa do IBGE os negros e pardos pesquisados em 6 regiões metropolitanas receberam, em média, no mês de setembro R $ 660,45, e os brancos receberam no mês de setembro, em média, R $ 1292,19. As regiões metropolitanas pesquisadas foram Recife, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Os números que parecem indicar racismo revelam mais as desigualdades regionais. Os salários do nordeste são menores do que em São Paulo e do jeito que os números estão, parece que um branco pobre em São Paulo vive tão bem, em termos de salário, quanto um branco pobre em Recife. Além do mais, as diferenças nos números também provam outra realidade óbvia que os incautos não vêem: é na escolaridade que reside a verdadeira diferença de renda entre negros, pardos e brancos. A mesma pesquisa do IBGE revela que entre os brancos os anos de estudo em média, são de quase nove anos, já entre os negros e os pardos os anos de estudo, em média, são de pouco mais de 7 anos. No local de seu trabalho, um negro, um pardo, um branco, um amarelo, que executa a mesma função que você recebe menos? É evidente que não. Dizer que os negros são discriminados porque recebem menos não é só ignorância é vigarice.

Mas essa gente do governo “Burla” em conluio com o Movimento Negro está decidida a instituir o racismo no Brasil. A secretária especial para a promoção da igualdade racial Matilde Ribeiro diz que somos racistas sutis. O que ela quis dizer com isso? Que somos racistas, ma non troppo? Ela chega afirmar, e a repórter da Folha de São Paulo em Brasília concorda, que "Ninguém vai dizer que não contratou alguém porque era negro, até porque racismo é crime. A sutileza do racismo no Brasil dificulta identificar quem é o agente do racismo", disse. Segundo ela, é por isso que, mesmo quando se qualificam tanto quanto os brancos, os negros continuam em posições e com renda piores. Não foi isso que a pesquisa divulgada pelo IBGE revelou. Os números indicam que os que se consideram brancos têm em média mais tempo de estudo dos que se declaram negros ou pardos. A Secretária diz que é difícil identificar o racismo porque somos racistas sutis, sugiro a ela uma forma simples. Em qualquer lugar desse país escolha um branco e um negro que trabalhem na mesma empresa e executem a mesma função e constate se o branco recebe mais que o negro, se receber, é racismo, pronto, pode prender o dono da empresa.

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