22 julho, 2006

Fidel e o Mercosul

Enquanto o Mercosul for tratado como um fórum político, onde os presidentes de cada um dos países que formam o bloco tentam chamar mais atenção do que o outro, teremos um bloco frágil e que não sairá do lugar.
Convidar Fidel Castro ( seria ele da esquerda democrática?), para participar de uma reunião do bloco, mostra bem o que se tornou o Mercosul. A declaração mais estapafúrdia não poderia deixar de ser de nosso presidente. disse ele mais ou menos assim: Não se pode discutir ideologia num encontro como esse, aqui se discute políticas de estado. (Ah como alguns livros fariam bem ao nosso presidente), é importante lembrar que um bloco econômico não é uma casa da mãe Joana, onde qualquer um, desde que queira, pode ingressar; é preciso cumprir alguns pré-requisitos, e um deles, são as liberdades democráticas. Se um governo democrático, que respeita as liberdades individuais, faz negócio, acordo, com países que não têm o mínimo dessas garantias, das duas uma: Ou não tem apreço pela democracia e espera uma chance de solapá-la em seu próprio país ou considera que a falta de democracia nesses países é problema deles, o que interessa é fazer negócio.

O Mercosul não é a UE, nem o Nafta, o Mercosul nem bloco econômico está sendo, é apenas um picadeiro, onde os palhaços fazem suas pantomimas para arrancar risos das crianças e lágrimas dos adultos.

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