"Quando a nau da pátria se acha combatida por ventos embravecidos; quando, pelo furor das ondas, ela ora se sobe às nuvens, ora se submerge nos abismos; quando, levada do furor dos euripos, feita o ludíbrio dos mares,ela ameaça naufrágio e morte, todo cidadão é marinheiro(...)"
Frei Caneca. 25 de dezembro de 1823.
Manuel Bandeira Morrer. Morrer de corpo e de alma. Completamente.
Morrer sem deixar o triste despojo da carne, A exangue máscara de cera, Cercada de flores, Que apodrecerão - felizes! - num dia, Banhada de lágrimas Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.
Morrer sem deixar porventura uma alma errante... A caminho do céu? Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?
Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra, A lembrança de uma sombra Em nenhum coração, em nenhum pensamento. Em nenhuma epiderme.
Morrer tão completamente Que um dia ao lerem o teu nome num papel Perguntem: "Quem foi?..."
Morrer mais completamente ainda, - Sem deixar sequer esse nome.
Este quarto de enfermo, tão deserto de tudo, pois nem livros eu já leio e a própria vida eu a deixei no meio como um romance que ficasse aberto...
que me importa este quarto, em que desperto como se despertasse em quarto alheio? Eu olho é o céu! imensamente perto, o céu que me descansa como um seio.
Pois só o céu é que está perto, sim, tão perto e tão amigo que parece um grande olhar azul pousando em mim.
A morte deveria ser assim: Um céu que pouco a pouco anoitecesse e a gente nem soubesse que era o fim.
Va', pensiero, sull'ali dorate. Va', ti posa sui clivi, sui coll, ove olezzano tepide e molli l'aure dolci del suolo natal!
Del Giordano le rive saluta, di Sionne le torri atterrate. O mia Patria, sì bella e perduta! O membranza sì cara e fatal! Arpa d'or dei fatidici vati, perché muta dal salice pendi? Le memorie del petto riaccendi, ci favella del tempo che fu! O simile di Solima ai fati, traggi un suono di crudo lamento; o t'ispiri il Signore un concento che ne infonda al patire virtù che ne infonda al patire virtù al patire virtù!
O presidente Lula sempre que pode se compara a Jesus Cristo. A última foi dizer que se Jesus fosse brasileiro chamaria Judas Iscariotes para uma conversa, um acordo, um acerto. A CNBB reagiu com certo exagero, afinal Lula só disse que para governar o Brasil é preciso contar com as crápulas.
Não vejo problema em nosso presidente comparar-se ao Cristo. Soube que ele anda até recebendo do alto mensagens diretas do próprio Salvador, como esta que vocês podem ler abaixo:
Lula discursava para dezenas de milhares de pessoas no Anhangabaú em São Paulo , quando, de repente, aparece Jesus Cristo baixando lentamente do céu. Quando chega ao lado de Lula, lhe diz algo ao ouvido. Então, Lula, dirigindo-se à multidão, diz:
- Atenção companheiros.....! O companheiro Jesus Cristo aqui e quer dizer algumas palavras para vocês.
Jesus pega o microfone e diz: - Povo brasileiro, este homem que tem barba como eu,não lhes deu pão, da mesma forma que eu fiz?
O povo responde: - Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim !
Não é verdade que, assim como eu multipliquei os pães e peixes para dar de comer a todos,este homem inventou o Fome Zero para que todos pudessem se alimentar.....?
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim ! - Respondeu o povão.
Não é verdade que ele assegurou tratamento médico e remédios para os pobres,assim como eu curei os enfermos....? O povo grita: - Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim ! Não foi traido por companheiros de partido,assim como eu fui traido por Judas....? O povo gritou ainda mais forte:
Estou em viagem pelo litoral do nordeste, afinal, um legítimo representante da açucarocracia pernambucana sempre que pode deve esbanjar suas posses. Além do mais, um herdeiro dos latifúndios da mata norte do estado de Pernambuco precisa mostrar o que o MST é: um grupo de bandidos e de mentirosos contumazes.
Abaixo, uma matéria sobre a histórica pesquisa que o Ibope fez nos assentamentos do Governo Federal. Leia com atenção, analise os gráficos acima descubra sozinho a farsa do MST.
