19 outubro, 2006

Aos meus leitores petistas!

Leandro é um jovem que admiro! Rapaz decente, cristão, humano, que faz a caridade, sempre que pode, de postar em meu blog algum comentário. Aliás, ele e o professor Saulo, são em termos de comentários, meus principais leitores, ainda que os motivos que os levem a ler o meu blog talvez sejam: O que esse direitista está pensando agora ou qual terá sido a última sandice de Zé Paulo.

Assim como Leandro e tantos outros acreditam, um dia também acreditei no PT, confesso esse pecado meu Deus! oro para que jovens como ele e Saulo, pois só um milagre, uma estrada de Damasco mesmo, podem livrá-los desse mal, descubram a farsa que é o PT e Lula. Sugiro o livro Stálin, a corte do Czar Vermelho, esse posso emprestar, ou mesmo O Imbecil Coletivo de Olavo de Carvalho, os dois volumes por favor!

O debate político no Brasil é tão esquisito, esquisito porque os petistas só admitem uma versão, a deles! a dos outros é farsa, manipulação, é o mal. Se a Rede Globo fala bem do governo é isenta, se fala mal está conspirando, eis a lógica e a metafísica dos petistas. O dossiê fajuto não foi tentativa de golpe nas oposições, mas exigir o cumprimento da lei, seria um golpe da oposição! Quando em janeiro de 1999, o atual ministro Tarso Genro defendeu em artigo na Folha de São Paulo que FHC deveria renunciar, acabava de ser eleito em Primeiro Turno, para novas eleições, aquilo não era golpe, mas a oposição protocolar pedidos de investigação contra as tramóias do PT e de Lula nessa campanha, é golpe! Tergiversei demais...

Ser contra o PT, para os petistas, é ser de direita, como se ser de direita representasse o mal e ser de esquerda, o bem. Qualquer um que investigue, estude, pesquise, a quantidade de mortes provocadas pela direita e pela esquerda nos governos de todos as épocas, perceberá que a esquerda totalitária sempre teve uma atração pelo genocídio! Comparem os dois facínoras do século XX! Hitler e Stálin, vejam quem foi mais letal para a vida humana e para os Direitos Humanos. Não sou de direita, mas não vejo mal algum que alguém seja. O que sou é ANTI-PT e ANTI-LULA! Sou um liberal em política e economia, isso não me torna um direitista, mas se me tornasse, assumiria o rótulo com muito orgulho.

Leandro em seu comentário me adverte para tomar cuidados com expressões como "todos" e "nunca", concordo com ele, é mesmo perigoso usá-las, mas no caso do PT, que ele ainda sonha que pode se repurificar, como se algum dia o partido tivesse sido puro, (não Leandro, o PT é e sempre foi isso que todos vemos, ardiloso, mentiroso, corrupto e totalitário! É o único? infelizmente não, mas é de longe o que mais ameaça o que mais prezo: a liberdade, o Estado de Direito e a inteligência!)

Não se zanguem comigo, a incompetência da oposição facilitará a reeleição do apedeuta, e vocês, deverão estar felizes dia 30, com mais quatro anos de governo popular, de aparelhamento do Estado, de desculpas esfarrapadas... meu consolo é triste confesso, historicamente o segundo governo é sempre pior do que o primeiro. A nós, os derrotados, resta exigir o cumprimento da lei, será um bom exemplo, aliás, em homenagem ao meu amigo Saulo, vou postar a história de uma cidadão que preferiu a morte a descumprir a lei.

Um comentário:

Luís Ricardo disse...

Não sei se te chamo de Zá Paulo ou Costa Jr, mas vai lá:

Infelizmente, meu caro, o Brasil cultivou por anos essa coisa de "achar a esquerda linda". A esquerda foi o reduto da luta contra a ditadura, como se o problema fosse uma questão de visão econômica ou social. A luta contra a ditadura era uma luta pela liberdade de expressão e de escolha, era uma luta de todo cidadão decente, mas os cidadãos decentes deixaram a esquerda levar uns tapas na cara (porque eram mais fanáticos) e convencer os incautos que a solução contra o regime era o socialismo.
Toda a juventude pós-68 no Brasil cresceu endeusando artistas que só eram socialistas da boca pra fora (haja vista as contas bancárias e o patrimônio deles hoje). Ser de esquerda era chique (como cheirar cocaína nas festinhas e alimentar o império do tráfico), tão chique e superficial que se aplaudia o operário que virou presidente na Polônia (lutando contra o socialismo) e desejando o operário-presidente no Brasil (pregando o socialismo) e achando normal tanta incoerência! E ainda esqueciam que um operário polonês é bem mais culto que um operário brasileiro, já que lá ser ignorante não tem charme nenhum.

Agora colhemos os frutos dessa entronização da esquerda, tão forte que se prefere fechar os olhos à verdade que admitir tantos anos jogados fora.