18 novembro, 2006

As bandeiras



Amanhã não é apenas aniversário de seu Givaldo, padrinho de meu casamento, nem mesmo de Simone Araújo, minha colega de trabalho, professora de inglês em Recife, também é dia da bandeira nacional ou como diriam os mais saudosos, do pavilhão nacional.

O que pouca gente sabe é que essa bandeira que nos lembramos com mais frenquüência em copas do mundo ou em competições esportivas, não foi a primeira de nosso país. Ela, a bandeira atual, nasceu com a República em 1889 e naquela época tudo que lembrasse o império deveria ser rechaçado. Lembro que certa vez, era criança ainda, entrei numa briga teórica sobre aquela estrela solitária que fica no alto da circunferência. Meu opositor dizia tratar-se do estado do Pará e eu da altura dos meus 10 anos dizia tratar-se do Distrito Federal, e acreditem, seja porque meu opositor estivesse inseguro, seja porque eu tivesse uma fama exagerada de acertar sempre, todos acreditaram em mim. Eu estava errado. Crianças não devem mesmo ser levadas muito a sério.

Quando Castro Alves escreveu os mais belos versos de nossa língua na parte 6 de Navio Negreiro se referia a uma outra bandeira, a do império, criada por decreto em 1822 e desenhada por J.B. Debret, os versos? são esses:

Auriverde pendão de minha terra
que a brisa do Brasil beija e balança.

Quando o exército brasileiro avançava sobre as terras paraguaias na Guerra do Paraguai(1864-1870) ainda era a bandeira do império que os brasileiros defendiam. Assim como a atual, a bandeira do império também tinha as cores verde e amarela, cores da família Bragança, a qual pertencia D Pedro I e D Pedro II. A República manteve as cores, mas trocou os símbolos e para gravar na história a influência do positivismo que tanto animou nosso militares nas vésperas da República, pôs a seguinte divisa: Ordem e Progresso, um lema positivista.

Qual das duas é a mais bonita?

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