10 agosto, 2006

Cristovam no JN

O candidato Cristovam teve os seus mais importantes minutos nessa campanha eleitoral, ontem, na entrevista ao Jornal Nacional. Duros nas perguntas, como devem ser, os jornalistas insunuaram logo de início se pelo fato do candidato ter perdido a reeleição de 1998 para o governo do DF não seria uma prova de que o eleitor o reprovara no governo. Cristovam nesse ponto foi certeiro: "Perdi porque não menti. Afirmei que não daria 28% de aumento ao funcionalismo, meu opositor disse que daria, cerca de 15 mil votos mudaram a favor dele, ele ganhou e não deu o aumento."

O casal de entrevistadores insistiu, dessa vez com sua demissão do ministério da Educação pelo presidente Lula, e nesse ponto, Cristovam poderia ter se saído melhor. Embora tenha dito que saiu porque incomodava o governo, seria mais didático e objetivo se dissesse que foi demitido porque para Lula a Educação não era prioridade. Se quisesse uma frase de efeito poderia ter dito:Eu queria acabar com o analfabetismo, Lula não, por isso fui demitido.

O candidato foi feliz quando usou uma comparação pertinente: "Por que em qualquer cidade desse país, rica ou pobre, uma agência do Banco do Brasil é sempre igual, assim como o salário de um funcionário desse banco é o mesmo, more ele em Brasília ou em Unaí, e nossas escolas são tão desiguais?" Uma frase perdida no ar foi marcante: "Se educação fosse realmente importante, se as pessoas valorizassem mesmo a educação, eu não estaria com 1% nas pesquisas." Se Cristovam ganhou votos? não sei, certamente ele não perdeu, até porque de onde ele perderia?

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