Há quase 15 anos, fiz uma reportagem sobre o MST para a revista República e afirmei que o movimento havia se transformado no maior produtor de… IDEOLOGIA do país! Isto mesmo. O MST não produzia arroz, feijão, milho, batata ou soja. Produzia miséria e mistificação, mas resistência — ao capitalismo, bem entendido, e, portanto, à civilização. Uma década e meia depois, a realidade é rigorosamente a mesma, mas ampliada. O movimento se transformou no maior latifúndio improdutivo do país. E num poderoso multiplicador da pobreza.
Não se trata de chute, gosto ou discurso ideológico para confrontar a Teologia da Invasão. O que se tem é uma pesquisa feita pelo Ibope, encomendada pela Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária. Mais uma vez, a senadora Katia Abreu (DEM-TO), que preside a entidade, faz a coisa certa. Em vez de bater boca com mistificadores; em vez de contestar o coitadismo da violência, decidiu revelar a realidade em números. E eles são estarrecedores (Clique aqui com o botão direito e salve a pesquisa Ibope na íntegra ou Clique aqui e confira o resumo)
Nada menos de 37% dos assentados não produzem rigorosamente nada. Apenas 27,7% fazem o bastante para sustentar a família e vender algum excedente. Não conseguem o suficiente nem para as bocas da casa 10,7% dos assentados, e só 24,6% dão ao menos o que comer aos seus com o que extraem da terra. Isso faz com que 49% da renda dos assentados não tenha origem na terra, sendo necessárias as mais variadas formas de complementação: Bolsa Família, seguro-desemprego, trabalho assalariado fora da propriedade etc.
Tudo mais ou menos explicado quando se constata que apenas 15% dispõem de trator. Na MSTelândia, os instrumentos de trabalho predominantes ainda são a enxada, a pá e a foice. Os padres de invasão tentam enfiar um martelo ali, mas só conseguem multiplicar a pobreza sob o signo de sua cruz vilipendiada.
O descontrole do governo é tal, que, a rigor, boa parte das propriedades são ilegais: 46% compraram a terra de terceiros. Ou seja: o assentado original a vendeu - e é bem provável que alguns tenham voltado a se abrigar sob os plásticos pretos de Stedile.
Mas o governo zeloso, tão dedicado a repassar uma grana preta às entidades do MST, ao menos cuida do crédito, certo? Errado! Nada menos de 75% não têm financiamento do Pronaf; 21% têm e estão em dia, e 4%, em atraso.
E aquele estupendo trabalho de alfabetização do MST, naquela mistura ensandecida de Jesus Cristo com Mao-Tse Tung? Há trabalho infantil em 19% dos assentamentos, e 68% dos entrevistados — com mais de 18 anos sempre — são analfabetos. As condições sanitárias mostram o desastre do Brasil nesta área: 14% dos domicílios não têm banheiro ou qualquer instalação sanitária. Entre os outros 86%, 63% utilizam fossa rudimentar.
Paraíso da misériaEis aí a sociedade que estes monopolistas da bondade — Stedile e seus sacerdotes da Teologia da Invasão — estão construindo. A miséria dos assentamentos e a abjeção dos acampamentos é sua matéria-prima. Quando eu contestava, no passado, certo padre aqui em São Paulo que fazia dos miseráveis o seu porta-estandarte e das crianças que moram nas ruas o seu abominável “vinde a mim os pequeninos”, acusei-o de privatizar os pobres. É isto: Stedile precisa parar de privatizar a miséria rural, de transformá-la em poesia revolucionária. Sociologia e teologia bastardas se juntam para tentar tomar o lugar de políticas públicas.
É evidente que o modelo de reforma agrária é um desastre. Aliás, o seu fracasso é um enorme sucesso, não é mesmo? Ainda ontem, falando no Congresso, Guilherme Cassel, o patético ministro do Desenvolvimento Agrário, fez a defesa dos “movimentos sociais” — como se alguém estivesse contra eles. Não! O que se combate é esta formidável máquina de torrar dinheiro público e produzir pobreza em que se transformou a união de MST, Teologia da Invasão e governo federal. Criem vergonha na cara, senhores! Libertem os pobres!
