03 outubro, 2006

Parabéns Senador!

Sou eleitor de Cristovam Buarque. Muita gente em Brasilia, principalmente funcionários públicos, têm uma certa resistência ao seu nome. Muitos criticam suas idéias por considerá-las utópicas. Quando tiver mais tempo explico porque admiro e voto em Cristovam, por enquanto vou dizer uma coisa: O senador, a quem chamo de professor por hábito, foi o único dos presidenciáveis que gentilmente aceitou ser entrevistado por esse blog e por isso, sou grato a ele. Esse blog que tem 10 leitores é, do ponto de vista da influência que exerce, insignificante; mesmo assim, o espírito republicano do senador fez com que ele aquiscesse em conceder a entrevista. Vai abaixo um pequeno texto do Gilberto Dimenstein, publicado na Folha de São Paulo sobre a cadidatura de Cristovam Buarque:

A bela história de Cristovam

Cristovam Buarque teve menos de 3% dos votos válidos, o que deveria colocá-lo na condição de um inexpressivo candidato. Mas é um vencedor.

Venceu, inicialmente, porque foi o primeiro candidato presidencial em toda a história do Brasil a colocar a educação como a prioridade das prioridades. Durante toda a campanha, bateu na mesma tecla, apesar de saber que isso lhe faria parecer chato. Disse o que acreditava; e, diga-se, não é uma invenção de campanha, afinal ele sempre acreditou na educação como uma chave para o desenvolvimento nacional. Está na sua biografia ter sido um dos principais criadores de uma das melhores idéias sociais brasileiras, a bolsa-escola.

Venceu, também, porque ele está navegando em uma onda contemporânea, que, com a eleição, lhe deu visibilidade e o fez recuperar o desgaste de ter sido ministro de Lula, demitido por telefone. Numa campanha de poucas idéias, Cristovam se apresentou como defensor de um projeto não apenas viável mas indispensável para o país.

Com seus 3%, que significam cerca de 2,5 milhões de votos, ele apenas adiantou o que, mais cedo ou mais tarde, um presidente terá de fazer se quiser mesmo tirar o Brasil da indigência mental e da pobreza material. Ter idéias, e lutar, e ficar sozinho por elas talvez não renda votos. Mas dá uma bela história. Já é uma coisa neste país de gente com muitos votos, poucas idéias -- e quase nenhuma história.

2 comentários:

Pata disse...

Concordo contigo.

Também votei nele, mesmo sabendo que não teria chances.
Qualquer outro problema não será solucionado sem primeiro passar pela educação.

Aliás, ele também sabe que o projeto que defende, não é bem vindo, porque não há interesse real dos políticos em resolver a base dos problemas.

Quanto mais ignorância nesse Brasil melhor para eles manterem o cabresto.

O pior disso tudo é que todo o povo (com ou sem educação) acaba refén da maioria, devido ao nº expressivo de pessoas que não sabem votar. Infelizmente é e sempre será assim.

Enfim, ele chamou a atenção.
Tanto que os outros pegaram carona para propagandear como uma prioridade do seu futuro governo.
Cumprir...aí já é outra história.

inté +

andre wernner disse...

Concordo com a proposta do senador Cristovam Buarque. O brasil só mudará dessa mesmice pela educação. Formação de novos valores.
Dos que aí estão, não se poderá exigir grande coisa. Já deram o que podiam. E retiraram bem mais, é claro!

E por favor CostaJr., me inclua nesta sua lista de leitores, ok?
Você anda muito modesto...
Abs