26 julho, 2006

Referendo para as cotas!

Cá estou eu novamente falando das cotas nas universidades públicas. Dessa vez tentarei expor algumas razões, baseadas em números, para que defendamos uma maior discussão sobre esse tema. Por isso defendo um referendo para o ano de 2006, explico porquê:

Em 2005 tivemos o referendo sobre a proibição da fabricação e da comercialização de armas de fogo e munição no Brasil. Pois bem, em agosto de 2003, cerca de 2 anos antes do referendo, 80% da população brasileira, segundo pesquisa Ibope, era a favor da proibição. O instituto Data Folha apurou em abril de 2005, que 82% dos paulistanos se disseram contra a fabricação e venda de armas de fogo no Brasil. Em agosto, ou seja, três meses antes do referendo, o mesmo instituto, dessa vez em pesquisa nacional, apurou que 80% dos brasileiros votariam SIM, proibindo a fabricação e o comércio de armas no Brasil. Aí começou a campanha na TV...

Com mais informação sobre o referendo e os riscos que ele representava para os direitos individuais e a segurança, o resultado oficial foi de 63,94% a favor do NÃO e 36,06% a favor do SIM.

Recorro a esses números para refultar a tese de que porque 65% dos brasileiros se dizem a favor da cotas nas universidades públicas, como noticiou a Folha em 23 de julho, as cotas são um desejo da sociedade brasileira. Dissecando os números da pesquisa feita pelo instituto Data Folha, percebe-se que da mesma forma que aconteceu com o estatuto do desarmamento, antes da campanha de TV explicar melhor o assunto, esse grupo é formado principalmente por gente desinformada que não sabe o impacto que essa medida, caso aprovada, terá. O próprio instituto confirma que apenas 46% dos entrevistados já ouviram falar do estatuto da (des) igualdade racial e desses, apenas 9% declararam conhecer bem o estatuto.

Analisando as resposta por nível de escolaridade, percebe-se o tamanho da desinformação. 71% dos entrevistados que têm apenas o nível fundamental de ensino se declaram a favor das cotas, mas 55% dos que têm nível superior são contra. A principio, quem tem mais informação sobre o assunto se coloca contra o projeto de reservas de 1/5 das vagas para negros e afrodescendentes nas universidades públicas. E por quê? Porque não resolve o problema do racismo, traz um risco para a academia no sentido de aprovar estudantes com deficiência de formação, além de infrigir a constituição que garante tratamento igual para todos os brasileiros.

A melhor política para o fim da desigualdade social e racial no Brasil é o investimento na educação básica, dando a todos os brasileiros a chance de disputar em condiçãoes de igualdade uma vaga na universidade, além é claro, de aumentar o número de vagas no ensino superior no Brasil, mas isso é outro assunto.

O professor de antropologia da UNB, José Jorge Carvalho, idealizador do sistema de cotas da UNB, utiliza a retórica esquerdista afirmando que a"a elite não quer perder o poder. A elite não quer concorrentes negros" A velha satanização da elite. A questão não é se o concorrente é negro ou branco, mas se eles serão admitos por méritos e não pela cor da pele.

Se houver maior discussão sobre esse assunto, um referendo mesmo, tenho certeza que como aconteceu com o referendo das armas, a opinião pública se colocará contra as cotas, pois enxergará nelas uma ameaça aos direitos fundamentais do cidadão.

4 comentários:

Anônimo disse...

Bom primeiramente, falando a respeito do referendo das armas, tava na cara que a maioria não queria a proibição, em todas as enquetes que eu via a maioria era (NÃO), porem ao entrar no site da globo, a enquete falava q era (SIM), mas como isso pode??? Aquela papagaiada na rede globo d televisão com aoteres fazendo comerciais a favor do (SIM), é brincadeira né!?!Mas pensando bem eles realmente não devem precisar, uma vez q moram em condominios luxossos chio de segurança, isso sem contar os guarda costas, e o resto da população???
____________________________________
;~)

Anônimo disse...

Agora falando das cotas, sou totalmente contra, acho que a pessoa q criou isso é muito racista(talvez inconcientemente).
Mas o objetivo hoje do país tinha q ser juntar as raças e não separa-las, e na minha opnião é o que acontece nas cotas.Também acho que faculdade é pra quem é bom e não pra quem é coitadinho, eles podiam sim melhorar as condições de ensino em escolas publicas, tabem sou a favor de um referendo sobre isso.
________________________________________
;~)

João Alexandre disse...

Não vou comentar sobre o referendo das armas, por não ser muito bem informado sobre o mesmo.
mas quanto às cotas para universidade, não posso deixar de dizer que é além de tudo, um insulto aos estudantes brasileiros, não só os brancos, não só os negros, mas a TODOS.
Para os negros porque além do governo dar uma educação precária, eles ainda praticamente insultam os negros, que por meio das cotas, estão dizendo que eles não tem capacidade para entrar na universidade!E pior ainda: muitos desses supostos 'negros' ACEITAM essa cota nojenta! e mesmo sendo apenas morenos ou até pior...eles se inscrevem!aumentando a popularidade da cota!
Para os brancos, porque é uma discriminação racial querendo ou não. Não existe uma desculpa para isso que possa ser aceita!
A única solução lógica, foi a já citada: Melhoramento nas escolas do ensino Fundamental e Médio,mas até o governo parar um pouco de roubar dinheiro dos outros e se tocar disso, acho que o país já estará em um caos maior ainda...

Nina Pedrosa disse...

É..cotas??
NÃÃÃÃOOO, de jeito nenhum..
nao concordo nem um pouco com elas..
acho que o que o governo brasileiro tem que fazer é colocar alguém na presidência que saiba o que está fazendo e melhore, nem que seja um pouco essa "coisa" nossa que são as escolas públicas. Melhorando as escolas acredito eu que ninguém certamente precisará de uma razão qualquer como a cor da sua pele para poder entrar numa universidade de renome e poder ser alguém na vida. A única razão que as pessoas têm que ter na cabeça é o estudo, a ralação e não a cor da pele como motivo.
Quer uma universidade??
Vai estuda e cria vergonha na cara para entrar em uma!