E por que as coisas estão nesse pé? Porque à privatização da miséria comandada por Stedile correspondeu a terceirização da reforma agrária. O governo a entregou ao MST. É ele quem decide tudo — incluindo o uso dos recursos que deveriam servir de incentivo aos assentados. Esse controle se dá por meio de cooperativas e das tais entidades de fachada. Ocorre que o propósito do movimento é invadir e não consolidar a posse da terra e a produção. Explica-se: cada assentado é, potencialmente, um invasor a menos. Segundo as leis do MST, quem obtém a posse da terra está obrigado a continuar no movimento em benefício dos companheiros acampados. É um ciclo que se auto-alimenta; não tem fim. Quando falta mão-de-obra invasora, o MST vai buscá-la na periferia das cidades médias. Há sem-terra que nunca plantou um pé de couve. Não por falta de terra. É que não saberia distinguir a verdura de um pé de língua-de-vaca (é uma planta, leitor!).
Os oito mil assentamentos no Brasil ocupam 80,6 milhões de hectares. É terra para chuchu. Abrigam 875 mil famílias. Apenas 240 deles conseguiram alguma autonomia. E, atenção!, nem assim conseguem gerar a renda necessária para os assentados.
Mas Stefile, o PT e as esquerdas de modo geral não querem mexer no modelo. Os assentados são os seus miseráveis de estimação. E, em muitos casos, o seu ganha-pão. O pão que falta àqueles que ele pretendem “libertar”!
Aos meus alunos do ensino médio, especialmete os do 3° ano, aconselho que quando entrarem na universidade, em particular na Unb, evitem participar de ações truculentas e criminosas que os estudantes profissionais, que estão a serviço dos partidos mais do que da educação, lideram. Recomendo que, se querem mudar o mundo, estudem. Sejam os melhores na formação acadêmica que escolherem porque se não servir para mudar o mundo ao menos mudará a vida deles.
Vejam a última dessa vanguarda do atraso que vem se tornando a Universidade de Brasília.
A ocupação de alunos em quatro salas do ICC para transformá-las em centros acadêmicos vem causando transtornos na Universidade de Brasília. Um dos espaços foi ocupado na última quarta-feira, 23 de setembro. Os estudantes do curso de Serviço Social tomaram a sala BT-10, na ala Norte, usada para o ensino de Libras. Neste sábado, 26 de setembro, data em que se comemora o Dia Nacional do Surdo, cerca de 100 deficientes auditivos que estudam na UnB vão ficar sem aulas.
A sala equipada com aparelhos para vídeo-conferências e com captação de sinais de satélite para as aulas do Projeto Pró-Libras recebe duas turmas de surdos às quartas-feiras e nos finais de semana. O local virou espaço de convivência para os alunos de Serviço Social com sofás, frigobar, pôsteres e bandeiras. “O Instituto de Letras levou 10 anos para equipar essa sala. Jamais pensamos em ocupar o espaço de outras pessoas”, reclamou a professora Ana Adelina, do Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas. (íntegra aqui)
Não me espanta que essa invasão que desrespeita o direito dos alunos com deficiência auditiva de terem aulas numa sala adaptada às necessidades deles, tenha sido feita por esses militantes camuflados de estudantes do departamento de Serviço Social da Unb. Um departamento que tem Pedro Demo e Vicente Faleiros como professores e suas visões libertárias do mundo só poderia dar nisso.
Essa gente torpe que no discurso vive defendendo o direito das minorias e o respeito à diversidade provam com essa invasão que tudo isso é só discurso politicamente correto. Se suas demandas não são atendidas, não se costrangem de invadir uma sala de aula destinada a alunos surdos para, vejam só, fazer da sala o Centro Acadêmico do curso. Destaco um trecho:
O local virou espaço de convivência para os alunos de Serviço Social com sofás, frigobar, pôsteres e bandeiras
A Agência Unb, de onde veio a notícia, não entra em detalhes. No entanto, aposto o dedo mindinho que esses pôsteres, cartazes e bandeiras são todos de partidos de esquerda ou de assassinos que a ideologia bocó insiste em chamar de herói e revolucionário.
O que essa turminha de mafaldinhas e remelentos querem é um espaço para consumir seus psicotrópicos favoritos e promover suas festinhas animadas e bastante privadas, se é que me entendem.
Manuel Zelaya saúda apoiadores em frente è embaixada brasileira em Tegucigalpa. Foto: Reuters
A notícia pegou a todos de surpresa. O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, entrou clandestinamente no país e está sob a guarda da embaixada brasileira em Tegucigalpa, capital de Honduras. De lá, com o patrocínio explícito do governo brasileiro, insufla seus apoiadores a marcharem até a capital para uma manifestação a favor de seu retorno ao poder. Zelaya sabe que se a marcha acontecer - e vai, meus amigos, acreditem! - o confronto com o exército e as forças de segurança será inevitável.
Um banho de sangue! É isso que Zelaya, Chávez e o governo brasileiro estão a procurar Querem mortos para exibir. Querem mártires para a sua causa. Querem, como os terroristas do Hamas ou de Hezbolah, usar os civis inocentes como troféus. A prova está na declaração insultuosa que Zelaya deu dentro da embaixada do Brasil: "A partir de agora, ninguém voltará a nos tirar daqui. Por isso, nossa posição é pátria, restituição ou morte".
O presidente Micheletti, que foi eleito pelo congresso do país após a deposição de Zelaya, reagiu de forma polida, mas dura ao papelão do governo brasileiro. Lembrou ao governo do Brasil que Zelaya é uma fora da lei e que o Brasil tem a obrigação de entregá-lo à Justiça hondurenha. Micheletti lembra que ao dar abrigo a Zelaya e permitir que ele insufle a população contra o governo e as instituições hondurenhas, nosso país viola os acordos internacionais.
O protagonismo do Brasil nesse caso não é tão somente um vexame, digno de uma republiqueta de quinta categoria. É também uma violação à nossa Constituição que proíbe expressamente a interferência do Brasil nos assuntos de política interna de outros países. É também um desrespeito à vida humana. Lula, Celso Amorim e os bolivarianos terão que carregar em suas biografias as manchas de sangue que, assusta-me e envergonha-me afirmar - será derramado nas ruas de Tegucigalpa.
Nunca antes na história desse país tivemos uma diplomacia desse nível.
O leitor ou leitora que comentou no post abaixo foi bastante feliz nas palavras. Por isso, decidi transformar o seu comentário num post. Leiam o comentário.
"É muito difícil morar longe de casa. Tudo aqui é diferente. O que mais sinto falta é de peixe fresco e de tucupi".
É difícil morar longe de casa pra todos os estudantes. Chega desse argumento de que os índios e os negros são coitadinhos! Eles são seres humanos, e por serem, passam por problemas e são capazes de resolvê-los. E o branco que passou para uma universidade longe de casa por mérito próprio, ou seja, sem ser pelas cotas? Será que ele não sente falta de casa? Só pelo fato de ser branco?
"Como tive um ensino básico fraco, se comparado ao conteúdo exigido pela UnB, fica difícil acompanhar as disciplinas".
Mais uma prova de como o sistema de cotas é falho para a universidade. Temos que entender que estamos tratando do ensino superior. Se é superior, significa que os melhores estarão lá. Só dessa forma a universidade cumprirá seu objetivo de formar profissionais de qualidade e aptos a realizarem pesquisas de qualidade.
"Esse grande esforço vai valer a pena, pois quero ajudar o meu povo".
Ajudar o povo dela de que forma? 12,5% do território brasileiro pertencem ao povo dela. Agora, o povo dela tem direito a cotas e ela ainda recebe 1200 pra cursar a universidade. Fora as diversas políticas sociais do tipo “bolsa índio”. “Ajudar meu povo”? Essa foi a melhor desculpa que ela conseguiu pra entrar na UnB no lugar de uma pessoa mais capaz que ela?
"Não é suficiente para pagar aluguel, transporte e alimentação. Ainda bem que meus pais me ajudam".
É o cúmulo do absurdo ouvir isso de uma pessoa que se diz indígena. Quantos cidadãos que moram no DF recebem somente um salário mínimo? Coitado do estudante branco e pobre que cursou escola pública. Se ele conseguir entrar na UnB por mérito próprio, ou seja, sem cotas, nem ao menos ajuda financeira esse receberá dos pais.
"Povo que, após a colonização, não se identificam com o povo que os coloniza."Essa é a definição de índio. A partir do momento que o índio mistura a cultura dele com a nossa, ele deixa de ser índio. Essa estudante nada mais é do que uma brasileira que, com seu típico "jeitinho à brasileira", entrou na universidade se passando de coitadinha, se chamando de indígena. E o pai dessa garota, de onde ele tira o dinheiro pra ajudá-la? O pai dela é outro que se aproveita do título de índio coitadinho por ter antepassados, realmente indígenas próximos e das suas terras isoladas pra dizer que é índio. Todos nós temos antepassados indígenas, africanos e europeus. Essa é a beleza do nosso povo. Nós somos brasileiros, não somos nem brancos, nem negros, nem indígenas.